domingo, abril 10

SONHOS


Início de ano? Não. Contudo, nada impede que falemos sobre projetos -  aqueles que invariavelmente pensamos quando o ano começa - e melhor ainda: sobre sonhos.
Já sonhei e sonho muito. Em determinadas fases, acho até que fiz altas apostas. Carreira, casamento, coisas materiais. Doei a eles tempo e energia.
Do saldo, não posso me queixar, embora admita que num primeiro momento refleti e considerei após o balanço, entre sorte e revés, minhas contas negativas. Poderia não ter me precipitado aqui, pensava... ou ter tido um pouco mais de traquejo ali. Mas hoje, sinto como prematuras tais conclusões.
O tempo corre (velozmente, aliás)  e se soubermos aproveitá-lo, muitas são as lições, dentro das mais interessantes e agregadoras experiências. Nada grandioso ou marcante. Parar, respirar, observar e sentir os eventos diários, especialmente os mais simples, pode nos acrescentar bastante.
Quando consigo... hum, faz um bem danado.
E os sonhos?
Ah, depois de uma boa temporada, recalculei, me permiti. Abandonei alguns pesos e abracei forte o que antes não enxergava, não entendia. Coisas que somente este santo Tempo foi capaz de fazer acontecer.
E continuo sonhando... com coisas exuberantes, com coisas simples, às vezes pra mim, outras para todos... Agora sem tantos receios ou medo de ser julgada.
O projeto maior é ser feliz, todos os dias.

sexta-feira, abril 8

BLOGAGEM COLETIVA - MATERNIDADE REAL

                                          (Sofia, depois de ouvir algumas broncas): Ai como a mamãe é chata, Theo!         
                                    (Theo, o mediador solidário): Eu sei... ela é mesmo...                                            
                                        (Sofia): Agora eu não vou mais chamar ela de mamãe, vou chamar de chata!!       

                                        Trecho (que pude ouvir) de um dos cochichos dos meus filhotes.                         


Nos dias de hoje ser mãe é, acima de tudo, assumir riscos e muitos desafios. 
Nada é fácil dentro do universo materno já que não somos mais apenas mães, somos profissionais e tantas outras coisas. Conciliar? Até dá, mas sozinha, não.
Certa vez uma matéria do Cia das Mães, listou o mínimo que deve compor uma estrutura de apoio para a mulher que é mãe em tempos modernos. Estavam lá (entre outros): uma empregada ou secretária e internet móvel (pelo menos). Somados a um marido que dê muita força  e incentivo, são um bom começo e ajudam bastante a otimizarmos nosso tempo e dedicar aos pequenos tudo o que for possível, dentro daquilo que entendemos Ser Mãe ( mesmo que não trabalhemos fora e que não haja a questão da carreira, muitas tarefas e responsabilidades se acumulam depois dos filhos, além de nos exigirmos e nos cobrarmos constantemente; eis a importância de parceiros de verdade, dentro ou fora do lar).
Vez ou outra, penso também naquela cartilha sempre citada nos altos papos de mãe. Aquela que não existe (nem nunca existirá), que deveria compor-se dos muitos princípios que garantiriam nossos acertos e os corações mais sossegados, distanciando-nos dos erros e dos processos de culpa. Sim, este manual ajudaria e muito; todos brincam sobre o assunto e sabemos que não há um composto de regrinhas como este, apenas estou citando isso agora, porque a cada dia ele faz mais falta quando me vejo diante de um desafio, como os que falei lá no começo deste post.
Quando nos tornamos mães, passamos por infinitos questionamentos e dúvidas, e tudo  banhado por emotividade e descontrole hormonal.
Parimos, temos que amamentar, sustentar (em todos os aspectos) e proteger aquele pequeno ser tão dependente, sempre bombardeadas por muita informação, pressões e cobranças. O desgaste é tamanho, desde os primeiros dias, durante todas as fases que seguem. Sai tudo direitinho, como gostaríamos ou haviamos previsto? Nem sempre. E comigo, obviamente, não foi diferente.
Me atrapalhei e muito na fase de amamentação, introduzi leite artificial em alguns momentos (embora raros), errei na escolha de alguns brinquedos e da  primeira pré escola e, de quebra, engravidei do Theo quando a Sofia tinha apenas um ano (foi no mínimo atribulado cuidar de dois bebês na fase seguinte). Chorei e me culpei. Por mim e por ela (coisa de mãe...).
Depois que o Theo nasceu tudo se atropelou um pouquinho mais.
Aquelas coisas como paciência -  para chegar lá em minhas metas -  e firmeza, perdiam-se facilmente. Havia muita dúvida e insegurança.  Educá-los não era simples.
Ler livros sobre como criar os filhos, como proceder na hora da birra e das esperneações, pesquisar e manter-se a par das opiniões de especialistas e educadores é teoria. Na prática há muito envolvido em cada realidade, em cada ambiente familiar; Cada mãe é uma e muitas são as formações de cada uma delas (sem contar que nos dias de hoje, as crianças são infinitamente atentas e questionadoras). Tudo isso interfere na hora da prática, e pode ser frustrante nos deparmos com essa lacuna entre teoria e realidade.
Aplicar na educação dos nossos pequenos tudo o que lemos, aprendemos como correto ou idealizamos, deve ser feito com tolerância, a velha paciência e aceitação de erros, principalmente no que se refere a nós próprios. Quando admito um erro, recomeço e tento fazer melhor, consciente de que cada tombo desse novo universo, faz parte da experiência como todo.

Uma vez falei um pouco sobre educar e sobre o que idealizo para os meus filhos. Um sonho com menos aflição, sem tantas neuras.
Este post está aqui e foi inspirado numa leitura de Içami Tiba.


Ser mãe consiste em admitir as tantas falhas, correr para corrigí-las e voltar para abraçar aqueles que deverão ser sempre motivação para mais amor e mais aprendizado: os nossos filhos.

Arquitetas da blogagem: Carol Passuelo Blog Vinhos, viagens uma vida comum e dois bebês, e
Anne Super Duper.
Parabéns meninas, pela ideia, pelo selo e pelas trocas!


Beijos a todas!



quarta-feira, abril 6

VOCÊ SE ENTENDE COM A BALANÇA?


Quanto compõe nossas preocupações, hoje? Falando por mim, afirmo que, muito. E uma das coisas que perturbam a tranquilidade nossa de cada dia é o corpo. Sempre. Seja no intuito de ganhar ou perder quilos, tonificar os músculos ou amenizar as celulites, estamos constantemente preocupados com estética  (principalmente as mulheres, apesar dos homens vaidosos de hoje), com o modo como iremos nos apresentar diante da família, dos amigos.
(Algumas pesquisas afirmam que as mulheres se sentem mais felizes magras, do que em um relacionamento amoroso legal).
Se voltarmos um pouco, vamos nos lembrar que nossas mães e avós casavam-se e tinham filhos, apenas. De uns anos pra cá conquistamos espaço no mercado de trabalho, "direitos iguais" e outras inúmeras responsabilidades, porém temos que nos apresentar a todas elas, bonitas, em dia com todas as nossas tarefas e de preferência magras. Nos pressionamos e somos pressionadas pela mídia, pela sociedade. 
Comer é bom, mas também pode ser pecado se não encontrarmos uma linha que nos liberte de  tais  cobranças, de culpas e conflitos e leve a um equilibrio.
Meus cardápios, posso dizer que são balanceados, embora longe da perfeição (procuro comer sempre um pouco de cada grupo alimentar, consumir muita água, pouca gordura e nenhum refrigerante, apesar de achar chatésimo tudo isso). Sempre briguei e continuo ainda, meio desentendida com a balança, sempre imaginando o que poderia melhorar.
Depois dos filhos, ganhei alguns quilos e sim, fiquei feliz; o restante a academia - e meu esforço - devem cuidar de realizar e me levar àquele equilíbrio que mencionei.
Pensando em tudo isso ou conversando com algumas amigas sobre dieta e controle de peso, não há como negar que nossa cultura e as falsas referências incitam os desejos de consumo, dificultam a relação e o entendimento com nós mesmos e faz com que nos escravizemos diante de nossa  imagem.
Acho que o ideal é consumirmos  de forma consciente, o que o  físico precisa e o que nos satifaz. O que  permita olhar no espelho sem desejar mais (ou menos). Isso não significa, necessariamente, um corpo absolutamente esguio ou malhado, mas sim um corpo que possamos conhecer e acima de tudo respeitar.

Falei também sobre controle de calorias neste post: A vida mais (ou menos) doce.

E vocês se dão bem com a balança?  Fazem dietas? 
Acreditam em peso ideial?

Beijos a todos

domingo, abril 3

TEMPO


Como todo  amigo  (deste plano), o tempo também nos será doce e afável,
se assim  o formos com ele.
Sorria.

Beijo e uma ótima semana!




P.S.: Amigos e leitores, alterei alguns detalhes aqui no blog, mas os assuntos, bem como a essência das postagens, permanecem.



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