terça-feira, dezembro 27

Amizades que namoram firme



Dizer que mãe se derrete olhando os filhotes se divertindo, brincando ou em qualquer outra atividade bacana, é chover no molhado. Sim, nos derretemos... Inteirinhas.
Noite dessas nos encontramos, eu e duas amigas de infância - mais a super mãe delas.  Amigas destas que chupou nossa chupeta e bebeu do suquinho no mesmo canudinho.
Divididas entre babar os filhos que parimos (juntos são  7! Gente, é isso?), apartar as rusgas entre eles, claro, e colocar os acontecimentos em dia, nos divertimos muito!
Cacá e Sofia, naquele entrosamento de criança, brincaram até... Estão na fase dos vestidinhos rodados, boquinhas banguelas e casa de bonecas. Lindas! Já o Pedro, meu Theo e o Enzo, formam uma escadinha interessante. Cheios de "marra" e com, respectivamente, 10 (amiga, loguinho ele estará de namoradinha???), 5 e... quase 2 anos de idade, os três mais se desentendem que qualquer outra coisa. Dose pra Leão(rs)! Coisas da vida e de encontros de  amigas mães; e azar para primos e irmãos mais velhos que, bem ou mal, acabam por nos ajudar a vigiar estas pequenas tropas, quando se juntam. Ká, Yasmim, não é verdade?
E certamente, nossa reunião foi destas emoções natalinas que arrebatam o coração... os sentidos...
Foi um momento, por si, simples e incrivelmente sofisticado, puro e cheio de detalhes, branco e coloridíssimo, nós juntas ali! Foi... Barroco, rico e, sim, especial; mixado por nostalgia e pelo  choramingo dos kids.
Claro que me emocionei... e quis chorar (rs), mas não podia!
É, somos amigas, agora  mães, esposas e tias, envoltas em muita força - pois precisa - e delicadeza, que nos preenche de modo todo particular e fazem pilar com o que, verdadeiramente, sinto ter sido  de nossas maiores conquistas: o amor e a família.


P.S. : Estou pirada nessa novidade de tia! Mergulhei nela total, babando meu sobrinho bossa, Raul, lindolindo de viver,  e esperando o Francisco toda ansiosa. Uma coisa!

Beijos meninas!
Beijos aos leitores, aos amigos e suuuuuuper sorry pela ausência!

Nos vemos em 2012?

terça-feira, novembro 29

Cores e, sim, o peito cheio de amores



Em algum momento as coisas mudam. Melhoram... Bom, têm que melhorar... é o que cochicham nossos
corações quando erguemos olhares e atenção para  Mr. 2012.
Não adianta, quando pisamos outubro, novembro (antes, até), um lado de nós já projeta o ano seguinte.
Eu, mais uma vez, não esperarei um ano certinho, engravatadinho. Nunca é, por mais que eu planeje. Contudo, meu tempo não tem sido ruim, e de mais a mais, existem coisas que dependem de nossa  persistência e disciplina para acontecerem. Portanto, combustível para estas virtudes, mais alguns outros elementos mágicos e sim, podemos esperar um novo ano cheio de eletricidade e boas novas.
Projetos. Nossa, acho que, não há quem não os faça a cada final de ano. Uns são mais modestos, outros super extravagantes, mas nem que seja um leve colorido às nossas roupas e à nossa casa, a vontade de experimentar um ar renovado, nos toma de jeito.
Com 2011, 2010, 09... aprendi que há situações onde podemos interferir e, como mencionei, dar uma forcinha para os acontecimentos, já em outras, a correnteza da vida nos carrega e parece "cuidar" de tudo, até do que não gostaríamos que ela cuidasse. Fazer o quê, não é? Serenidade pra isso... força para o restante.
2011 vai indo... levando consigo muitas coisas, deixando muitas outras. Mais perfumadas, reveladas. É legal pensar nisso quando avaliamos o que já foi.
2012 vem chegando... trazendo novas chances, possibilidades, transformação. A vida que não pára. E eu, quero estar completamente envolvida com as novidades, dar de ombros para o que foi ardil no ano que vai se despedindo e celebrar esse abraço novinho da vida.

E por aí, a virada já é aguardada ansiosamente?

sábado, novembro 26

Alegria de criança


Final de semana passado tivemos muita emoção... e diversão. Duas festas infantis, de dois amigos super especiais da Sofia. Aliás, como foi dito na roda de mães, entre brigadeiros e cupcakes, a turma dos nossos filhotes está de parabéns (deixando a modéstia de lado (rs) ) . Cresceram, aprenderam muitas coisas e são um exemplo primoroso de amizade!

Ambas comemorações reuniram muitos coleguinhas num encontro divertido e prazeroso, para as crianças e para os pais. E nestas rodas papeamos, escutamos histórias, compartilhamos grilos. E é bom. Nos faz sentir amparados nas inseguranças da maternidade e suas tantas fases.

Eu, que não sou das mais assíduas nas festinhas, apesar de conhecer a maioria dos casais de pais, da turma da Sô, levei algumas broncas por conta disso, e aproveito a inspiração pra me redimir. Sorry, sorry, sorry! 

Estava tudo maravilhoso; o papo de mães, principalmente. E que a Sofia não me escute, mas o mais interessante da conversa, foi descobrir o encantamento de quase todas as meninas, pelo Matheus, um amiguinho lindo, super educado, e que, conforme apuramos, já aquece coraçõezinhos. 

Festa infantil  nos faz pensar em barulho, correria e um super cansaço. Mas estas coisas fazem parte do espetáculo... O mais legal e emocionante é, em meio a tudo isso, cantarmos e aproveitarmos sem limite a alegria dos pequenos aniversariantes. Única e tão contagiante nestes momentos.

Em casa, ouvi por horas os meus dois lindinhos falando sobre as festas. Assim, cheios de si, meio cansadinhos, mas felizes da vida. Comendo ainda, as balas e pirulitos daquelas sacolinhas que prolongam a sensação da algazarra toda, por looongos dias.

Sobre o Matheus?
Ouvi frases cheias de doce... (eu aguento?)

E claro. Fiquei como boba, atenta...pensando... E achando tudo lindo!


quinta-feira, novembro 17

Ainda as singelezas



Há dias que parecem nos inspirar mais; por diversas razões. Seja um jeans novo, uma foto icônica, um perfume diferente. Mera sensação ou não, o bom é sentir isso.

Dia desses li um breve post de uma amiga querida, no facebook, que falava abertamente sobre experiências, conquistas e outras coisas bem legais. Amei. 

Nos dias de hoje, são raras as mensagens otimistas e mais: ousadas; que remexam preceitos e (nossos) preconceitos, quando permitimos, é claro. Quando isso acontece, quando conseguimos abrir uma frestinha de nossas portas mais resistentes, vale aproveitar, ainda que de modo simples... limpando umas gavetas, freando anseios, reavaliando "certezas". Coisas simples, mas substanciais.

Hoje, vou dar mais uns muitos beijinhos no Theo e na Sofia e no tempinho que sobrar, costurar uns corações nas mangas de um cardigan antiguinho. Dar a ele uma cara nova e me despedir da carranca implicante que ele insistia em carregar... enfeitá-lo com um ar mais moderno, mais cool, sem, necessariamente, tirar-lhe a essência.

E vocês, têm no armário, aquelas peças com muita história pra contar, meio desgastadas, porém ainda muito amadas, merecendo cara nova? É, revirando os baús sempre encontramos uma ou outra que não queremos dizer adeus, mas que conseguimos transformar em algo mais bacana. Se for o caso, a dica dos corações veio do blog Petit Ninos, cantinho super lindo da Marina Breithaupt.


sexta-feira, novembro 11

Apaixonadas (pelos papais)


Dia desses falei sobre mães e filhas e citei,  meio que en passant, sobre a relação de afeto entre pais e filhas. Por aqui sempre rolam uns momentos ternos entre o Sandro e a Sofia, ou declarações  que apuram nossos sentidos para as singelezas perfeitas da vida.
Não... o marido e a filha não fogem à regra. E é bonito que só de ver e ouvir...




- Mamãe, tenho muitos amigos na escola. Gosto muito deles!

- Que legal, Sô!!! É importante ter e respeitar nossos amiguinhos...

- É eu sei, mamãe... A professora sempre diz pra brincarmos juntos e caso alguém esteja sozinho ou triste, convidar pra brincadeira.
  Hoje eu lanchei com o Naan... ele é muito legal... 
  Tem também o Matheus...aquele que foi a Fera, na aprensentação da Bela que fizemos no fim do ano passado, lembra? 

-  Claro. Foi linda a festa! 
   E o João e o Gregory?

- Esses dois são engraçados. Eles preferem brincar comigo e com a Amanda, do que com os outros meninos...

- Huuum, legal!  Que bom que vocês todos se entrosam e curtem juntos os momentos na escola. A professora tem razão, é importante cultivar as amizades, filha...
E no meio de todos esses meninos, você tem um preferido?  
De quem você mais gosta (mãe especulando a confissão inocente da filha)?

- Eu? (...)
  Eu gosto mesmo é do papai!


sexta-feira, novembro 4

Praia para nós! E pra Mônica também, vai...

Novembro. Estamos - oficialmente - a menos de dois meses de mais um VERÃO,  que começa a ganhar espaço nas revistas e, claro, em nossos blogs; seja para falarmos sobre o que ele traz de mais ensolarado, como praias bacanas e beachwear, seja para retomarmos aquela velha questão do corpo e das dietas.

Como brasileiras típicas, estamos sempre querendo colocar os pezinhos na areia, tomar sol e desfilar, poderosas, aquelas duas pecinhas-símbolo da estação: o biquini. Para tanto, ou investimos no corpo, associando alimentação saudável a atividades físicas, mais (mini) procedimentos estéticos - se possível - ou vamos de maiô e camisão mesmo.
No meu caso,  o desejo teimoso e incansável, se mantém no âmago de mulher, porém, depois de duas gestações o racional me faz, no mínimo, repensar o assunto biquini, e sempre me pergunto se não seria melhor dar jeito nas manchinhas, correr, malhar mais... E de um modo ou de outro, todas nós fêmeas temos essa essência vaidosa, alimentamos preocupações, pensamentos e infindáveis dietas.

Chato. Sim, pensando friamente, tudo o que isso envolve pode ser  complicado e extremamente cansativo.   Somente não se torna impossível de administrar quando sustentamos aquele velho e vital bom humor, não é verdade? É mesmo... coisa de mulher real, como contou a Ju do Mil Faces, num post bem legal, abordando alguns lados dos conflitos femininos.

Por aqui, continuo lendo sobre os lançamentos de verão, colecionando meus biquinis (adoro) e por hora, alguns camisões também.
E nesta gana toda pelo corpão, até a Mônica entrou na dança...


Falei um pouco mais sobre corpo e auto estima aqui.

Tenham um excelente final de semana!


segunda-feira, outubro 31

De carona no meu divã?

Não dá mamãe... eu tento, mas continuo ansiosa...
(frase da Sofia, em uma de nossas conversas)



Tal pai, tal filho... ou filho de peixe, peixinho é. Comum ouvirmos, quando o herdeiro tem nossos traços, ou nossa personalidade.

Sou altamente ansiosa. Mesmo; pra tudo. Filhota  ídem.
Dia desses, papeando e entregando uns exames à minha ginecologista - super médica, super amiga - ouvi:
Da minha parte está tudo ok, apenas tenho te observado meio... ansiosa. Se quiser te indico uma boa especialista.
Provavelmente nem fiz cara de surpresa.  Olhei concordando (sorriso pálido),  peguei o contato da Dra. Camila, agradeci e, mais tarde, liguei.

E minha filha, análise também? Certamente não. Ao menos, não agora. Sinto mais a questão como minha, do que dela, propriamente. De uma forma ou de outra, acho que acabo por transferir o problema para ela - e para o Theo - no dia a dia, no convívio.

Anualmente, quando renovamos o contrato de matrícula dos dois  no colégio, recebemos junto, uma ficha de saúde, composta por algumas perguntas, inclusive se as crianças fazem acompanhamento psicológico, o que é comum nos dias de hoje. Porém, o que percebo nas reuniões, em depoimentos de coordenadores, professores e médicos, somados a algumas pesquisas, é muito mais a ausência e agenda lotada dos pais, que problemas de ansiedade, depressão ou qualquer outra coisa, configurada nas crianças em si. Também é comum falta de diálogo e tempo por parte dos responsáveis, para ouvir e interagir com sua prole.
 Complicado? Bastante, pois tudo o que esse problemão envolve, passa por um ciclo, muitas vezes difícil de ser querbrado. Horários, compromissos, metas, rotina... 

Ainda inspirada pela Vogue Kids (que trouxe muita matéria legal, fora as doçuras e fofurices para a criançada), e outras publicações, iniciei uma roda sem fim de pensamentos sobre o assunto; me preocupei. Concluí que não quero, por mais "tranquilo" que seja, levar, desde já, meus filhos para  a terapia.
Talvez no futuro. E sem abusos.

E mais: é fato que o estilo de vida dos pais, entre outras coisas, influencia a saúde física e emocional dos filhos e que hoje, tornou-se mais natural "terceirizar" os problemas, do que tentar observar a origem do enigma e buscar mais proximidade com os pequenininhos. Como consequência, nos sentamos ainda na infância, na cadeira do analista.

Imagem: Vogue Kids

E você, o que pensa sobre o assunto? Tem um tempo de qualidade com seu filho? Eles fazem ou já fizeram acompanhamento com terapeuta?


Uma boa semana a todos! 

sábado, outubro 29

Avec mes souvenirs


Quelle est votre couleur préféré?
 Le bleu.
-Qual sua cor preferida?
-Azul.

Accepteriez-vous de vivre sage?
 C'est déjà chose faite.
-Aceitaria viver comportada?
-É o que já faço.

 Quels sont vos amis les plus fidèles?
 Mes vrais amis sont tous fidèles.
-Quais são seus amigos mais fiéis?
-Meus verdadeiros amigos são todos fiéis.


 Redoutez-vous la mort?
Moins que la solitude.
-Tem medo da morte?
-Menos que da solidão.

Priez-vous?
Oui, parce que je crois à l'amour.
-Costuma rezar?
-Sim, pois acredito no amor.

Quel est votre plus beau souvenir du métier?
Chaque fois que le rideau se lève.
-A mais bela lembrança da sua carreira?
-Cada vez que a cortina se levanta.

Votre plus beau souvenir de femme?
Le premier baiser.
-A mais bela lembrança de mulher?
-O primeiro beijo



Si vous donniez un conseil à une femme...
Aimez.
-Se fosse dar um conselho a uma mulher, qual seria?
-Ame.

...à une jeune fille?
Aimez.
-E a uma jovem?
-Ame

...à une enfant?
Aimez...
-A uma criança?
-Ame.

 (Edith Piaf)


segunda-feira, outubro 24

Babás quase (nada) perfeitas

Imagem: Vogue Kids

...tem consciência de que babá perfeita é muito, muito mais difícil de encontrar que o marido perfeito.
Se ela é novinha e disposta, não tem experiência; se é velha e experiente, não tem agilidade para conter aquele(s) minifuracão em erpção. Se ela  tem filhos jamais vai querer ficar no fim de semana, muito menos trabalhar no feriado. Se não tem, puxa, você vai contratar uma babá sem filho pra cuidar do seu? E se ela tem filho, disposição e experiência, prepare-se: Vai querer ganhar mais que você!
(Trecho da matéria Só quem é mãe... da Vogue KIDS/ OUT) 

Quem tem filhos, precisa ou precisou ao menos uma vez delas. Fácil não é, nem de longe, entregar nossos pequerruchos, tão perfeitos, tão doces, em mãos desconhecidas. Pode ser ela, dona do melhor currículo, de vasta experiência e/ou das melhores indicações... Não, não é bolinho. Contudo, há situações onde precisamos de apoio, do dito braço direito, que se não for o da avó da criança, será sim o da babá. E como escolher?
A tarefa é árdua. E das aflições de mãe, esta é uma das maiores.
Conversando com alguns amigos, pais de gêmeos, trigêmeos, de duas ou mais crianças, de filhos únicos, de recém-nascidos etc, etc, etc, o drama é sempre grande e alguns têm boas histórias pra contar. Separei duas, de duas amigas queridas:

1- Érica, mãe da Heloísa de 5 meses: 
Neste período muitas mães estão voltando à sua rotina de trabalho e infelizmente tendo que se separar do filho. Érica, mãe da Helô, trabalha com decoração e planejamento de pequenos espaços e, inicialmente, optou por levar a filha consigo para o escritório, mais a babá, já que sua estrutura permitiria.
Após 14 dias de convivência eis que Érica ouve:  
" Pra mim está difícil, estou perdendo a paciência..." - Papinho rápido entre babá e empregada.
Ok. Mais uma amiga que está sem babá.

2- Anderson, super pai de trigêmeos idênticos (meninos) de 2 anos:
Mães - e pais - sabem que filhos nesta idade demandam atenção total. No caso de trigêmeos, imagino que todos os nossos sentidos (e os da "super" babá também), devem estar entregues a eles, senão... 
Quando ouvi sobre esse caso, os queridos, pais dessa molecada igualzinha, já havia trocado de babá dezesseis vezes (sim, dezesseis rs), num espaço de tempo de pouco mais de um ano, e com o fiapo de esperança que lhes restava, contrataram a de número dezessete. 

Após alguns meses  a selecionada desistira. Segundo os pais , a moça parecia vencida por um cansaço... suspeito...
"Impossível cuidar dos filhos da Sra. Quando vocês estão presentes eles até que se comportam, mas quando não, a bagunça é tanta que eu não tenho certeza de qual gêmeo já alimentei..."

(????)

 Alguém indica a número dezoito?


Confesso que tenho sérios problemas nesta questão babá. Meus filhos sempre ficaram ou nas mãos de uma das avós (bjo vovó Márcia, bjo vovó Júlia) ou no espaço Kids do colégio ( que não sei se daria na mesma). Aproveito o post para ouvir a opinião das muitas mães da blogsfera.
Vocês têm babá? Costumam ser condescendentes com suas "proezas"? São mais velhas ou naquele estilão "peituda" do filme Sex and the City?

Bjos e boa semana!

domingo, outubro 23

Gatinha flautista, amizades e minha corujice sem tamanho

Crédito da ilustração: Sofia
 
Sofia adora artes, música e tudo mais que tem relação com esse universo. 
Semana passada fomos ao seu concerto de flauta. Ela, junto dos amigos do colégio, se apresentou tocando, cantando e emocionando pais, avós, professores e até o irmãozinho.
O evento foi tocante; Lindo não apenas pelas centenas de pessoas que prestigiaram, mas pelas músicas e especialmente pelo entrosamento entre as crianças. Todos olhavamos como um bando de corujas bobas, aquelas miniaturas fofas - que ontem estavam no mini maternal, de fralda e mamadeira -  exibirem um trabalho perfeito, com fervor e muita disciplina. 
O coro de Have you ever seen the rain, da banda Creedence, foi um dos pontos altos da festa. Bonito demais ver as flautas e os gogozinhos deles afinados e afiados sob a regência do tio Cadmo.
Entre uma canção  e outra, o filhote (boca cheia de jujuba) apontava para a irmã e dizia: Olha mamãe, que linda a Sô!
Foi uma reunião calorosa e harmoniosa, cheia de amiguinhos, alegres com o próprio feito, orgulhosos de si; Com certeza toda a sintonia firme e delicada entre todos eles, foi também fruto da amizade, do laço forte que construíram lá trás, desde bebezolas. Assisti um pouquinho disso estampado na troca de beijos e sorrisos entre eles, no fim do concerto. Um carinho todo puro, que também me fez refletir... Pareciam  gratos uns com os outros...  Sim,  como gente grande; numa relação de amizade das mais caprichadas, tão simples e ao mesmo tempo tão monumental.


P.S.: Dei um colorido para as Audreys do blog. Recebo muitos elegios por conta delas, então elas ganharam uma corzinha e permaneceram.



segunda-feira, outubro 17

Mães e filhas

Quando engravidei da Sofia, dizia  desde o início - e com propriedade - que seria uma menina. É, simplesmente eu sabia. Certamente são estas coisas que somente a espiritualidade explica; nada do que tange apenas o material é capaz de justificar estas certezas que parecem começar lá trás, no instinto.
Desde os primeiros meses sua presença era delicada em meu ventre, dando  suavidade ao que eu já conhecia e às coisas que eu executava. Mexia de levezinho e me fazia companhia  durante os longos dias de trabalho na agência.
Olhando para ela hoje, vejo misturadas essa doçura e fragilidade às traquinagens de criança, diferente do Theo, dono de um desasossego bem típico... aquele q de moleque intrépido, mais apimentado. 
Rezam alguns sábios ditados e teorias, que meninas, normalmente, são mais ligadas ao pai, os têm como heróis. Raramente vejo diferente entre pais e filhas. Porém nós mães, somos a primeira e mais forte referência para nossas mocinhas; E como elas nos admiram, não é? 
Sim,  é uma relação de carinho e admiração, de laços bem estreitos, que depois,  naturalmente, vai se modificando, passando por fases, ora mais fáceis, ora mais complicadas e nesta trajétoria, nossa responsabilidade é grande, pois mesmo que as demosntrações de afeto tornem-se mais latentes, seremos sempre o exemplo para os filhos, especialmente as filhas, seja para o que elas devam fazer, seja para o que não devam. Somos nós, antes de qualquer outra amiga, quem as ensinam sobre autoconhecimento, sobre feminilidade.
Sem precisar me aprofundar nisso tudo, me recordo logo da minha mãe. De uma relação extremamente complicada e super conturbada, com uma mulher que, mais tarde, descobri tão forte e tão decidida a fazer ou não as coisas, quanto eu. Calma, cheia de olhares... que de algum modo  eu contemplava, tentava decifrar.
Era destas mulheres vaidosas, caladas, incógnitas (hoje é mais tranquila)... Ah e como eu olhava, olhava...
Não, nunca foi de muita conversa, ao menos não comigo, o que sempre lamentei. Mas sinto que de certa forma, isso ela me ensinou e com destreza, a  não fazer; Sofia e eu passamos sempre muito tempo papeando e sempre terminamos abraçadinhas,  aconchegadas por muitos sorrisos, sempre. 
Foi e ainda é, uma escalada de desafios, meu relacionamento com minha mãe, mas...
Mãe é mãe. Nós as temos sob muito carinho e muito afeto e quando as nossas  menininhas nascem, entendemos muito do que havia ficado perdido ou mal explicado, continuamos seguindo, aprendendo e acima de tudo amando muito mais, nossas mães e nossas filhas.

Mês passado a Revista RG trouxe uma super matéria que me inspirou o assunto. Falava um pouquinho sobre Dina Sfat (nome artístico adotado em homenagem à sua mãe).  Por tudo o que já ouvi,  ela foi mais que referencial, não só para suas filhas, como para toda uma geração. Uma mulher livre, bonita e dona de uma história emocionante, que minha mãe adorava me contar.

Separei algumas fotos e divido agora com todos, especialmente com  mães e filhas:

Com o marido Paulo José, e as filhas: Ana, Clara e Isabel.
Corujice!


Além da beleza, destacou-se por
sua expressividade, inquietude e empatia com os palcos, 
projetando-se rapidamente no meio artístico.


Com a amiga Renata Sorrah em 1972


 Como Amanda na primeira versão de O Astro.
Diva, segundo minha mãe rs.

"Diva sem ser, referência politica sem querer, Dina soltou o verbo nos palcos brasileiros e fez história nas novelas da globo." Revista RG

Fotos: Google
 e Revista RG


Beijo mãe
Beijo Sofia e
Beijo Theo

domingo, outubro 16

Casablanca


A primeira vez que assisti foi assim... meio sem querer; como aquele pedacinho de doce a mais, que a gente como por pura gula. Ganhei o presentinho do marido e achei bonito o gesto; provavelmente sua delicadeza foi o que me levou para junto da televisão.
Se gostei?
Ele fica separadinho no cantinho do coração do meu pequeno acervo, e sempre me inspira na maioria das coisas que quero fazer... Seja um passeio descontraído, mais romântico ou destes maternais com a Sofia e o Theo, com muito beijo e pipoca doce.
É um filme  para uma tarde  mais calma, com mantinha na poltrona.
A trama se passa em 1942, em preto e branco, o que, particularmente, acho charmoso, e tem a segunda guerra como fundo para o romance do casal protagonista, interpretado por Humphrey Bogard (indicado a melhor ator) e Ingrid Bergman.
Os olhares, os quase beijos e os passeios de conversível, embalados por As Time Goes By, tornam singulares as cenas de romance. O filme conta também com uma boa dose de drama e suspense.



 Bogard era o galã da época. O personagen
Rick, em Casablanca, era o responsável pelos
 corações partidos.




Os ansiosos, como eu, talvez achem o comecinho meio sem graça, mas é só o tempo da ambientação, para que mais tarde, estejamos totalmente envolvidos com o  desenrolar da história.

Os românticos amam.Os curiosos esperam até o final.
Destaque para a atuação belíssima de Ingrid Bergman. Pura emoção!

Casablanca é um dos clássicos consagrados do cinema e dificilmente não conquista um coração. Foi indicado a vários Oscars dos quais levou três: Melhor filme, melhor roteiro adaptado e melhor diretor (1943).

E vocês já assistiram? Gostaram?

quarta-feira, outubro 12

Hoje o dia é delas

Criança é energia pura. O tempo todo, com todo mundo.

São sonho, cor de rosa, flores de jardim, monstros do Ben 10. 
Barbies cheias de graça, mocinhas quero-quero, molecotes samurais.

Vão e vêm, sobem e descem, inventam com alegria. 

Pulam corda, jogam bola, brincam de artista e de roda...
Perguntam, se espantam, fazem bico, querem agora!

Eu já fui criança,  você também
  e hoje, é dia de ser mais uma vez.

Haja bala e pirulito.
É tempo de brincar, pular e aprender
 de curtir bastante, pra valer!



segunda-feira, outubro 10

O mau...digo, o bom humor nosso de cada dia


Charme, elegância, um tiquinho de classe e muito, muuito bom humor.
Não, não estamos falando da Lady Diana ou de Kate Middleton, mas sim de cada um de nós. Homens e mulheres, graciosos espartanos modernos, e do arsenal zen indispensável para nossas batalhas cotidianas.
Li em algum lugar que o bom humor é conquista diária; que devemos exercitá-lo mudando nossas atitudes e referenciais dentro de determinados contextos ou situações.
Dificil?
Pra mim, super.
O animador é que não é impossível, embora desafiante; E sim, é questão de exercício.
Alguns lançam mão de terapias, práticas alternativas ou religiosas, atividades físicas e tantos outros "artifícios" buscando  este que é hoje, mais que responsável por sorrisos plenos, ambientes menos tensos e saúde  mais equilibrada.
É claro que quando falamos em virtude, receitas prontas ficam de fora e na falta de um manualzinho pronto, que me permitisse alcançar essa visão bem humorada, positiva e entusiasmada daquilo que me cerca, comecei com:
Os tais... Exercícios Físicos: Devem ser diários, preferencialmente. A sensação de bem estar é instantânea. Após um período de adaptação tornam-se bastante prazerosos. Já deu pra fazer umas limonadas dos limões da vida...
Boas noites de sono: Impossível tolerar o trânsito, as manias do marido, os pitacos de uns e outros e a energia infindável dos filhos, sem esticar um pouquinho o tempo na cama. A pele também agradece.
Obviamente as mães que têm bebezinhos dificilmente poderão seguir este ítem da cartilha. Nesta fase o contado com o filhotinho nas mamadas, por exemplo,  paga todo o restante. 
(Fico imaginando as modelos e as misses, especificamente. Vidas monitoradas - inclusive se estão de calcinha ou não -  horários regrados, o laquê, o peso, a maquiagem. A medida da cintura, do busto, o megahair, os saltos altíssimos. Sempre.
Somente uma visão extremamente bem humorada e algum  desprendimento devem amenizar o transtorno. Depois algumas outras coisas devem fazer valer o esforço).
Um Olhor Poético: É engraçado e talvez questionável para alguns, porém uns minutos dedicados a algo que nos preencha, algo simples, que caiba na rotina - umas páginas de um livro ou revista, uma imagem legal, o nascer do sol, um abraço no filho, ou no marido, ou no  melhor amigo, um tempo com você mesmo -  acumulam coisas boas dentro da gente, e têm um efeito transformador no olhar que lançamos sobre  tudo aquilo que nos cerca. São hábitos renovadores e podem nos levar  a transmutar os dias cinzentos e alcançar, definitivamente, uma relação mais positiva e alegre com nosso Eu e com o universo.

E você, é bem humorado?  Já acorda sorrindo?

sexta-feira, outubro 7

Milagres de primavera e o creme de papaya


A estação que "encosta" o inverno enche a todos de ânimo. É bom...
Dá vontade de fazer um tantão de coisas - assistir de novo Casa Blanca, tomar mais água, andar de chinelos -  e as crianças não ficam atrás. Sim, a bateria que eles têm, está sempre carregadinha e  cheia até a tampa pra levá-los para qualquer aventura, mas as tardes quentes da primavera e do verão, dão mesmo ares de novidade até ao que eles normalmente fazem, mas por alguma razão enjoaram, ou  aos que, como o Theo, fazem, porém meio a contra gosto... como é o caso das atividades culinárias. Ele gosta e quando escuta que vem receita ou aulinha que envolva comer e beber, na escola, se empolga e associa logo à diversão, contanto que a brincadeira não envolva frutas ou legumes.
(Essa novela sobre a alimentação dos filhos, normalmente é bem recheada de capítulos, cheia de atritos, bicos e muita manha. Boa parte do que nos preocupa começa nestes episódios. Haja truques e versatildade na hora de preparar as refeições das crianças e muita habilidade na hora de fazer com que o prato atraia a atenção e o apetite deles.
Ok, vocês já conhecem um pouquinho deste drama, contado aqui ).
Como ele já está com 5 anos, algumas situações levo na esportiva e não insisto, outras parto pra conversa. Às vezes rola, outras não. 
É engraçado ver ele todo animado insistindo pra fazermos logo algo gostoso e, em seguida, dando meia volta, com ares de disfarce ao ver a cara dos tomates ou coisas coloridas que fujam muito do marrom chocolate.
Eis que fiquei surpresa há alguns dias quando ele levantou cedinho, sem dar trabalho, pedindo para colocar a bermudinha e  a regata do uniforme, porque teriam futebol e culinária na escola. Parece que ele queria ficar bem a vontade. 
Fiquei bem quietinha imaginando o que viria a seguir. 
Na volta ele me mostrou uma receitinha contendo os seguintes ingredientes:

- 1/2 mamão papaya
-1/2 copo de iogurte natural
- 3 colheres (sopa) de açúcar
- 1 colher (chá) de suco de limão
- 4 colheres (sopa) de leite em pó

Para preparar basta bater tudo no liquidificador. É simplesinho.
A  parte preferida deles foi comer na casca do mamão, relatou a professora.



À mistura podem ser adicionados gelo a gosto, adoçante e ingredientes desnatados para os que preferirem a versão light do creme.

E o Theo provou?

Recebi um recado via agenda onde a professora parecia comemorar mais que eu o feito do pimpolho, já que ele havia, não só ajudado no preparo (encarou mesmo o mamão), mas também comido toda sua parte. 
Cada vez que nossos filhos provam um alimento novo - e aceitam - nos sentimos como vitoriosas de mais uma batalha desta guerra.

E vamos curtindo a primavera... assim, juntinho deles!



Obs.: Luto com o Theo desde bebê nesta questão da alimentação, tentando iniciar desde cedinho, o paladar dele ao que é novo; mas ele resiste.
Na escola, junto de outras crianças a questão parece mais tranquila. Em casa... a luta continua... 

E por aí, a primavera opera "milagres"?


quinta-feira, setembro 29

TIA MAY, TIA NASTÁCIA E... OUTRAS TIAS



Pais, mães, avô, avó, primos, padrinhos e madrinhas, irmãozinhos e as Tias (e tios).
Família, já disse por aqui, é bom demais. Tem coisas engraçadas, mil peculidaridades, tem as estranhezas e as tantas belezas.
O pai é aquele que joga para os leões, que ensina a ser durão, ou durona (com carinho, é claro); mães... bem, estas são capazes  de tudo por suas crias. Atualmente ensinam, protegem, enchem de carinho e geram sustento em todos os aspectos. Acompanhadas de nossos parceiros procuramos, sempre, formar mais uma Família de Incríveis, igualzinha àquela do desenho ( pai fortão, mãe elástica e filhos igualmente poderosos).
Avós dispensam maiores comentários. Cuidam dos netos com tanto doce que carregam a fama de estragá-los. Fora os bolos de fubá, os pães de queijo, etc, etc, etc... que ganham a família toda.
Aí vêm padrinhos, cheinhos de amor, irmãos - puro afeto - e sem mais delongas, as tias. 
Sim, hoje o espaço é para as tias. Responsáveis por mimar seus sobrinhos  e se deliciar infinitamente com eles.
Há quase um mês faço parte deste time. Meu sobrinho Raul, com apenas alguns dias promete ser um rapazinho cheio de bossa e alegrar muito a todos, família afora. Já joga charme, presta atenção nas conversas do pai e faz caras e bocas quando consegue desgrudar um pouquinho do peito da mãe. É pura graça.
E eu, curto essa coisa boa de ser titia, de ficar, junto com o Sandro, só com a parte boa, com a farra, porque a choradeira, as manhas e as broncas isso sobra para os pais (rs).
É bom ser tia.
Quando pensei em falar sobre isso e dividir ideias com quem anda pela blogosfera, lembrei-me de duas tias da ficção... mais que especiais: Tia May - do Peter Parker - faz o estilo mãezona, super preocupada e amorosa. Me ganhou, quando em uma das sequências de Homem Aranha, fortalece a ideia de casamento entre Peter e MJ. E mais, cheia de delicadeza e romantismo, dá ao sobrinho seu próprio anel de noivado. Uma fofa!
E a Tia Nastácia? 
Quem curtia as aventuras do Sítio também não esquece. Era tia dessas do coração. Fez com as próprias mãos a boneca Emília para Narizinho. 

É Raul, vêm por aí muitas brincadeiras, passeios e histórias. Para ensinar e ninar. 
Só não prometo confeccionar algum brinquedo pra você ( a titia é péssima para essas coisas e a única boneca de pano que sua priminha tem, mandei fazer). Quanto ao anel de noivado ainda não consigo imaginar... só desconfio que quando você estiver rapazola, lá pelos seus vinte e poucos, deverá querer algo mais a cara de vocês para o grande dia. Depois a gente vê isso, não é?

sábado, setembro 3

QUANDO CASAR SARA


Alguns textos ensaiamos para postar. Por diversos motivos. Pode ser um assunto muito polêmico, ou muito delicado ou simplesmente enrolado... Este, por exemplo, envolve de tudo um pouco e passa por família e sentimentos.
Quando atravessamos um momento muito difícil - principalmente se ele desafia nossas certezas e referências - é comum sentir que a "encrenca" é maior que nossa capacidade de sustentá-la. Achar a solução então...   E como problemas  costumam andar em bando, segmentá-los e "calculá-los"  friamente, pode ser  trabalho complicado caso não  persistamos no foco. Sem contar a questão emocional. Nestas  horas também é necessário manter as emoções sob controle.  Haja equilíbrio.
Com uma parte das tarefas esperando minha reabilitação total, tive bastante tempo pra pensar nisso tudo.
O acidente que detonou meu tornozelo direito não foi dos mais graves. Foi uma torção, uma lesão  que inspira cuidados e acompanhamento dos ligamentos. Só e apenas isso (entra aqui muuuita  paciência).  Mas  aí vem a dor, o repouso, a fisioterapia... Sobra tempo pra refletir.
Eis que repassei tudo. Não adianta, a cabeça monta e remonta a cena com direito a detalhes.  Depois disso tudo feito, a relação que temos com algumas coisas e a importância que dedicamos a elas, muda. Pode melhorar, ou piorar, ou se tornar nula, mas jamais, ao atravessar um mar revolto, saímos iguaizinhos do outro lado. Os mais espertos nem esperam o mar ficar bravo para  colocar as barbas de molho, mas a teimosa aqui, parece que  tem outro tempo...
Hoje, depois de um mês, meu fisioterapeuta  liberou alguns exercícios leves. Claro que fiquei suuuper feliz... É, tipo pinto no lixo meeesmo!
Assisti ao meu estresse acumulado por ter que me sentar e esperar todos à minha volta resolverem o que costumo cuidar, fazer o que normalmente é responsabilidade e prazer, meus. Por outro lado, foi bom ver meu corpo se reestabelecer, se refazer e  me dizer da força e capacidade de superação que cada um (especialmente as mães, isso é mágico!) possui.
Simples? Aparentemente... porque em ocasiões como esta, percebemos muita coisa envolvida. Entendemos outras várias. E sim, um mês paralisado (menos que isso), é  tempo suficiente para transformar para sempre as cores da sua casa e a aura dos que estão nela, ou pelo menos para que mudemos nossas próprias lentes.
Algumas pessoas não valem lágrimas ou preocupação, outras fazem com que pensemos em passar toda dor novamente, porque seu carinho e sua generosidade são verdadeiramente sublimes.

segunda-feira, agosto 29

UMA CONVERSA COM O THEO E A SOFIA

Filhos são filhos.
E por esta simples razão dedicamos a eles sempre  o nosso melhor. Cada uma de nós com seu jeitinho, unindo aquilo que aprendeu com a mãe, com a mãe da mãe, mais o que julga correto, ou eficiente, mais uns conselhos daqui, umas dicas de lá.
Para algumas coisas temos táticas, para outras muitas dúvidas, erramos vez ou outra, mas seguimos tentando sempre. Ora de tanque cheio, ora na reserva, porém persistindo incansáveis.
Em casa -  na hora da turbulência -  aprendi aplicar, além dos corretivos tipo castigo, uns super sermões nos figurinhas Theo e Sofia. Sim, eles  sofrem um pouquinho, mas o resultado é considerável... pelo menos por uns 4 ou 5 dias. Aí, quando a  maré fica mais calma, ensaio (meio emotiva) um papo mais levezinho, para ter com eles num daqueles momentos bem maternos, só nós três:

Amores, a mamãe tem aprendido tanta coisa. E um montão delas com vocês. 
Com sua fragilidade, com sua doçura, com as algazarras, a euforia e espontaneidade, com sua alegria sem fim.
A vida de adulto, filha não é ruim não. Podemos mesmo fazer muitíssimas coisas divertidas sem pedir a ninguém, porém é preciso trabalhar bastantão, estudar e cuidar de tudo o que é de nossa responsabilidade. Todos os dias. Fazer tudo direitinho.

Theo, a mamãe acha tão bonita, tão pura sua curiosidade, essa avidez por saber logo de tudo. Aos pouquinhos você vai conhecendo e claro, experimentando sobre tudo o que você pergunta, tá? A mamãe adooora te ensinar, e o papai também, mesmo com aquele jeitão meio bravo que ele tem.

Crescer, filhotes, é gostoso. Cada etapa, cada idade que a gente completa, traz coisas diferentes para nossas vidas; podem ser novos amigos, novas lições, lugares bacanas que conhecemos e mais uma porção de brincadeiras para brincar. Mas para que tudo isso aconteça, temos que ser obedientes (o que é meio chato às vezes, mas é importante) e respeitar sempre os mais velhos e os amiguinhos.
Tem que comer tudo, sim. As frutas, as verduras e os legumes principalmente... Não tem jeito, tem que raspar o prato! Guardar os brinquedos e saber dividí-los com o irmão, sem fazer aquele bico enooorme e ainda fazer toda a tarefa de casa. 

Sô, irmãs mais velhas acabam tendo que ensinar algumas coisas que já aprenderam, ao caçula (Anne, olha uma primogênita sendo moldada segundo os costumes) e Theo, nossos irmãos mais velhos são nossos companheiros e parceiros mais verdadeiros (mesmo que demoremos a notar).
Depois ainda sobra tempo pra gente fazer várias coisas juntos, tudo aquilo que vocês adoram!

Quando os dois crescerem um pouquinho, vão entender melhor tudo isso. A relação das coisas. Vão conhecer muitas delas e continuar ansiosos por outras tantas. Em alguns momentos vão achar tudo emocionante e super legal e em outros tudo muito chato. A vida é assim.

Enquanto isso, ser criança é mais que bom. É meio mágico, até.
Podemos ir ao dentista, ao médico e a outros muitos lugares fantasiados de batman ou de princesa e todo mundo achar lindo. Dá pra inventar e fazer coisas como pintar o umbigo e as unhas com canetinha, pra depois a mamãe ter o maior trabalhão na hora do banho, comer pirulito e sorvete e se lambuzar  da cabeça aos pés, brincar de esconde-esconde (mesmo que seja só de dois), levar brinquedo na escola e mais uma infinidade de coisas.

Pois é, na vida temos muitos deveres, mas ela é mais que boa se soubermos aproveitar. 
Eu conheço vááários adultos que sentem saudade disso tudo, e querem voltar a ter essa idade tão bonita, outra vez!

P.S: A Anne escreve o blog Super Duper. É Super divertido e cheio de coisas bacanérrimas. Parada obrigatória para as mães de plantão. Bjo Anne
Bjo a todos!

sexta-feira, agosto 26

SIM, ACEITO!



Viver a dois é uma das coisas mais gostosas, mais extraordinariamente incríveis e curiosas da vida. O casamento tem o super poder de prender e libertar, de dar e tirar e de tantas outras coisas paradoxais; É um exercício diário de amor, paciência e concessões,  que apesar de tão difícil, pode ser também, surpreendentemente gratificante e enriquecedor.
Não, não precisa ser até que a morte separe; o legal é ter e poder contar com um verdadeiro amigo, durante a longa jornada de buscas e descobertas que cada um de nós experimenta. Enquanto tiver que ser.
Há os que se dizem avessos ao  matrimônio, ou pelo menos a toda aquela coisa ritualística das cerimônias, mas o que normalmente percebo (especialmente nas rodas femininas), é que todos aqueles que estão fora, como diz o ditado, querem se encontrar... digo, entrar!
Falando por mim, confesso que mesmo carregando dentro do peito uma faceta sempre  romântica, me pegava confrontando esse tal romantismo e praticidade,  o emocional e  o racional, procurando me assegurar que estava no controle de tudo (como se fosse possível).
Vivendo hoje bem casadinha, sinto que, por aqui, foram generosos os ares do casamento. Passamos diversas fases. O fácil, o difícil, o encantador. As manias, as coisas engraçadas, as absurdamente irritantes (rs), as que aprendemos a tolerar... e contudo, acho que ganhei um "novo espírito", que me revitalizei depois dos votos de fidelidade. E lá se vai um "bombocado" de anos junto dele...
Promessa de felicidade não temos quando se pensa em vida a dois, mas com certeza ela se torna mais intensa e mais bonita. O dia-a-dia são aquelas velhas e eternas tentativas de equilibrar tudo: filhos, trabalho, o marido... dentro das minhas várias fases e humores. Tentar combinar amor, respeito, cumplicidade e ainda preservar  meu eu, minha individualidade. Vira e mexe ouvimos que nós mulheres somos muito complicadas, mas sabemos que não é verdade. Somos sim muito cheias de sentimentos, meio vendaval de emoções (entre tantas outras coisas), que um abraço carinhoso já aquece, já acalma.
De verdade,  somente bons parceiros são capazes de se sustentar na hora da dor, de sorrir os sorrisos mais sinceros nas conquistas e de quebra, ainda fazer com que o outro se sinta forte e poderoso para as batalhas que não cessam.

quinta-feira, agosto 18

PLANEJAR OU DEIXAR ACONTECER?

- Mamãe, eu vou cantar uma música pra você!

- Bom dia, mamãe! Te amo!!

- Mamãe, senti sua falta... sonhei com você.

Ah, vida de mãe é bonita, não é? Todo dia a gente da o banho, a comidinha, olha os deveres da escola, tira caca do nariz, corre, corre... mas isso tudo é cheio de poesia, alegra nossos dias; Tira um monte de coisas do lugar e também encaixa tantas outras. Maiores e melhores.

Às vezes paro e fico avaliando e reavaliando o que fiz, o que quero, se vai dar tempo, se são coisas viáveis... Sempre fiz isso. Não sei com quem aprendi, nem se é algo tão importante para o desenrolar de nossos planos e acontecimentos pessoais. O que sinto com mais certeza é que, muito do que nos está reservado, nem sempre depende de uma ou outra atitude em particular. É complicado isso. Envereda para aquelas questões de livre-arbítrio X destino e isso é crença de cada um; o bacana é saber que quando menos esperamos a vida nos presenteia, surpreende, e acho que é assim que ela nos ensina. 

Comigo foi assim ao me perceber dentro do universo das fraldas, mamadeiras, das cólidas, das dúvidas. Enquanto eu ia "me preparando para ser adulta", nunca planejei (nunca mesmo) algo tão grandioso, deixava sempre para pensar em filhos, mais tarde. Eis que hoje eles são inspiração para todos os projetos, me ensinam a amar, a perdoar, a reciclar. São tão pequenos e tão perfeitos.
Vivo cheia de incertezas, meio preocupada, sobrecarregada... porém muito mais motivada e, paradoxal  e estranhamente (rs), mais recarregada. E é bom. Demais.
Com tudo isso, penso que o resto que me cerca pode ser mais leve. Aquelas pequenas agonias do cotidiano ficam mais fáceis de contornar. Continuo tendo que atravessá-las e seguir em frente, certa de que é mesmo a família, este ciclo sem fim, quem nos guia.


segunda-feira, agosto 15

UM, DOIS FEIJÃO COM ARROZ, TRÊS, QUATRO FEIJÃO NO PRATO, CINCO, SEIS TUDO OUTRA VEZ


Domingo, dia dos  pais, não pude estar com o meu. Mas o coração e os arquivos de infância estavam mais que remexidos; deu aquela saudade de um tantão de coisas... meu pai aconselhando, meu pai ensinando, meu pai bronqueando (e feeeeio).
A vida é cheia de presentes pra gente, distribuidos em suas tantas fases, todas bonitas, todas marcantes a seu modo; e são tão boas que eu, invariavelmente, tenho vontade de reviver algumas, sem contar que continuo ansiosa, pensando nas seguintes...
...É, aquele passeio no tempo... acontece sempre!
No domingo, talvez pela data especial, recordei alguns episódios.
Aos 7 ou 8 anos, desfilando com as gargantilhas, saltos e maquiagem de minha mãe, querendo pular alguns estágios e ir logo para os 18, 20 anos. Sonhando crescer... (Familiar? rs)
Mais adiante, me imaginava dentro dos 30, desfrutando tudo de maravilhoso que minhas fantasias e desejos moldavam para o pacote balzaquiano.
(Meu pai, sempre presente nestas "etapas", dizia: Mi, aproveita sempre o hoje, na sua vida... E ainda parafraseava os Paralamas: O Trem da Juventude é veloz.)
Aí ok.
Cá estou, falando diretamente dos meus 30 e poucos, embalada de leve por uma vontade traiçoeira de dar um pulinho no passado, ver outra vez tudo isso que guardei por lá. (Curioso, né?)
Não, nada de arrependimento. Pura e simplesmente a vontade meio torta, feminina de buscar alguma coisa nos arquivos mais antigos... Talvez tempo ou a disposição dos 20 para cuidar da prole. (Passa pela cabeça aquela frase brega: Se eu tivesse o corpinho de antes com a cabeça de hoje... huuum). Depois tudo volta aos eixos, acho até meio natural.
Cada porção de anos, cada fase da vida, é boa. E mesmo que alguns momentos exijam de nós muita paciência e bom humor (só pra ajudar),  os balanços gerais comumente são positivos, se olharmos com verdade e um tantinho de complacência para o que já erguemos ou tentamos erguer.
Coincidentemente - ou não - no fim de semana a Sofia (filhota com 7 lindos anos, japa linda, linda de viver da mamãe) e eu conversamos:

- O que foi Sô? Por que o bico?

- É que eu queria ser adulta, não gosto mais de ser criança!

- Ah é? E por quê?

- Porque os adultos podem fazer um montão de coisas, tipo dormir tarde e  pegar as coisas sem pedir para ninguém...

- É, mas você é criança. E ser criança é bem divertido, da pra brincar bastante e fazer muitas outras coisas bacanas.
(Mas o que fui logo escutando em alto e excelente som, foi:)

- Tá mamãe! Mas eu quero mesmo ser aduuulta. É beeem mais legal!


terça-feira, agosto 9

RECEITAS


Cozinhar e colecionar receitas não é das coisas que mais curto (ou sei) fazer. Fico, por assim dizer, no time dos admiradores dos artistas culinários.
O máximo que  arrisquei escrever sobre o assunto, foi um post de título Receita de Felicidade que era, na verdade, mais um registro de um trabalho escolar dos meus filhos - desses que mãe babona adora ficar olhando e olhando - que um texto puramente meu. De qualquer forma é uma das coisinhas mais especiais que o blog carrega sobre o Theo e a Sofia.  Quem quiser esse passo a passo completinho, tá tudo aqui.

Há algumas semanas sem postar nada, confesso que me derreti (de novo) ao reler sobre  os doces ingredientes citados na receitinha dos pimpolhos e o modo simples  como seus coraçõezinhos reuniram tudo o que faz (ou deveria fazer)  felicidade.
Crianças são assim. Cheias  desse belo que sempre falamos - e ouvimos -  que  também deveríamos ter. E é bom... Tanto a ideia em si, quanto a possibilidade de podermos adquirir ao menos um pouco dessa beleza, todos os dias. Acho que é aquela história de  eternos aprendizes; o que não fiz ontem posso realizar hoje e o que não alcancei hoje, pode perfeitamente ficar para amanhã, um dia que ainda não está pronto, que se abrirá como uma chance nova  para ensinamentos e aprendizados.
Felicidade é algo que nos toma o pensamento... estamos sempre querendo ser feliz, nos preocupamos com mil coisas chatésimas (que não cabem aqui), sem nos atentar às tais chances.
Chance é felicidade pura, e compõe cada minuto, cada instante do dia novo que recebemos.
Obviamente aquelas incertezas, as probabilidades matemáticas que uma coisa tem ou não de acontecer, e que vêm junto das tantas oportunidades, freiam muito do que gostaríamos de arriscar... ao mesmo tempo contornam a vida de uma emoção que é praticamente combustível para o que pretendemos construir.
É, felicidade não tem mesmo receita ( uma máquina do tempo talvez ajudasse... Programar dia e hora pra desembarcar no futuro só pra dar uma espiadela e voltar).
No máximo é possivel colocar um punhadinho a mais de açúcar aqui ou ali, um sorriso no rosto... no mais é ficarmos atentos às fases lindas dos nossos filhos, curtir os bons momentos ao lado dos amigos e do amado, comer um doce. Lembrar que bonito mesmo é o simples da vida e é ele quem nos completa e faz feliz de verdade.
 

Este mês fiz aniversário (fica meu obrigadããão aos amigos pelo carinho, pela pilha de recados no facebook, pelos telefonemas e outros tantos mimos), passei por momentos cheios de alegria, já comi o que deveria e com certeza o que não deveria, senti muita falta dos amigos daqui...
O que a montanha de afazeres não permitiu, o pezinho imobilizado vai dar, que é mais tempo para o blog. bjks.



quarta-feira, junho 22

DO EU FEMININO

Certa vez, li que nós mulheres somos generosas. Que a generosidade é uma de nossas maiores virtudes. 
Não ouso descordar.
Nos doamos aos maridos, incondicionalmente aos filhos, nos dedicamos no trabalho.
Dando uma espiadela aqui e ali é fácil nos recordarmos de mulheres notáveis, como Madre Tereza e Zilda Arns (e tantas outras), que não somente deixaram gravados seus ensinamentos sobre amor e solidariedade, como também falaram muito sobre generosidade. De tantas formas. E quando paramos e  observamos seus feitos - e aos nossos -  da uma satisfação enorme ao perceber como nos entregamos e somos capazes de dedicar atenção integral ao outro. De corpo e alma. É algo nosso, do Eu feminino.
Ao mesmíssimo tempo, queremos ainda cuidar de nós. Conseguir tomar três litros de água por dia, fazer, ao menos, trinta minutos de exercícios diários, ver um bom filme, viajar, fazer compras... Sim, queremos fazer compras (rs)...
Hoje, nossa rotina é deveras atribulada, e para que nosso "desfile" diário tenha aquela cadência perfeita, muitas vezes é necessário resgatar estas pequeninas coisas que nos compõem, que compõem nosso universo e, juntamente com carreira, casamento e filhos, completa nosso mosaico, deixando-o pleno.
É... desacelerar, separar dentre aquela fila de afazeres um tempo para si, para se refazer e se reconhecer. Mesmo que para isso, seja preciso reike, psicanálise ou qualquer outro caminho mais exótico.
Armas para não deixar a peteca cair, certamente temos. E neste trajeto, nos cuidarmos e nos amarmos também é fundamental.


Amigos e leitores, obrigada pelo carinho e presença constantes. Um blog é, acima de tudo, feito disso!
Um bom dia e um excelente feriado a todos!


sexta-feira, maio 27

E NA HORA DE GUARDAR OS BRINQUEDOS...


Guerra a vista!

Em casa quando chega o momento pós-diversão, tudo se complica. São caras feias, muita manha e até lágrimas.
Nestas horas não sei se mantenho a psicologia ou se apelo para as frases de efeito:
- Ou organizam tudo, ou vão para o castigo!
- Tudo no lugar ou não tem passeio no fim de semana...
Já ouvi que não devemos elogiá-los ou prometer uma coisa em troca de outra, porém também já discutimos - aqui mesmo entre mães blogueiras - , a diferença entre o real e o perfeito ou imaginado. 
Alguns momentos na vida de mãe (e são muitos), exigem  mesmo que respiremos, contemos até o quanto for possível e somente depois voltemos à situação de estresse.
No caso dos brinquedos, especificamente, percebo que se tenho "frases feitas", a cria não fica atrás. E na hora de guardar ouço desde ...Mamãe tô cansada, até Ah, com isso eu não brinquei... 

(Há uns dias numa roda de pais, rimos ao concordarmos que em certas ocasiões a vontade e de não deixá-los brincar (estes pecadinhos maternos têm perdão?), quando imaginamos a catança de pecinhas, carrinhos e etc, que vem logo em seguida.)

 Mas brincadeiras e risadas à parte, a questão da arrumação não é apenas chatice de mãe. Sabemos que por aqui passam o senso de organização e responsabilidade, mais tantas outras coisas essenciais para as bases das crianças.
Brincar (como a Chris Ferreira fala de maneira tão especial no Inventando com a Mamãe. Bjo Chris). 
Também estamos mais que cientes de que além de gostoso, é direito dos pequenininhos e deve fazer parte da infância. Por outro lado, sem regras e disciplina nada funciona. Ouvia isso do meu pai e hoje costumamos rir destes episódios quando estamos todos juntos (ele, eu a Sofia e o Theo).

E depois de muitas crises, passei a tentar incentivar meus filhos deixando mais evidente que, arrumar tudo também pode ser bem legal; que ao procurar um brinquedo ou livrinho de leitura, eles estarão lá naquele lugarzinho, sempre esperando por eles. Não estariam mais perdidos ou quebrados.
Na maior parte das vezes participo da arrumação (tento escapar, sim... mas ainda não dá) e sinto ambos mais animados. Vamos colocando cada coisa em seu lugar e a ideia de que aquilo também pode ser divertido, fica mais real. Depois de tudo ajeitadinho, eles ficam cheios de orgulho do próprio feito (rs). 

Estou aprendendo... a entender e a ensiná-los. Com firmeza, respeito e carinho. Como tudo na minha vida de mãe.

domingo, maio 22

COM UM POUQUINHO DE FRIO




Ainda não estamos no inverno, propriamente, mas o friozinho já se mostra todas as manhãs. Eu, particularmente, não curto muito. Fico meio preguiçosa e sofro de pena das crianças quando chega a hora de ir para escola. Tirá-los da cama logo cedo é quase um pecado, rs... Depois parece que o dia assume seu ritmo e vamos tocando; Mais por hábito que por vontade, porque se depender desta última, nestes dias, prefiro me embrulhar nos cobertores e ficar mais um pouquinho na cama.
Mas São Paulo, como toda grande metrópole (olha eu viciada no tal ritmo, na loucura dos grandes centros), tem muita coisa bacana, também nesta época. Nem que seja  um simples chá num lugar badaladinho, ou um jantarzinho gostoso  naquele cantinho aconchegante do seu restaurante preferido.
Nestes dias também adoro me enfiar nos cafés das livrarias, folhear as publicações que curto e comprar um montão de livros (e depois arranjar tempo para ler todos). 
As crianças também aproveitam. A maioria destes espaços tem um cantinho todo atraente para eles; O Theo e a Sô adoram os contadores de histórias da Fnac e as oficinas da Livraria da Vila. O entretenimento segura a pimpolhada por um bom tempo e eles se divertem de verdade.
E em casa?
Minha mãe costuma mimá-los (e eu aproveito), fazendo aqueles famosos bolinhos de chuva, cobertos com muuito açúcar e canela, os dois amam e ainda ajudam na hora de preparar; e essa coisa de levá-los pra cozinha também é gostoso, não importa quantas vezes façamos, tem sempre cara de novidade pra eles.  
E comer é bom... Nestas horas esqueço aquela história de que no frio engordamos...
Tem coisa mais gostosa que escolher um lugar pra almoçar já pensando na sobremesa? Parece que até os doces tem mais sabor, no frio. Ainda tem os vinhos, foundues, capuccinos (minha sogra tem uma combinação mais que especial para preparar essa bebidinha. Depois que provei o dela, os outros perderam a graça.).
Logo mais entram também as guloseimas juninas (pinhão, canjica, pipoca). Da pra resistir?
E as cidades que são a cara do inverno?

É, muita coisa boa vem juntinho da estação fria. O vento gelado deixamos por conta de um bom cardigan e um cachecol quentinho.

Hoje ainda deu pra ver a carinha do sol pela Av. Paulista...

Beijos e boa semana a todos!

quarta-feira, maio 18

OS FILHOS E A ESCOLA


Eduação é tudo, todos sabemos.
Seu papel social é de peso extremo e somente através dela, nossos filhos poderão ser adultos livres e conhecedores. Por isso quando chega a época de escolher uma escola, ficamos aflitos e ansiosos em nos assegurar que a instituição que escolhemos tem um ensino consistente e que realmente preparará nossos pequenos para mais tarde.
Quando olho para a Sofia e para o Theo, minha cabeça de mãe pensa em muitas coisas. Quero que eles cresçam fortes, sadios fisica e emocionalmente, alegres, equilibrados... Tanto gostaríamos de garantir como pais. O céu é o limite. 
Projetar a vida dos filhos nos alegra e é importante pensar no futuro deles, mas sabemos que lá na frente, algumas escolhas, somente eles poderão fazer, eis a importância do conhecimento na vida deles.
Todo esse meu papo, porque escola é pauta constante entre pais e mães. Mesmo quando a escolhida por nós atende em todos os quesitos, como é meu caso. Gosto do sistema de ensino (métodos e interatividade) e especialmente da filosofia (essa questão da filosofia é bem interessante. Penso que ela - junto a outras também valiosas -  praticamente determina nossa opção. Muitas vezes o que é legal e tem a ver com meu estilo não tem a ver com o de uma outra família e vice-versa). 
Pensando em tudo isso, conversando com uma grande amiga (mãe de dois) e vendo algumas matérias sobre educação no Brasil, as ideias renderam o post e a vontade de saber a opinião de vocês sobre o assunto.
Em nosso país, tanto há para caminhar quando o assunto é esse, principalmente se enveredarmos para as escolas públicas, conversávamos...
(Pra completar, hoje pela manhã, uma crônica do Alexandre Garcia colocou mais lenha na fogueira dos meus pensamentos, quando evidenciou o pouquíssimo que nossa cultura estimula em termos de conhecimento. Não aquele amontoado de informação  a que hoje temos acesso, mas o conhecimento renovador e transformador, aquele que somente bons exemplos e uma excelente base são capazes de garantir. Isso. O conhecimento libertador.)
E nas conversas e trocas de experiências com outras mães - e pais - vamos aprendendo e afinando ainda mais aquele faro materno para observar e entender o que é melhor para nossa cria.
Por aqui, procuro manter uma relação saudável e o mais próxima possível, com a mantenedora do colégio das crianças e para tanto, sinto que conhecer outras entidades e sistemas de ensino, também contribui quando nos reunimos todos (escola e pais), para discutir sobre tudo; sejam dúvidas, medos, sugestões ou qualquer outra coisa que agregue.
Cada vez mais, vou sentindo que a caminhada do aprendizado - o das crianças e o nosso -  é perpétua. Que podemos melhorar sempre no aprender e no ensinar e que a jornada dos nossos filhos é especial e única, cabendo a nós seus genitores e protetores, ensiná-los a fazer com que ela cintile sempre mais, e o conhecimento é uma das chaves para isso.


Obs.: Amigos, falei sobre visitarmos e conhecermos instituições de ensino mesmo depois de nossos filhos já matriculados em alguma que tenha nos agradado. Semana passada conheci o Visconde de Porto Seguro. Adorei  as estruturas e deixei o link para que saibam mais sobre a filosofia deles. 



terça-feira, maio 10

ADAPTAÇÃO

Depois de uns dias dedicados somente às orquídeas - e à família -, eis que o post seguinte teria que falar dos dois ( um pouquinho, pelo menos).
O trabalho com elas têm me rendido muito aprendizado, novas espécies em casa, bons momentos com amigos que também as curtem. Cansaço incluso no pacote... Mas é bom.
É gostoso cuidar dos filhos e produzir; e cuidar deles e produzir mais um poquinho. O tempo fica curto, mas tem mais qualidade meus momentos junto dos pitotes. Tem também bastante coisa legal pra ser registrada e partilhada com vocês. Aos poucos vou contando tudo.
E os grilos de mãe? Os achismos, o medo  de sacrificar demais o que antes era dedicado somente ao Theo e à Sofia? Continuam (rs).  Entre um vaso e outro, entre cada cuidado com as Vandas, Catleyas, Oncidiuns e outras irmãs desta família grande, o pensamento está nos filhos e no que estão fazendo (e aprontando, e desmontando), naquela mesma horinha que eu. Nesta situação falar um pouquinho ao telefone com eles, resolve (por um período). E escutar aquelas vozinhas gostosas, me enchendo de perguntas até inspira.
As preocupações farão sempre parte do universo materno, assim como as alegrias que os pimpolhos nos dão, assim como os ensinamentos que vamos juntando estrada afora. 
Quando a maternidade chega tudo muda. Passamos por inúmeras fases e cada uma delas, a seu modo, é de extrema importância para nos formar e preparar como mães, apesar da dificuldade imensa que encontramos para compreendê-las e atravessá-las. Mas quando o tempo seguinte se aproxima e vamos respirando menos ansiosas (um tiquinho menos ansiosas), assistindo as crianças darem seus passos com mais firmeza, ficamos pra lá de satisfeitas e no final, a experiência como um todo, com todas as emoções e intempéries que vêm no pacotão somente nos acrescentou; e muito.
Eu estou me adaptando (e desconfio que será assim sempre). Ao trânsito diário, aos almoços longe da prole, às novidades, aos imprevistos e chateações. E não é fácil. 
Ossos do ofício? Do ofício de mãe? É, acho que sim. Mas depois, lá na frente, como costumo dizer, tudo isso renderá bons frutos. E flores.

Falando nelas, separei pra gente algumas imagens de espécies de orquídeas. Exóticas e lindas:

Do gênero Masdevallia.

Super exótica, de difícil cultivo e com cara de macaquinho. Do gênero Dracula.

Lindíssima Chia Lin. Essa ganhei no dia das mamas.
Não são encantadoras?

Imagens: Google

P.S.: Aqui para os Satake, o primeiro semestre de cada ano é sempre o mais cheio, o mais corrido. Todos aniversariam (menos eu, rs) e ainda tem dia das mães neste mesmo período. Para completar, o blog também está nesse meio. Fez um ano no final de abril e como a correria não permitiu, a comemoração será por esses dias. Então... vem sorteio por aí.


Beijos a todos e uma semana recheada de coisas legais!

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