segunda-feira, outubro 31

De carona no meu divã?

Não dá mamãe... eu tento, mas continuo ansiosa...
(frase da Sofia, em uma de nossas conversas)



Tal pai, tal filho... ou filho de peixe, peixinho é. Comum ouvirmos, quando o herdeiro tem nossos traços, ou nossa personalidade.

Sou altamente ansiosa. Mesmo; pra tudo. Filhota  ídem.
Dia desses, papeando e entregando uns exames à minha ginecologista - super médica, super amiga - ouvi:
Da minha parte está tudo ok, apenas tenho te observado meio... ansiosa. Se quiser te indico uma boa especialista.
Provavelmente nem fiz cara de surpresa.  Olhei concordando (sorriso pálido),  peguei o contato da Dra. Camila, agradeci e, mais tarde, liguei.

E minha filha, análise também? Certamente não. Ao menos, não agora. Sinto mais a questão como minha, do que dela, propriamente. De uma forma ou de outra, acho que acabo por transferir o problema para ela - e para o Theo - no dia a dia, no convívio.

Anualmente, quando renovamos o contrato de matrícula dos dois  no colégio, recebemos junto, uma ficha de saúde, composta por algumas perguntas, inclusive se as crianças fazem acompanhamento psicológico, o que é comum nos dias de hoje. Porém, o que percebo nas reuniões, em depoimentos de coordenadores, professores e médicos, somados a algumas pesquisas, é muito mais a ausência e agenda lotada dos pais, que problemas de ansiedade, depressão ou qualquer outra coisa, configurada nas crianças em si. Também é comum falta de diálogo e tempo por parte dos responsáveis, para ouvir e interagir com sua prole.
 Complicado? Bastante, pois tudo o que esse problemão envolve, passa por um ciclo, muitas vezes difícil de ser querbrado. Horários, compromissos, metas, rotina... 

Ainda inspirada pela Vogue Kids (que trouxe muita matéria legal, fora as doçuras e fofurices para a criançada), e outras publicações, iniciei uma roda sem fim de pensamentos sobre o assunto; me preocupei. Concluí que não quero, por mais "tranquilo" que seja, levar, desde já, meus filhos para  a terapia.
Talvez no futuro. E sem abusos.

E mais: é fato que o estilo de vida dos pais, entre outras coisas, influencia a saúde física e emocional dos filhos e que hoje, tornou-se mais natural "terceirizar" os problemas, do que tentar observar a origem do enigma e buscar mais proximidade com os pequenininhos. Como consequência, nos sentamos ainda na infância, na cadeira do analista.

Imagem: Vogue Kids

E você, o que pensa sobre o assunto? Tem um tempo de qualidade com seu filho? Eles fazem ou já fizeram acompanhamento com terapeuta?


Uma boa semana a todos! 

16 comentários:

Mamãe do Matheus disse...

Oi Mi!
Então...me encaixei em algumas coisas que vc falou...eu também sou superrrr ansiosa.Parece que essa minha ansiedade aflorou pra fora depois que me tornei mãe.
Tento não passar essas coisas para o Matheus,mas tem vezes que nossos pequenos acabam saindo como a gente né?!
Eu com o Matheus tenho um tempo bom com ele,onde passeamos,brincamos,cantamos,assistimos filmes,fizemos as tarefas de casa...
Quando eu era criança por alguns probleminhas eu ia a psicologa.Agora o Matheus o que eu puder fazer para que ele não tenha que ir para o Divã tão cedo ire fazer.
O negócio é os pais arregassarem as mangas e colocar a mão na massa amiga.Se é que me entende?rs*
Beijos querida e uma linda semaninha!
Danny e Matheus

Adriane Souto disse...

OI MI,
Estou retribuindo a visitinha lá do Blog e quando chego aqui me deparo com este tão familiar....rs....
Eu tb amiga, estou tratando da ansiedade com terapeuta. Pra mim tem sido ótimo. A gente se descobre, no sentido de conhecer nossos "e se" "origem de ansiedade", "traumas", "medos" e no sentido de se despir....se descobrir do que está por cima de nossas ansiedades. E é justamente quando isso acontece que começamos a abrir mão de estarmos ansioso, de melhorar e evoluír neste ponto. E quase que imediatamente nossos filhos começam a melhorar tb! Já que, na maioria das vezes, a gente é quem ensinou aos pequenos nossos bons e péssimos hábitos - incluindo a ansiedade.
Por isso sou da opinião de que, quando não estrapolou os limites saudáveis, é a mãe quem tem que melhorar pras crianças melhorarem também.
Agora, as vezes a mãe percebe isso quando já desenvolveu alguns resultados mais "complexos" nas crianças, onde aí sim precisa da ajuda de um profissional para fazer um bom trabalho de psicologia e em alguns casos de psiquiatria também.
O legal é a gente estar aberto e atento para nossos limites e os limites de nossos filhos, respeitando a evolução e absorção que cada um tem da vida, do dia-a-dia, dos problemas e da ansiedade, pra tentar ajudar sempre a tempo e não tarde de mais.
Beijos pra vc, relaxe e curta a terapia....rs....
Volte sempre lá no blog.
Gostei muito de te conhecer.

Chris Ferreira disse...

Oi Mi,
pois é, querida! Também vejo as minhas filhotas repetindo gestos meus e do pai. Isso é tão engraçado...
Bom, concordo com vc que a primeira opção deve ser sempre tentar resolver em casa, com os pais, onde as crianças sentem segurança. O diálogo com os pais, em qualquer idade, faz toda a diferença!
Mas, existem casos e casos. Não conseguindo resolver em casa, acho legal ouvir o coselho de um terapeuta infantil. E, esses profissionais devem ter uma postura ética para nos dizer se há ou não necessidade, né?
Mas, com certeza,existe por aí uma má tendencia a tercerização da educação. Muitos pais simplesmente transferem a responsabilidade da criação de seus filhos. Triste isso!
Boa semana para vc!
Beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/

Ceiça Frota disse...

Oi Mi!
Acho que agente acaba sempre querendo mais do que se tem não é mesmo? Só percebo o quanto minha mãe é presente na minha vida qd vejo a mãe de algumas colegas! Acho que no fundo agente quer nossa mãe todinha só pra nós!!
Minha mãe é muito linda, eu a amo!
Bjins,

www.garimpus.com

Betty Gaeta disse...

Oi Mi,
Hj minha filha já é mulher, mas faz terapia. Eu sempre fiz terapia e se a mínima coisa me incomoda, corro para lá. Foi assim que passei por um CA de mama sem grandes problemas emocionais e sem ter que tomar anti-depressivos, como todos os demais pacientes da clínica.
Minha filha foi pela primeira vez na terapeuta aos 5 anos de idade e adorou! Terapeuta é como dentista, ou vc aprende a ir desde criança, ou fica com receio.
Tudo o que uma terapeuta infantil faz é brincar com a criança, ensinar novos jogos, e por aí descobrir o que a está incomodando.
Acho que a Sophia iria adorar esta nova experiência e, se eu fosse vc, não a privaria dela.
Beijos 1000 e uma 3ª-feira maravilhosa para vc.

www.gosto-disto.com

Iolanda Lopes - Verdades e Carinho de Mãe disse...

Mi, sempre procuro parar um tempo, e brincar com a Mi.
Me policio porque com o corre corre do dia a dia, parece que as horas não são suficientes.
Terapia acredito que seja prematuro para os pequenos, embora cada caso seja único. Eu é que estou precisando de uma ajuda profissional dessas.
Amiga obrigada por participar na promoção do verdadesdemae.blogspot.com , fiquei muito feliz.
bjus, bjus

Mi Satake disse...

Genteeeeeeeeeeeeeeeeeeeem qta coisa legal, qta opinião de peso pra esse tema tão vasto. Eu msm tenho n duvidas e fico pensando e pensando na questão.
Amei saber o q vcs pensam. Fiquei super feliz!

Bjos e bjos

Ana disse...

Lucas é ansioso. Um pouco claro é característica de toda criança. Aí claro fui me analisar se eu estou "passando" isso a ele. De cara já achei que não. Não sou de ficar roendo unhas por uma coisa, até sei esperar com meus métodos chegar a hora certa, etc. Mas analisando mais profundamente como sou no dia-a-dia percebi que provoco a ansiedade sim. O simples:"Vem logo! Mais rapido! Já terminou?" faz qualquer sujeito ficar ansioso, imagina uma criança...
Tenho então tentado me controlar. Na correria do dia sem perceber forço a ter o meu ritmo que não me afeta. Mas a ele sim, pois só tem 5 anos. Então amiga, filhos nos obriga a fazer uma autoanalise mesmo sem um divã. Rs
Beijos!

Cristiane Pacheco disse...

Sim, para as duas perguntas. Tenho momentos maravilhosos com meus dois meninos, lemos juntos, nos divertimos, jogamos vídeo game, UNO, Ludo, cara a cara , cozinhamos, e por ai vai.
Sim também para acompanhamento com psicólogo, não acho que procurar uma ajuda profissional seja terceirizar a educação ou comprar a solução para os problemas. Minha família ganhou muito depois das conversas com o psicólogo. Temos um encontro no mês que é para os pais, estes são muito importantes, pois conseguimos ver as situações do ângulo oposto e avaliar se agindo corretamente ou não.

Ana Júlia disse...

Eu sou muito brigona, do tipo que anda com o código do consumidor na bolsa. Preferiria que minhas filhas imitassem o pai, diplomático e traquilo.

Poxa, mas o que é que a gente vai fazer, se não consegue ser perfeita, não é?

Mas eu me consolo por saber que junto com os "vícios", também transmito a elas as virtudes. E o mais, só entregando nas mãos de Deus.

Besitos

Mi Satake disse...

Meninas, delicada essa questão né?
Como disse a Ana e a Ana Julia, transmitimos do q somos e passamos para eles. É natural!

E Cristiane, se vc, como eu disse no post, usa da terapia sem abusos e tem um bom tempo com seus filhos, está mais que perfeito, queridda! Assim é q deve ser!

Bjs e boa semana!

Denise Portes disse...

Mi,
Para mim o mais importante é que cada um observe o seu jeito de ser, o resto o observador conserta.
Um beijo
Denise

Ju Dalzoto disse...

Nossa, Mi, esse assunto esteve aqui em casa ainda essa semana, acredita?

Eu não sei direito o que anda acontecendo por aí, mas por aqui decidimos levar o Luquinhas sim para fazer uma avaliação de comportamento com uma profissional. Só que o momento aqui eu sei bem qual que é, né, ele anda muito revoltado e explosivo e conhecendo meu filho, sei bem que pouco é reflexo do meu comportamento e outro pouco é pelo estresse da chegada do mano e tudo o mais.

Voltei a fazer terapia e acho que será muito bom para ele ter o espaço dele tb, apesar da idade. Mal não faz, eu acredito. E aqui estamos sempre atentos tb, e temos conversado muito, a nossa qualidade e quantidade de tempo juntos é muito boa, mas, mesmo assim, ele está precisando (e nós tb) de outras alternativas para sabermos lidar com este "novo Lucas".

Claro que cada caso é um caso, e tem muitas crianças que são como vc disse, ansiosas por reflexo do relacionamento com os pais. Por isso é legal a gente estar sempre atento e aberto a novas possibilidades!

Boa sorte aí, amiga!
Beijão
Ju

Mi Satake disse...

Super concordo meninas!

Ju, li seu post das Briguezas e sabe q até lembrei de vc qdo escrevi o post? Pq vc contava q estava preocupada com o Luquinhas e tal...

Mas na verdade msm, nós como fêmeas, maes, sabemos qdo leva-los pra umprofissional, né? é instinto.
Super legal sua postura!

Bjkitas mil e atémais!

✿ chica disse...

Realmente influenciamos muito nossos filhos.

Aqui em casa ,temos 4 e eles pegam nossas características que ,de repente, até nos assustamos a ver neles e então nos olhamos bem e reparamos,rs...

Tantas vezes temos que rir das situações...


um lindo dia, beijos, tudo de bom,chica

Mirys + Guigo + Nina disse...

Mi:

1o - AMEI o nome dos seus filhos! Amei, amei, amei! Lindíssimos!

2o - tenho dois pequenos e, apesar de termos passado por algo excepcional e extremamente difícil (o pai deles faleceu há 1 ano e 10 meses, quando eles tinham 3 e 5 anos recém completos), acabaram não indo no psicologo. Acho que você tem razão quando diz que nós, adultos, é que damos muitos dos parâmetros da vida pra eles... e eu tentei fazer com que eles sentissem que estava tudo bem, que eu estava ainda ali, que eles teriam um portinho seguro. Deu certo. Foi muito muito muito difícil pra mim, tratar toda essa questão com "naturalidade", receber presentes do dia dos pais, conversar com a lua (onde o pai mora, agora, na cabecinha deles), contar histórias, lembrar das músicas preferidas... mas acho que foi extremamente importante para a saúde emocional dos dois. Então, VALEU A PENA!!!

Nesse ano (quase 1 ano e meio depois do acidente), por insistência de alguns familiares, levei os 2 numa psicologa. Na verdade, em 3 (elas fazem as avaliações juntas, para diminuir as chances de erro). O Guigo passou por uma avaliação de 2 meses e a Nina não precisou nem disso. Me disseram que eu tenho crianças equilibradas, amadas, felizes e estáveis, e que eu não precisava me preocupar. Quanto vale ouvir uma coisa dessas????? Pra mim, valeu os dois últimos anos da minha vida!

Bjos e bençãos.
Mirys
www.diariodos3mosqueteiros.blogspot.com

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