quarta-feira, outubro 6

QUEM QUER SER A BARBIE GIRL?



Certa vez li uma declaração, se não me engano dada por Demi Moore, numa dessas entrevistas que antes de mais nada desconfio: "A maior parte da minha vida, passei tentando ser magra. Depois percebi que de nada adiantava". Provavelmente ela quis dizer que magreza não traz felicidade ou que nada garante (se é que ela estava nos contando a verdade).
Apesar de sabermos que os corpos que vemos estampados nas capas das revistas de beleza ou desfilando nas passarelas da moda, quando não são fakes, possuem medidas completamente impossíveis para as mortais como nós (60 de cintura???), prosseguimos sempre na ilusão de escalar essa montanha invencível: usar aqueeeele biquiniiiiiinho, exibindo um corpo de Barbie! 


Isso, é dela que quero falar hoje, da Barbie, esta figurinha emblemática dentro desse contexto,  que contribuiu/contribui deveeeeras para a ditadura do corpitcho perfeito (entre outras coisas).  Pensei que nunca dedicaria a ela, mais que um ou dois pensamentos, e esses foram lá trás, na infância, quando sonhava em ter um exemplar esguio, desses. Porém, vendo mais de perto a influência que ela exerce sobre as meninas (tenho minha representante dessa categoria mirim rs), comecei a me preocupar e... a me irritar também.
Sei que falar sobre ser magro (a) suscita outras tantas questões, igualmente polêmicas, não pretendo abordá-las pra não me estender, nem tornar o assunto em questão, (mais) cansativo.
Tenho observado a Sofia. Ela assiste repetidas vezes a todos os DVDs da Barbie, que possui. Cada um deles, nos créditos iniciais, anuncia qual será a próxima aventura da loira. O lançamento  de agora é o Barbie Moda e Magia, que além de já prometer aos coraçõezinhos inocentes, qual será o filme seguinte, enfeitiça as pequenas expectadoras com o cor-de-rosa e o glamour  habituais. Nessa hora, procuro equilibrar o universo da minha filha com boas doses de diálogo e outras nuances que não o rosa, pra que desde já, caminhe sua realidade, aceitando seus cachos e suas formas; parece exagero, mas penso que a árvore somente será frondosa de verdade, se cultivarmos a sementinha desde sempre.
A Barbie nasceu no fim nos anos 50. É contemporânea de Twiggy Lawson, britânica considerada a primeira Top do mundo.

 TWIGGY - ANOS 60

Twiggy causou impacto com sua figura magérrima, fazendo contraponto ao padrão de beleza, digamos... mais curvilíneo e rechonchudo da época. Também ficou carimbada como ícone (referência) de elegância nesse período.
De lá pra cá isso apenas se renova, os rostos são outros mas a corrida pelo belo/magro é a mesma, e  por mais que, às vezes, o assunto ressurja calçado em polêmica, os cabides que desfilam as grandes grifes, continuam com seus 90-60-90 (medidas das modelos respectivamente para busto, cintura e quadril) e a Barbie, essa quarentona peituda também parece cada dia "melhor", com os anos que a vida lhe acrescentou.

Pois é, essa senhora de IMC (índice de massa corpórea) inferior a qualquer número aceitável  dentro do que é considerado saudável, vem cada vez mais, juntamente com outros "baluartes" dessa ditadura, ensinando nossas filhas desde muito cedo a se iludirem, a ficarem  anorexicas e a encherem seus peitos de silicone.

É meninas, essas modelos são um charme, puro luxo, mas nós... também somos!

Beijos a todos!

19 comentários:

Chris Ferreira disse...

OI MI,
temos que ficar muito atentas a esses padrões de beleza e ao que essas bonecas representam para nossas filhas. Faço questão de comprar barbies morenas, negras, orientais e não apenas loiras. Uma vez encontrei a Princesa morena e a Plebéia loira e foi assim que eu comprei para a minha filha. O fato nem chamou a atenção dela. Lembro de uma mãe falando: nossa, que esquisito a Princesa é morena e a Plebéia é loira. Vocês trocaram as roupas?
Pode?
Adorei o seu post.
beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/

Chica disse...

Temso que passar a idéias de que devemos nos gostar do jeito que somos,né? Essas bonecas magrelas de repente passam outra idéia...beijos,chica

Mi Satake disse...

Meninas é isso mesmo. Acho q sem perceber essas ideias equivocadas do real, do belo e do bom, incutidas nessas bonecas, podem sim serem nocivas às meninas!

bejoss
Chris, mega ideia a sua, de diversificar a cultura e as raças dentro do mundo dos brinquedos.

Nutrição e Cia disse...

Mi sabe eu tenho pavor da Barbie, destesto mesmo. Ainda não foi apresentada pra minha pequena, mas sei que irá descobri-la cedo ou tarde. E sabe como é criança só pq a mãe não gosta, será a preferida dela, ai que horror.
Eu sou magra e tenho um IMC que considero ótimo, 19,5 me considerando eutrófica. Dá pra ser magra com saúde, basta saber dozar os alimentos. Mas é preciso sempre orientar nossas queridas que comer faz parte da vida, não há necessidade de fechar a boca pra ficar, assim, igual a essa da foto, DEUSNOSLIVREDESSEMAU!
bJS

Mi Satake disse...

Patysssss falou tudo.
Qdo redigi o post, pensei: SErá q to exagenrando? Será q as meninas vao pensar: puuuts a Mi, precisa desencanar, ou apenas policiar a filha e mais nada, a Barbie e linda...
Mas to super feliz q temos essa consciencia conjunta, esse abraço totalmetne sintonizado no q é de verdade real e bom pras nossas filhas. A Sofia ama Barbie, to tentando contornar isso, mas ja ta dificil. A amiguinha tem, a amiga da amiga tem e por aí vai...

Beijos linda!

VaneZa disse...

Mi, você disse tudo e mais um pouco. Que bom que você já está trabalhando isso na cabecinha da tua filhota.

Ah! Não esuqeci do selinho que me presenteastes não... tô só sem tempo de agradecer.

BeijinhoZzz

Deia disse...

Oi Mi! Aqui em casa tenho dois tipos físicos muito diferentes, e procuro valorizá-los sempre. Elas gostam da Barbie? Sem dúvida alguma (muito mais do que eu que detestava boneca e queria muito mais minha bicicleta!), mas tem se pautado em outros exemplos de mulheres para se guiarem. São mais velhas que a Sofia, por isso acho que você está certíssima, afinal comecei nessa tenra idade mesmo a colocar o que é "fictício" e o que é real. Beijocas, Deia

Tatiana disse...

Graças a Deus a maturidade nos ajuda a mudar esse pensamento, que bom que voce esta trabalhando a cabecinha da filhota!!
O equilíbrio para mim é a palavra chave!Na comida, nos exercicios, na concepção de beleza...etc..
Adorei o post Mi!!
Beijooos...

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Excelente seu ponto de vista. Mi. Eu tb acho errado que as crianças desde cedo engulam esse padrão estético. Cada vez mais vc ve crianças praticando bulimia, complexadas, execradas nas escolas por serem gordinhas.

que mundo é esse, né? pq gordinho é feio???
triste isso...
e gostei da sua frase final!
bom dia

S* disse...

Não as acho um puro luxo... a maioria das modelos têm vidas supostamente de luxo, envoltas em drogas e dependências. Dispenso.

Dri disse...

Mi,
Bacana seu post, temos que ficar atentos mesmos com a vidinha dos filhotes, incentivar a diversidade das brincadeiras, dos programas de TV e sempre explicar tudo.
Bjo

Betty Gaeta disse...

Oi Mi,
Acho que faz parte do ser humano mirar no humanamente impossível para conseguir o humanamente possível.
Apesar dos meus "enta", eu continuo querendo ser a Barbie. Tb quero ganhar o Nobel de literatura, é certo que nunca escrevi um livro. Quem sabe ser capa da Vogue como a blogueira do ano?!?
No fundo sei que estas coisas não vão acontecer, mas vou continuar sonhando!
Ou vc quer que eu me conforme em ser uma senhorinha que está engordando, teve um câncer e que pode achar mais cômodo ficar fazendo crochê na frente da TV?
Deixe sua garota sonhar, ela é da minha tchurminha! A tchurminha das sonhadoras.
Bjkas e um ótimo dia para vc.

http://gostodistonew.blogspot.com/

Albuq disse...

Oi Michelle,

adorei o post!
Fui fã incondicional da Barbie, adorava brincar e achava um charme.
Observo que a barbie incentiva o padrão de beleza das modelos, mas, nós temos que encontrar nosso estilo, nossa beleza... porque padrão tem que ser o que a gente se sente feliz. Adorei o post viu, como sempre, ótimo! bjssssss

Wal Marques disse...

Oi Mi!!!
Saudades amiga,concordo com você,tambem sou mãe e me preocupa em número e grau,essa ditadura de ser magra,loira e bonita....não somos perfeitos e desde de cedo temos que reconhecer isso e saber lidar com os limites....ótimo post.

ps:Amiga,agora esta tudo bem...mas me afastei por pura tristeza....eu perdi o meu bebê,estava de 1 mês e meio...mas Deus quis assim e eu aceito...obrigada pelo carinho,bj,Wal.

Amanda Luna disse...

Quando crianaça eu adorava a barbie, mas conforme fui crescendo aprendi a gostar demim como sou e nunca quis seguir nenhum padrão de beleza especifico, acho que isso depende muito da cabeça e da auto estima da pessoa, se vocÊ se ama, não vai ficar tentando seguir nada...entende..
beijuu
www.sermulhereoaximo.com.br

Gabriela Cristal disse...

Quando criança eu nunca tive nenhuma barbie mas depois da fase juvenil, sempre busquei a magreza e me desespero quando engordo. Claro que não pelos outros e sim por mim, já que tenho o quadril largo e toda a gordura vai direto pra lá.
Bjos.

Micheli disse...

Adorei o post!
Temos de cuidar mesmo com esse modelo que é passado desde cedo para as pequenas. E as curvas da Barbie, já li em um artigo que elas nem são possíveis de serem alcançadas, por mais magra que seja a pessoa...
O assunto é muito sério!
Beijos.

Camila disse...

Oiê!! Vim conhecer o seu blog hoje e estou adorando, mto legal!!
Bjos,
Camila
http://mamaetaocupada.blogspot.com/

Dama de Cinzas disse...

Eu queria ser linda, muito linda mesmo, de chamar a atenção, mas não sou, então acho que cada dia que passa me acostumo mais e mais com minhas imperfeições.. rs

Beijocas

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