quinta-feira, fevereiro 2

Uma viagem...


Theo anda tristinho. Fico toda doída, pensando em como amenizar, sugar pra mim, as angustiazinhas dele. 
Ok que ele é dramático. Por natureza. Mas mesmo assim, mãe que é mãe mergulha total nas dores dos filhos. E sofre. Muuuito. 
A razão da mini tempestade? Morrer.
Há dias, entre uma distração e outra, me pergunta se vai morrer, pra onde vai e que não quer ficar num lugar desconhecido, especialmente se for sozinho. Diz ter ficado triste demais quando o Sr. Carl Fredericksen - de Up, Altas Aventuras -  perde sua esposa, Ellie.

- Mamãe, não deu tempo deles visitarem o Paraíso das Cachoeiras... A Ellie morreu...  fala cheio de tristeza.

Aí paro tudo, comovida, chateada, preocupada e, apesar do drama, achando bonitinho meu tiquinho querendo entender da vida. Todo ansioso, temperamental. Porque isso ele é, pra tudo! 

Uma vez li que tudo isso faz parte de determinadas fases das crianças, e que, infelizmente, desde muito cedo, elas também passam por frustrações e pequenos questionamentos. São naturais e necessários.

Mãe consegue racionalizar  isso? Difícil. Pra não dizer impossível; porque depois que parimos nossos pequenos herdeiros, tudo na vida se torna diferente, olhamos o mundo com menos egoísmo e individualismo, compreendemos mais facilmente algumas coisas e aprendemos tantas outras - a duras penas - mas aprendemos, nos (re)adaptamos e nos sentimos mais capazes e fortalecidas, mas a dor de um filho... Não há nada mais cruel e dilacerante para nós mães.

E morte? Assunto que tira o chão. Confesso que detesto, me entristece pacas.

Acredito que continuamos, de uma outra forma, num outro plano, sob as bençãos e amor infindáveis do Mestre; mas a saudade é fato, a dor da separação e da perda, também. Tanto para os que vão, como para os que ficam e temos que encontrar uma "compensação" para ela... Com o Theo procuro contar a verdade, enfatizando que continuamos, que dormimos e nos reencontramos em outro lugar, algum dia... usando uma linguagem que ele compreenda. Mais branda, mais florida, como disse a Fernanda Franken num post muito lindo, ela e seu mini... aqui

E nestes altos papos, super importantes, sinto que ele entende muita coisa... do jeitinho dele, fica mais aliviado e eu, acabo saindo cheia de novas reflexões e com ideias mais reconfortantes sobre a morte.




"Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia..."

Caio Fernando Abreu

quinta-feira, janeiro 19

Silêncio... Ação!


Tem horas que aquela frase: Minha (ou sua) vida daria um filme, remexe as ideias. Fosse um drama ou algo disparadamente engraçado, a minha daria um longa daqueles... Ou um musical talvez; mas destes dignos de Broadway (rs), iluminado e coloridíssimo. Filme também. Acho que seria emocionante (e que biografia não é? Acho todas lindas, até mesmo as mais tristes...). Porém, teria que ser sim, bem dirigido. E super bem produzido; com riqueza de detalhes, trilha incomparável e  pano de fundo que realmente representasse minhas excentricidades e gostos, numa combinação mágica entre tons, formas, tamanhos...

Acho que todos nós merecemos algo do tipo. 
Já imaginou? Ter a vida nas telas? Assim, com ares de espetáculo, de super produção (exposição? não... algo poético, artístico)! Porque nossa caminhada é cheia de coisas belas, ricas e inesquecíveis, não  é? E mesmo as mais doídas, nos acrescentam tanto, que deixam, a seu modo, marcas especiais, mesmo que seja somente um contorno, uma parte mínima... elas deixam.
Coisas da Vida, como canta Rita Lee.


E tudo isso me veio em mente quando li sobre o novo filme dirigido por Madonna com estréia prevista  para  fevereiro no Brasil, intitulado W.E. - que já entrou em três festivais -  e que fala do Rei Edward III, da Inglaterra, que abdica de seu trono (1936) em nome do amor por Wallis Simpson, americana duas vezes divorciada.
Deixando de fora opiniões sobre a pop como diretora, fiquei comovida com o "drama" que chegará às telonas, com a entrevista e, claro, com as revelações sobre os detalhes desse amor e da imensidão e complexidade deste sentimento tão bonito, tão mal compreendido, segundo Madonna. Amei de cara!

E  o amor é mesmo uma vastidão de belezas, difícil de descrever,  que aparece sob diversas formas  em nossas vidas, arrebatando, questionando, provocando,  inspirando... e por ele concedemos, entendemos e construímos  história(s); belas histórias. E muitas delas, ou elas todas dariam um bom filme. De bilheteria histórica, digno de Oscar... pra ficar... e emocionar.




A sua vida daria um filme (rs)? Ou uma novela?
Uma série, com muitos capítulos e infinitas temporadas! É a minha!


quinta-feira, janeiro 12

Um pulinho no litoral norte

Merecido!
Nada como, após um looongo ano (a sensação é de ter tido um 2011 com uns 700 e poucos dias), pisar a areia da praia e ver o mar. Dias bons ao lado do meu amor, num hotelzinho charmoso, escondido e cercado do melhor do litoral norte: sossego, comida excelente e praias perfeitas (algumas praticamente  desertas, como Calhetas).

Honestamente, meu íntimo sempre diz que  lugares praianos não são, propriamente, refúgios, lugar pra descanso nestas datas, mas Boiçucanga e Toque-Toque, por exemplo, tem muita coisa boa pra se curtir e por serem um tantinho mais afastadas do centro de São Sebastião, permitem sim, descanso e aconchego, além de serem lindas.

Na nossa varandinha! E a praia de Toque Toque à vista




Preguiça

Toque- Toque Grande, carrega um brilho todo particular, principalmente pelas cachoeiras e  pela Praia de Calhetas, dona de um pôr-de-sol como há muito não víamos e para onde só se tem acesso por trilha, caminhando.  Suas águas são clarinhas, cintilantes e excelente opção para mergulhadores.

 Pôr do Sol em Calhetas


Calhetas -  Desertinha

Foi a que mais gostei, nesta parte das nossas férias (mas tem que usar muito repelente, tá? (rs) ).
(Também vale lembrar do protetor solar, inclusive para os lábios e cabelos). 

A praia de Toque-Toque também é puro charme e quase vazia, mesmo nesta época do ano.

 
Águas clarinhas em Toque-Toque


Depois, para os que quiserem agitar, tem Maresias que continua como trecho pop daquele lado do litoral e têm restaurantes legais, como o Badauê -  que é bacanão (têm em Juquehy também), super colorido, alegre e tem serviço de praia - além de muita badalação. Particularmente achei tudo muito, muito movimentado. É Maresias... Agitadíssima (tô velha pra isso...)!
Para os amantes de praia é prato cheio. Para levar o marido e os amigos. 

E os filhos rs? Curtiriam o mar e a areia a beça (apesar de quase não ter visto crianças), mas preferi dividir as férias em fases, e separar a parte que seria só deles. Senti que aproveitamos mais. A  Sofia e o Theo também.
Prometo fotos da bagunça deles, com os baldinhos e as conchinhas!

Voltando, fizemos uma parada rápida na Riviera (amei), que pertence a Bertioga. Faz parte do projeto de urbanização do município, mas preserva as riquezas naturais e o meio ambiente, por isso é linda. Depois conto em outro post. Promessa.

E nessa onda de praia, lugares Bonitos do Brasilbrasileiro...

Bonito? Vamos?
Jericoacoara? Sim, eu quero rs! (Revista Vogue de Dezembro, trouxe uma matéria boa sobre as belezas do Ceará, para os que quiserem se interar e preparar as próximas férias (ou feriado rs), e ir para um dos lugares mais lindos e comentados do nosso nordeste).

Ana, lembrei muuito de você quando fiz este post. Tem como não lembrar das dicas do teu bloguito, quando falamos de praias e super passeios? Fora a Praia da Pipa, que já vi em suas postagens no Face e li bastante a respeito em guias e revistas. Já quero conhecer! Bjo



Bjo e muita preguiça. Ainda...


terça-feira, dezembro 27

Amizades que namoram firme



Dizer que mãe se derrete olhando os filhotes se divertindo, brincando ou em qualquer outra atividade bacana, é chover no molhado. Sim, nos derretemos... Inteirinhas.
Noite dessas nos encontramos, eu e duas amigas de infância - mais a super mãe delas.  Amigas destas que chupou nossa chupeta e bebeu do suquinho no mesmo canudinho.
Divididas entre babar os filhos que parimos (juntos são  7! Gente, é isso?), apartar as rusgas entre eles, claro, e colocar os acontecimentos em dia, nos divertimos muito!
Cacá e Sofia, naquele entrosamento de criança, brincaram até... Estão na fase dos vestidinhos rodados, boquinhas banguelas e casa de bonecas. Lindas! Já o Pedro, meu Theo e o Enzo, formam uma escadinha interessante. Cheios de "marra" e com, respectivamente, 10 (amiga, loguinho ele estará de namoradinha???), 5 e... quase 2 anos de idade, os três mais se desentendem que qualquer outra coisa. Dose pra Leão(rs)! Coisas da vida e de encontros de  amigas mães; e azar para primos e irmãos mais velhos que, bem ou mal, acabam por nos ajudar a vigiar estas pequenas tropas, quando se juntam. Ká, Yasmim, não é verdade?
E certamente, nossa reunião foi destas emoções natalinas que arrebatam o coração... os sentidos...
Foi um momento, por si, simples e incrivelmente sofisticado, puro e cheio de detalhes, branco e coloridíssimo, nós juntas ali! Foi... Barroco, rico e, sim, especial; mixado por nostalgia e pelo  choramingo dos kids.
Claro que me emocionei... e quis chorar (rs), mas não podia!
É, somos amigas, agora  mães, esposas e tias, envoltas em muita força - pois precisa - e delicadeza, que nos preenche de modo todo particular e fazem pilar com o que, verdadeiramente, sinto ter sido  de nossas maiores conquistas: o amor e a família.


P.S. : Estou pirada nessa novidade de tia! Mergulhei nela total, babando meu sobrinho bossa, Raul, lindolindo de viver,  e esperando o Francisco toda ansiosa. Uma coisa!

Beijos meninas!
Beijos aos leitores, aos amigos e suuuuuuper sorry pela ausência!

Nos vemos em 2012?
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