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quarta-feira, março 2

ORQUIDÁRIO DA MATA


Final de semana passado, tive a oportunidade de conhecer um espaço lindo, que eu já namorava de longe há um certo tempo: o Orquidário da Mata.
 Hoje, posso dizer, seguramente, que troquei a propaganda (para os leitores e amigos que não sabem, é esta minha formação), pelas orquídeas. Sim, são elas minha verdadeira paixão; e o Orquidário da Mata fala destas espécies fascinantes com muito amor e propriedade de quem realmente entende do assunto.
Dizer de minhas impressões sobre o todo do ambiente, não é tarefa fácil. São inúmeras formas, cores, perfumes, curiosidades... a diversidade, um fascínio. Atrai e cativa desde simples amantes até os olhares mais entendidos e exigentes.
Quem cuida de tudo é a Creuza, uma pessoa incrível, a qual tive o privilégio de conhecer e conversar por algumas horas; e ali, com certeza já estão impressas sua  energia e dedicação, que transformam cada cantinho, num ambiente mais que agradável não apenas para visitas, mas para o aprendizado e troca de informações sobre tudo o que se refere a este universo apaixonante.
Os que como eu, curtem plantas ou têm um sentimento especial por orquídeas, devem conhecer.
Os que gostam, porém ainda não cultivam - por medo (infelizmente existem muitos mitos sobre o cultivo destas espécies), falta de tempo ou quaisquer outros motivos, eis a oportunidade de se encantar e dar início a uma coleção, certamente.
O orquidário conta ainda, entre outras coisas muitíssimo especiais, com lançamentos, híbridos diversos e pronto-socorro para nossas plantinhas debilitadas, além de todo material necessário para  cultivá-las.

Fica a dica para os que quiserem conhecer e ver tudo de pertinho. E aqui, um pouco mais sobre todo o trabalho do Orquidário da Mata.

Beijo a todos e uma excelente semana!

PS.: Amigos, estou com um probleminha de conexão, eis o motivo do meu sumiço. Estou tentando visitar a todos aos pouquinhos... Muita saudade.
 Imagino que essa semana resolvo esse contratempo.

terça-feira, janeiro 11

AS DRACENAS, JANIS JOPLIN, BOBBY MCGEE... E EU


Quem me conhece um pouquinho (ou um montão), sabe que adoro plantas e Janis Joplin. 

As primeiras me carregam para um outro lugar - esteja eu onde estiver - , quando estamos naquelas trocas (adubação, podas, rega) quase que...simbióticas. As músicas da Janis... bem, estas idem.

Ontem foi dia de cuidar, com uma atenção toda especial, de uma de minhas Dracenas; entretanto a energia inesgotável dos meus filhos ( estão sempre me rodeando, estes pequenos, sempre na barra da saia, como falava minha avó), tira boa parte da concentração necessária para o ofício. Nestas horas ouvir sobre Bobby McGee, ajuda (bastante).
Os que, como eu, curtem Janis, sabem que ela era, entre muitíssimas outras coisas e poréns, intensa; e o modo como ela descreve Bobby e sua aventura amorosa junto dele, pela Luisiana e outros lugares, até a Califórnia,  traz uma sensação de transmutação (pra quem ouve com o coração, ela cantar)... De sentimentos e energias. É quase como pular de uma vida ditada e repleta de regras extremamente complicadas e desnecessárias, para uma experiência mais simples,  porém plena.

Toda vez que ouço esta canção (Me and Bobby McGee), viajo com ela e Bobby, de carona, assim meio sem destino, embalada pelo som da gaita, dentro de um denim surrado e botinas empoeiradas pela terra do Kentucky.
Claro que Bobby e Janis não tiveram filhos; mesmo naquele intenso furor. Nem Dracenas cheias de cochonilhas, imagino eu. Tiveram sim, uma química da-quelas, num amor destes meteóricos, mas que nos deslocam no tempo. Tiveram por um tempo, um ao outro.
Acho bonita a intensidade do sentimento deles, mesmo aparentando ter acontecido num caso fugaz.

...E quando a história vai terminando, estou toda interada com minha Dracena, vou voltando para os meus filhos e para o meu Bobby McGee.


P.S.: Me and Bobby McGee, foi escrita por Kris Kristofferson. Portanto Bobby nasceu como mulher. Janis foi quem, habilmente, "mudou" o sexo da moçoila.
A Canção foi destaque do álbum Pearl, lançado em 1971, 6 meses após a morte da cantora.

terça-feira, setembro 28

MEUS PINHEIROS DE NATAL


Ainda não tiramos da gaveta, o "Projeto Casa na Árvore" (rs); acho que o Theo e a Sofia serão mais duas crianças - em meio a muitas outras -  que apenas imaginarão como seria aprontar mil peripécias no topo de uma árvore... Porém, hoje ocuparam-se de outra meeega missão: Plantar as mudinhas que receberam da escola, agora no comecinho da primavera.
Cada um trouxe um pinheirinho, que já estava pedindo por um vasinho e um cantinho mais apropriado, há dias.
Minha mãe (essa é daquelas avós in cor ri gí veeeis; já me venceu pelo cansaço, mimando meus dois filhos...), foi passando na frente, comprando vasos e terra, assim que os bebês pinheiro chegaram; hoje, eu e minhas plantas emprestamos as ferramentas e o adubo para essa empreitada (somos um tanto ciumentas de nossos pertences, mas a causa era dessas mais que especiais... depois do feijão, meus jardineiros mirins já estavam caminhando para algo mais ousado, eu diria rsrs).
Utilizamos ainda, argila expandida pra forrarmos o fundo dos vasos, manta de bidim,  que junto com a argila fará o traballho de drenagem e pedriscos, para o acabamento.
A vovó, sempre presente, fez a mistura da terra e um pouco mais: permitiu que os dois colocassem as mãozinhas (e o todo o resto) na terra, de verdade...
Ok, foi lindo! Inclusive algumas minhocas também participaram, porém levei algumas horas desencardindo os dois no banho, e para o restante da bagunça, incluindo os trajes utilizados, precisarei de mais alguns dias.
Agora o melhor: Segundo eles, essas serão nossas árvores de natal. As coitadinhas terão que atingir um tamanho considerável,  para que suportem bolas e outros enfeites natalinos, em.... 3 meses (rs)?
Pois é. A Sofia disse para eu não me preocupar, pois o coco de minhoca vai ajudar.

segunda-feira, maio 10

FILHAS TAMBÉM

Ontem ganhei flores.
É, dia das mães é só uma vez por ano, escutei da florista. Aproveita, completou a outra...
Eu amo flores, e uma das que ganhei não conhecia ainda, pelo menos não essa variedade: é um copo de leite negro (postei uma imagem, caso vocês ainda não tenham visto também), lindo e super exótico.
As outras fofas, são: uma orquídea sharry baby e um mini ciclame que também acho um mimo.
Fico olhando para as três e tentando senti-las, faço isso independente do cuidado que dispenso à todas elas. Claro que recebo uns olhares tortos aqui em casa, porque onde já se viu, ficar nesse "contato" com plantas?
Mas amantes de plantinhas e do verde em geral, sabem que isso é importante.
Há um tempo atrás, dentro de uma aula sobre Aura e Energia (tema de um curso que estou fazendo), um dos alunos colocou uma experiência com plantas, que havia tido oportunidade de acompanhar. Consistia em dois vasos iguais, com espécies idênticas. Um dos vasos recebeu uma inscrição com palavras pesadas e negativas, e foi colocado num ambiente menos iluminado e envolvido por músicas mais agitadas e pesadas. O outro recebeu o oposto. Inscrições no vasinho, de palavras positivas, leves e otimistas, e ficou num ambiente receptivo e envolto em energias de sonoridades mais tranquilas e agradáveis. Ambos receberam os mesmos cuidados, em relação à regas, ventilação e adubação. Mesmo assim o primeiro não resistiu muito tempo em comparação ao segundo, sucumbindo às energias que lhe foram doadas.
Acho que tudo o que escolhemos ter, devemos cuidar com amor, com certeza elas sentem e agradecem nossa dedicação.

P.S.: Ah, aceito dicas de cultivo, caso as tenham, pra essas espécies que citei, já que amo, mas sou leiga ainda no assunto. A diversidade é tão grande, que todos os dias estamos aprendendo.






terça-feira, maio 4




Hoje observando minhas plantas, me lembrei que há oito meses terminei meu último curso de paisagismo no Botânico... é bastante tempo sem por a mão na terra, sem curtir o verde que eu adoro.

Saudade dos amigos.
Saudade das orquídeas.

Confesso que desanimei um pouco, por falta de tempo e de espaço pras minhas lindas, especialmente as orquideas. As que cultivo em casa já estiveram bem melhor, mas com certeza ainda da tempo de salvá-las. Depois do curso fiquei mais familiarizada, da pra fazer bem mais por elas; a revista Natureza também é um bom caminho de orientação, com excelentes dicas de cultivo.
Costumava também, ir ao Parque Villa-Lobos, onde junto com alguns outros apaixonados, aprendi mais sobre o cultivo de orquídeas, através das Oficinas do Trisca (trisca.orquideas.blog.uol.com.br), que habilmente desmistifica todo o universo acerca das orquídeas e nos torna ainda mais fascinados por elas.
Agora, estou tentando administrar todo o meu corre-corre, já que esse ano pra mim, tem sido de muitas obrigações e mudanças (lá na frente vou poder ser mais específica sobre essas mudanças), além de todas as VONTADES, que nós mulheres temos... ( queria um curso de fotografia, queria mais tempo pra me exercitar, e tempo pra não fazer nada). A partir daí retomar meu contato com as plantas, já que é mais que uma paixão, é um projeto que venho acalentando e que espero viabilizar no futuro.
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