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segunda-feira, agosto 13

Sobre heróis e (verdadeiros) poderes


Amo Batman. E o comissário Gordon... e Gotham. A grande maioria também. Aliás, quando o assunto são os heróis, super poderes e outros milagres, todos gostam; até as crianças. Gosto de quase todos e mais ainda, das estórias sobre suas construções e contextos. Dos fundos políticos ou familiares/sentimentais.
Para mim, tudo o que envolve conflito e heroísmo, e complexidades... é admirável de alguma forma.
Em Homem-Aranha, por exemplo, a paixão de Peter Parker por M.J., mais o carinho e extremo cuidado com sua Tia May, somados  a seus vários questionamentos - pra lá de profundos - ajudam a construir um herói marcante e extremamente cativante. Adoro.
Já em Gotham, não há como não gostar, ou no mínimo, dedicar alguns pensamentos a um herói que não conta com super poderes em suas lutas diárias. Sim, lança mão de muita tecnologia, dinheiro e intelecto - reforçados por seu forte desejo de justiça após a morte dos pais - e certamente isso é que o torna... a cara de um super protetor real.  Potente, grandioso, humano...
Depois da saga completa, de ver os três filmes, pensei  sobre honra, ética e outras virtudes levantadas em alguns diálogos durante as diversas fases do Batman. Sobre dúvidas e medos de um herói muitas vezes obscuro para a própria Gotham... e mais outras tantas questões como integridade, caráter, e até que ponto somos capazes de sustentar o que defendemos, quando o orgulho ou o medo são tocados.
Salvo algumas raríssimas exceções, não é comum ver um bilionário dedicar esforços,  fortuna e outros recursos à filantropia, à ordem e à justiça.
Não é comum ver as pessoas reverterem suas frustrações, perdas e raiva, em aprendizado e realizações concretas. Especialmente que befeficiem outras,  ajudando-as a acreditar (novamente) e acima de tudo,  reconhecer e valorizar seus verdadeiros dons e potencial.
 Isso é o que me cativa no homem-morcego.  Um herói palpável, falho e altamente moderno.
Que precisa de descanso vez ou outra. Assim como nós. Mas segue acreditando. Sem mágica e sem poderes especiais.

Queridos, possivelmente, este seja o último post, este ano, no blog.
Os super poderes por aqui estão precisando de recarga e de tempo por conta da rotina.
A fase também é de mudanças, a meu ver, sempre necessárias.
Com certeza o blog volta, contando tudo o que gosto de dividir com vocês e, sim, um pouquinho dos planos e destas mudanças!

Já saudade!



sábado, julho 28

Sabores



Uma vez ouvi do meu pai que o tempo corre depressinha, que a vida é feita de fases e que muita coisa nestas fases eu poderia não achar fácil, especialmente se  não me preparasse para tanto.
Posso confessar sem maiores culpas que, naquele momento, não dei bola. A atenção foi total (senão tinha bronca). Olhava bem para as expressões sérias dele, repetindo suas palavras, pensava um pouquinho e pronto, passava. Acho que somente o tempo amadurece algumas ideias e, com bastante esforço (e mais algumas coisinhas), o saldo lá no final  mostra uma carinha bem amiga, bem no estilo... "Ok, você fez um bom trabalho!"
E assim tem sido. Vêm as fases, faço umas pausas (curtinhas, ó só), penso, coloco cada pedacinho de tudo na balança e, depois de observar - sempre - que gastei bastante com roupas e livros - me alegro por perceber e sentir que não posso me queixar de muita coisa. Existem conflitos, dúvidas cruéis,  aqueles momentos Ser ou Não Ser (vários), mas no apanhado geral, há muito a agradecer.  Desse tanto, vêm junto as lições. E dignas de celebração, também.
 E as perdas?
Quando perdemos (ou achamos que), o coração se revolta, porém aprende até. Depois, mais tarde, conseguimos enxergar que era tudo necessário. Brutal e vital.  São etapas cruciais; Vão lá no íntimo e reviram tudo. Mas com força, atravessamos. E na volta a  bagagem está refeita e  cheia de tesouros. Daqueles que não perecem (imagino que era sobre isso que meu pai conversava, para isso que ele insistia em me chamar atenção).
Sim,  da para tirar destas horas, aparentemente, ingratas uma vastidão de novidades. 
Numa destas,  há os que aconselham, que profetizam, que invadem. Há ainda os que se calam e vibram baixinho por nós (se bobear são os mais corretos), mandando aquele Axé, como costumo ouvir da amiga queridíssima Neide (amo!).
Aí paro. E penso de novo.
Passou tudo. Ficou bastante.
O sol está lá fora. Tem o suflê de cenoura do marido. Os versos que recebi dele quando meus filhos nasceram... os perfumes inesquecíveis (e as tantas recordações junto deles)...
E os shows bacanões? Os amigos coladinhos bem pertinho? Ah, é bom.
Tem a receita de alcachofras da minha madrinha... O céu de inverno. Lindo, lindo. Cheio de contrastes.

Ah, e claro, tem o JK IguatemE, porque não sou de ferro. E mais tudo o que merecemos!

Viva!

terça-feira, junho 12

Livre para pensar, falar e fazer




Imagem: daqui


Domingo teve Parada do Orgulho Gay. Nunca fui a nenhuma edição, mas sempre converso com alguns amigos, sobre. Impossível negar sua importância e repercussão. Em todos os aspectos.

Quem acompanha mais de perto sabe que, desde a primeira manifestação, seus números são sempre records, o público é massivo e o evento é o maior do mundo no gênero. Os desfiles que acontecem anualmente, levam para a Av. Paulista - e para todo canto -, além de milhões de pessoas e muitas cores, debates mais ativos  sobre preconceito, intolerância e outras atitudes desrespeitosas, das quais todos somos vítimas vez ou outra. Tem bagunça e tem barulho? Tem, sim senhor. Muito; Mas em São Paulo -  cidade palco de tantos movimentos e acontecimentos marcantes -  alguns temas (infelizmente) só  são registrados, ou alcançam o espaço merecido com algumas batidas a mais.

Este ano olhei para o acontecimento mais atentamente. Achei bonito, entendi como necessário, mesmo sem estar lá dentro, mesmo sem ser ativista de tais movimentos.

Uma vez escrevi no blog sobre o Dia da Família na escola dos meus filhos. Está tudo AQUI. Se acontece? Não. E ignoro o motivo.
Polêmico como muitas ideias de cunho semelhante, provavelmente mexeu com princípios e essências preconceitosas de muitos pais e muitas mães. Foi daquelas sementes que morrem antes de nascer.

Complicado mostrar aos filhos que alguns amiguinhos têm dois pais ou duas mães? Bastante. Tanto quanto é real; Portanto não há como colocar sob o tapete, deixar pra pensar mais tarde. E se outras concepções morais são realidade, isso pode  e deve ser ensinado aos nossos pequenos. Desde cedo. Por pais e educadores.

O Manifesto do Orgulho Gay  defende a diversidade, a igualdade... com entusiasmo e alegria. Meu modo de  ver,  diz que é exatamente assim que as coisas devem ser passadas às crianças.
Cada um é dono de si e de sua felicidade. E ser/estar feliz é bom. Isso todo mundo quer e recomenda.

Feliz  Dia dos Namorados. A todos!




"No mundo existem pessoas do mesmo sexo que se amam; pessoas de sexos diferentes que se amam; pessoas que mudam de sexo para se amarem; pessoas que não se importam com o sexo e amam..." (Vinícius Santos, jornalista do Catraca Livre)







segunda-feira, junho 4

Não. Eu não sabia... mas estou aprendendo. E muito




A vida ensina. Mesmo quando teimamos um pouquinho ou preferimos nos fazer reféns daquela preguicinha, que sim, às vezes é pra lá de insistente.
Por aqui chegamos numa fase que aprendemos com tudo. Acertos, tentativas, exemplos e, especialmente, erros e posturas "defeituosas".  Aquela coisa do corpo  mole, do defensivismo exagerado, da mania de omitir, do comodismo... Acho super chato e, inevitavelmente, me decepciono. É claro que, lá fora, existem também muitíssimas coisas boas, tantas pessoas especiais, como fala Vanessa da Mata quando canta Boa Sorte.
Isso anima. Fazemos planos, nos enchemos de energia e super pensamentos para afastar o que não é tão bacana, consertar o que está gasto e, aos poucos, renovar tudo. Tudinho. E nessa levada, têm coisas mais simples, mais enroladas, enigmáticas. Algumas situações tiramos de letra, outras parecem nos  empatar por fases e mais fases... 
Meu avô costumava dizer que tudo faz parte da vida... Quando me via meio quieta, ou triste, tratava logo de dizer que já ia passar e perguntava:  - Filha, quer umas balas? E pronto, estava tudo resolvido com aquele doce, com aquele mimo!
Há momentos onde tudo o que precisamos é de calor, de força e de cuidado. Tudo isso nos faz resgatar coisas importantes e muitas vezes decisivas, para sairmos livres e melhores de determinadas "guerras". E depois de um tempo fica menos complicado enxergar tudo o que se ganhou, apesar da luta. Sem contar que a vida tem ainda várias surpresas boas. Várias.
Dia desses, conheci a Gisele Leal. Impossível resumir o que sinto em relação à Gi. Foi nestes "acasos", nestas surpresas perfeitas que ganhamos como presente.  Já aprendi muito sobre amor e sobre luta com ela e sei que ainda há muito mais por vir.
Amigos e família. Com eles fica menos sofrido atravessar uma dor, os medos, as incertezas. A gente se enche de  poder (não é, Gi?) e passa por qualquer fase, por qualquer inverno. Mesmo os mais frios. 


quinta-feira, maio 17

Projetos



Sempre que podemos, marido e eu paramos para conversar sobre nossos projetos (minha inquietação e ansiedade juntas, produzem uma quantidade absurda deles)... coisas que gostamos, que sonhamos, que queremos conquistar (...) é muito gostoso. Em alguns momentos ele precisa me frear, ou, no mínimo, rir comigo de alguns devaneios.
São os filhos, (se possível continuar alimentando o sonho de mais um), os paparicos... reformar a casa, comprar uma nova. Estudar, conhecer outras culturas, viajar sem fim... fotografar essas belezas... da família, do Brasil, do mundo, das novidades... Aprender a cozinhar, cortar os cabelos, abraçar uma causa, escrever meu livro...
São planos infinitos...

É, quando falo em projetos, particularmente, idealizo tudo perfeitinho, bem arquitetado; me preocupo um pouco demais.

(Uma vez falei um pouquinho sobre isso aqui no blog, o quê (muitos) planos e expectativas podem envolver, o quanto realmente conseguimos ou podemos controlar no desenrolar desses processos... Acho complicado; acabo sempre questionando se é melhor seguir um guia de medidas à risca, fazer bonitinho, como manda o figurino, ou deixar o barco correr... Meio termo? Qual seria?)
Mas questionamentos a parte, falar sobre o que já construímos, aprendemos e, acima de tudo, sobre o que sonhamos, é muito positivo. No geral, areja, norteia e nos reabastece. Sem contar que sempre crescemos com estes estímos, com estas possíveis mudanças que os projetos carregam. Dá uma trabalheira danada, exige, causa medo... mas quando acontecem, acabam  nos modificando e, no final, trazendo coisas boas.

Eu costumo pensar muito, pesar tudo e, sim, exagero. Tenho mil ideias, quero realizar tudo e com cautela total; por essa razão, aprendi parar e entregar, pelo menos, uma parte do que pretendo, nas mãozinhas do  destino. Batalhar, mas confiar. Dá uma cara mais tranquila a tudo e modera minha ansiedade.

E nesse trajeto meio incerto - que percorremos com o coração cheio de desejos - o melhor de tudo acaba sendo o próprio caminho ao encontro de cada sonho; a subida íngreme e todo o aprendizado que eles nos dão como belos presentes.  Depois,  quando chegamos lá, começa tudo de novo. Não é bom?

terça-feira, maio 8

Lomofofas

Quem tem filhos adora fazer filminhos, fotografar... registrar de alguma forma suas fases e proezas, que, convenhamos, são todas lindas;  especialmente para os pais.
Eu que já curtia ( sem limites) fotografar, ressuscitei minha analógica - dos tempos da faculdade -  super inspirada pelos meus filhos, pela vontade de levar pra sempre comigo, seus sorrisões banguelas e aquelas caretas únicas que eles fazem. E haja filmes... e um pouquinho de paciência para esperar as revelações.
Outro dia saí com Theo e Sofia. Foram vários clicks e um número razoável de fotos boas, mesmo me achando um tantinho enferrujada.
Os dois amaram. Se divertiram de montão e após muita explicação, entenderam que veriam o que registramos juntos, somente após alguns dias. No fim, o resultado compensou a espera...

Theo e Sofia - Foto: Arquivo Nikon

Foi uma experiência bacana, um momento terno e por si só impagável; tudo por estar ali.... com eles.


E na levada dessa paixão, conheci a Lomography, uma galeria que é parada obrigatória para quem tem câmeras e fotografia como xodós, principalmente as analógicas, já que ali o universo é todo delas.
A primeira Lomo nasceu na década de 80 e a partir daí atraiu e atrai todo tipo de olhar e apaixonados, por seu charme, simplicidade e, claro, pelos efeitos e cores que suas lentes plásticas são capazes de produzir.




Hoje elas são mania - eu adoro; O Movimento Lomografia tem  comunidade crescente, especialmente por estimular o lado divertido e criativo das analógicas, baseando-se em uma filosofia de maior liberdade e ousadia.
Pura arte.

 Fotos: Google


Estou em fase teste com minha Diana F+, e também prometo postar as primeiras revelações  - assim como as novidades sobre o Jk iguatemi, que mencionei anteriormente em outra postagem.

A Carol Ushirobira é minha prima do coração, me apresentou às Lomo e amei de cara! (Beijo prima)
Precisamos agora é de um super workshop, que a Lomo Gallery também oferece aos amantes dessa arte.


E você curte fotografia? Costuma carregar sua câmera junto, mesmo em passeios corriqueiros?



Uma ótima semana!




sábado, março 17

Coisas da vida. E só


Há uns dias perdi uma prima. Nosso contato era pouco e mesmo assim senti; fiquei com os faróis baixos, como aprendi dizer com meu pai. Mas aproveitei para pensar  nas minhas coisas e, especialmente, nas pessoas que amo... Questionei a vida, me perguntei se estaria tocando direitinho meu barco nesta imensa viagem, nesta quase miragem que é nossa jornada; E claro, lembrei da minha prima, de tudo o que construiu e escreveu como legado, em como lutou seus últimos momentos e nos ensinou com delicadeza e bravura. Sim, já estava chorando... imaginando entre tudo isso, como o tempo correu veloz.

Aí parei um pouquinho, porque acho péssimo prolongar horas tristes. 

É,  sigo a receita de parar, buscar uma outra sintonia e somente depois, com mais equilíbrio tento compreender questões como a morte, que não são fáceis, tampouco agradáveis. 
Meio loucura? Meio fuga?  Não sei... O fato é que nestas pausas, nesta respiração mais profunda, reorganizo meu eu e sinto meu racional rearranjado, o que é fundamental para continuar tocando o  tal barco, com filhos, marido, projetos, vaidade e toda aquela  parafernália maravilhosa que mulher carrega. Tudo dentro. Tudo a salvo. 

Sinto que pra pensar e falar da vida a linha é mesmo essa... Com algumas paradas, sem muitas conclusões logo de cara e muita coisa em stand by, pelo simples motivo de que certos acertos, vêm somente com o tempo, com as voltas e a sabedoria dele.
Algumas vezes levo dias para retomar um problema, em outras cochilo, ou tomo um chá e enxergo melhor o que parecia  enigmático...
Depois busco alegria, que é fundamental; Para nos alimentar, e trazer otimismo e esperança para construírmos tudo o que os sonhos assopram nos ouvidos... sem pensar em desistir. Nem arrefecer.

Aí vamos levando e a roda viva vai girando... cheia de vontades, cheia de surpresas. Tudo bem simples (deveria ser...) como resume a Danuza Leão em seu  último livro, nos ajudando a quebrar regras e a nos libertar do que pode ser escravizante para a alma.

quarta-feira, fevereiro 22

Ode to MY FAMILY


Não  é a Dolores Mary Eileen, vocalista do Cramberries, ou para falar dela, ou sobre a música. Apenas sobre família e sobre mim; e medos e loucuras... mas só um pouquinho.

Minha mãe costuma dizer que sou exagerada. Pra tudo. E acho que das poucas coisas que ela me disse, nisso infelizmente tem razão... daquelas coisas sábias de mãe, que não gostamos muito de concordar.

Acho que exagero um pouco. Pensando, fazendo (algumas muitas coisas ao mesmo tempo), questionando, amando... No amor para os filhos, para o marido. Sou inteira para eles; Bem, costumo ser rs...

Dia desses conversando com a Mônica -  uma amiga linda, super novinha e que já é mãe - ouvi aquele pensamento -  que pra mim é antigo -  de que quando nascem os filhos, "nos abandonamos". Fui firme em dizer que não, que, claramente, as coisas mudam, de forma inevitável, mas que devemos separar um tempo pra nós (aliás,  este foi um dos primeiros conselhos que ouvi dos meus médicos, ginecologista e terapeuta).

E na questão ... Estar inteiro para uma  ou outra tarefa ( de preferência sem exageros rs), tenha ela o cunho que tiver, temos mesmo que estar bem conosco.  Demorei, não para entender isso, mas para conseguir praticar sem (muita) culpa. 
O meu  melhor, melhor dedico a eles quando também tenho meu espaço, costumo dizer e carregar sempre comigo. Quase como mantra.

Se é difícil, extremamente complicado e exaustivo dedicar tempo a mim mesma sem me sentir a pior das pecadoras? Se ouço aquelas " bem-vindas" opiniões de terceiros, altamente críticas, completamente... desnecessárias...? Touché!   
Mas percebi que nossos melhores momentos - meus e dos filhotes - , os mais alegres, mais inteiros, acontecem quando aceito que também posso e mereço muitas outras paixões, além da delícia de conviver com eles, de ensiná-los e cuidá-los e mais tantas outras coisas que desfrutamos desta... insidiosa seara materna. 

Hoje levo  os dias com mais tranquilidade e desconfio ser dos presentes mágicos do tempo, do que ele traz, do que ele vai curando. Vou seguindo assim, tropeçando e aprendendo; e até as conversas com minha sogra tenho aproveitado e gostado. Muito.

terça-feira, dezembro 27

Amizades que namoram firme



Dizer que mãe se derrete olhando os filhotes se divertindo, brincando ou em qualquer outra atividade bacana, é chover no molhado. Sim, nos derretemos... Inteirinhas.
Noite dessas nos encontramos, eu e duas amigas de infância - mais a super mãe delas.  Amigas destas que chupou nossa chupeta e bebeu do suquinho no mesmo canudinho.
Divididas entre babar os filhos que parimos (juntos são  7! Gente, é isso?), apartar as rusgas entre eles, claro, e colocar os acontecimentos em dia, nos divertimos muito!
Cacá e Sofia, naquele entrosamento de criança, brincaram até... Estão na fase dos vestidinhos rodados, boquinhas banguelas e casa de bonecas. Lindas! Já o Pedro, meu Theo e o Enzo, formam uma escadinha interessante. Cheios de "marra" e com, respectivamente, 10 (amiga, loguinho ele estará de namoradinha???), 5 e... quase 2 anos de idade, os três mais se desentendem que qualquer outra coisa. Dose pra Leão(rs)! Coisas da vida e de encontros de  amigas mães; e azar para primos e irmãos mais velhos que, bem ou mal, acabam por nos ajudar a vigiar estas pequenas tropas, quando se juntam. Ká, Yasmim, não é verdade?
E certamente, nossa reunião foi destas emoções natalinas que arrebatam o coração... os sentidos...
Foi um momento, por si, simples e incrivelmente sofisticado, puro e cheio de detalhes, branco e coloridíssimo, nós juntas ali! Foi... Barroco, rico e, sim, especial; mixado por nostalgia e pelo  choramingo dos kids.
Claro que me emocionei... e quis chorar (rs), mas não podia!
É, somos amigas, agora  mães, esposas e tias, envoltas em muita força - pois precisa - e delicadeza, que nos preenche de modo todo particular e fazem pilar com o que, verdadeiramente, sinto ter sido  de nossas maiores conquistas: o amor e a família.


P.S. : Estou pirada nessa novidade de tia! Mergulhei nela total, babando meu sobrinho bossa, Raul, lindolindo de viver,  e esperando o Francisco toda ansiosa. Uma coisa!

Beijos meninas!
Beijos aos leitores, aos amigos e suuuuuuper sorry pela ausência!

Nos vemos em 2012?

terça-feira, novembro 29

Cores e, sim, o peito cheio de amores



Em algum momento as coisas mudam. Melhoram... Bom, têm que melhorar... é o que cochicham nossos
corações quando erguemos olhares e atenção para  Mr. 2012.
Não adianta, quando pisamos outubro, novembro (antes, até), um lado de nós já projeta o ano seguinte.
Eu, mais uma vez, não esperarei um ano certinho, engravatadinho. Nunca é, por mais que eu planeje. Contudo, meu tempo não tem sido ruim, e de mais a mais, existem coisas que dependem de nossa  persistência e disciplina para acontecerem. Portanto, combustível para estas virtudes, mais alguns outros elementos mágicos e sim, podemos esperar um novo ano cheio de eletricidade e boas novas.
Projetos. Nossa, acho que, não há quem não os faça a cada final de ano. Uns são mais modestos, outros super extravagantes, mas nem que seja um leve colorido às nossas roupas e à nossa casa, a vontade de experimentar um ar renovado, nos toma de jeito.
Com 2011, 2010, 09... aprendi que há situações onde podemos interferir e, como mencionei, dar uma forcinha para os acontecimentos, já em outras, a correnteza da vida nos carrega e parece "cuidar" de tudo, até do que não gostaríamos que ela cuidasse. Fazer o quê, não é? Serenidade pra isso... força para o restante.
2011 vai indo... levando consigo muitas coisas, deixando muitas outras. Mais perfumadas, reveladas. É legal pensar nisso quando avaliamos o que já foi.
2012 vem chegando... trazendo novas chances, possibilidades, transformação. A vida que não pára. E eu, quero estar completamente envolvida com as novidades, dar de ombros para o que foi ardil no ano que vai se despedindo e celebrar esse abraço novinho da vida.

E por aí, a virada já é aguardada ansiosamente?

quinta-feira, novembro 17

Ainda as singelezas



Há dias que parecem nos inspirar mais; por diversas razões. Seja um jeans novo, uma foto icônica, um perfume diferente. Mera sensação ou não, o bom é sentir isso.

Dia desses li um breve post de uma amiga querida, no facebook, que falava abertamente sobre experiências, conquistas e outras coisas bem legais. Amei. 

Nos dias de hoje, são raras as mensagens otimistas e mais: ousadas; que remexam preceitos e (nossos) preconceitos, quando permitimos, é claro. Quando isso acontece, quando conseguimos abrir uma frestinha de nossas portas mais resistentes, vale aproveitar, ainda que de modo simples... limpando umas gavetas, freando anseios, reavaliando "certezas". Coisas simples, mas substanciais.

Hoje, vou dar mais uns muitos beijinhos no Theo e na Sofia e no tempinho que sobrar, costurar uns corações nas mangas de um cardigan antiguinho. Dar a ele uma cara nova e me despedir da carranca implicante que ele insistia em carregar... enfeitá-lo com um ar mais moderno, mais cool, sem, necessariamente, tirar-lhe a essência.

E vocês, têm no armário, aquelas peças com muita história pra contar, meio desgastadas, porém ainda muito amadas, merecendo cara nova? É, revirando os baús sempre encontramos uma ou outra que não queremos dizer adeus, mas que conseguimos transformar em algo mais bacana. Se for o caso, a dica dos corações veio do blog Petit Ninos, cantinho super lindo da Marina Breithaupt.


segunda-feira, outubro 31

De carona no meu divã?

Não dá mamãe... eu tento, mas continuo ansiosa...
(frase da Sofia, em uma de nossas conversas)



Tal pai, tal filho... ou filho de peixe, peixinho é. Comum ouvirmos, quando o herdeiro tem nossos traços, ou nossa personalidade.

Sou altamente ansiosa. Mesmo; pra tudo. Filhota  ídem.
Dia desses, papeando e entregando uns exames à minha ginecologista - super médica, super amiga - ouvi:
Da minha parte está tudo ok, apenas tenho te observado meio... ansiosa. Se quiser te indico uma boa especialista.
Provavelmente nem fiz cara de surpresa.  Olhei concordando (sorriso pálido),  peguei o contato da Dra. Camila, agradeci e, mais tarde, liguei.

E minha filha, análise também? Certamente não. Ao menos, não agora. Sinto mais a questão como minha, do que dela, propriamente. De uma forma ou de outra, acho que acabo por transferir o problema para ela - e para o Theo - no dia a dia, no convívio.

Anualmente, quando renovamos o contrato de matrícula dos dois  no colégio, recebemos junto, uma ficha de saúde, composta por algumas perguntas, inclusive se as crianças fazem acompanhamento psicológico, o que é comum nos dias de hoje. Porém, o que percebo nas reuniões, em depoimentos de coordenadores, professores e médicos, somados a algumas pesquisas, é muito mais a ausência e agenda lotada dos pais, que problemas de ansiedade, depressão ou qualquer outra coisa, configurada nas crianças em si. Também é comum falta de diálogo e tempo por parte dos responsáveis, para ouvir e interagir com sua prole.
 Complicado? Bastante, pois tudo o que esse problemão envolve, passa por um ciclo, muitas vezes difícil de ser querbrado. Horários, compromissos, metas, rotina... 

Ainda inspirada pela Vogue Kids (que trouxe muita matéria legal, fora as doçuras e fofurices para a criançada), e outras publicações, iniciei uma roda sem fim de pensamentos sobre o assunto; me preocupei. Concluí que não quero, por mais "tranquilo" que seja, levar, desde já, meus filhos para  a terapia.
Talvez no futuro. E sem abusos.

E mais: é fato que o estilo de vida dos pais, entre outras coisas, influencia a saúde física e emocional dos filhos e que hoje, tornou-se mais natural "terceirizar" os problemas, do que tentar observar a origem do enigma e buscar mais proximidade com os pequenininhos. Como consequência, nos sentamos ainda na infância, na cadeira do analista.

Imagem: Vogue Kids

E você, o que pensa sobre o assunto? Tem um tempo de qualidade com seu filho? Eles fazem ou já fizeram acompanhamento com terapeuta?


Uma boa semana a todos! 

segunda-feira, outubro 24

Babás quase (nada) perfeitas

Imagem: Vogue Kids

...tem consciência de que babá perfeita é muito, muito mais difícil de encontrar que o marido perfeito.
Se ela é novinha e disposta, não tem experiência; se é velha e experiente, não tem agilidade para conter aquele(s) minifuracão em erpção. Se ela  tem filhos jamais vai querer ficar no fim de semana, muito menos trabalhar no feriado. Se não tem, puxa, você vai contratar uma babá sem filho pra cuidar do seu? E se ela tem filho, disposição e experiência, prepare-se: Vai querer ganhar mais que você!
(Trecho da matéria Só quem é mãe... da Vogue KIDS/ OUT) 

Quem tem filhos, precisa ou precisou ao menos uma vez delas. Fácil não é, nem de longe, entregar nossos pequerruchos, tão perfeitos, tão doces, em mãos desconhecidas. Pode ser ela, dona do melhor currículo, de vasta experiência e/ou das melhores indicações... Não, não é bolinho. Contudo, há situações onde precisamos de apoio, do dito braço direito, que se não for o da avó da criança, será sim o da babá. E como escolher?
A tarefa é árdua. E das aflições de mãe, esta é uma das maiores.
Conversando com alguns amigos, pais de gêmeos, trigêmeos, de duas ou mais crianças, de filhos únicos, de recém-nascidos etc, etc, etc, o drama é sempre grande e alguns têm boas histórias pra contar. Separei duas, de duas amigas queridas:

1- Érica, mãe da Heloísa de 5 meses: 
Neste período muitas mães estão voltando à sua rotina de trabalho e infelizmente tendo que se separar do filho. Érica, mãe da Helô, trabalha com decoração e planejamento de pequenos espaços e, inicialmente, optou por levar a filha consigo para o escritório, mais a babá, já que sua estrutura permitiria.
Após 14 dias de convivência eis que Érica ouve:  
" Pra mim está difícil, estou perdendo a paciência..." - Papinho rápido entre babá e empregada.
Ok. Mais uma amiga que está sem babá.

2- Anderson, super pai de trigêmeos idênticos (meninos) de 2 anos:
Mães - e pais - sabem que filhos nesta idade demandam atenção total. No caso de trigêmeos, imagino que todos os nossos sentidos (e os da "super" babá também), devem estar entregues a eles, senão... 
Quando ouvi sobre esse caso, os queridos, pais dessa molecada igualzinha, já havia trocado de babá dezesseis vezes (sim, dezesseis rs), num espaço de tempo de pouco mais de um ano, e com o fiapo de esperança que lhes restava, contrataram a de número dezessete. 

Após alguns meses  a selecionada desistira. Segundo os pais , a moça parecia vencida por um cansaço... suspeito...
"Impossível cuidar dos filhos da Sra. Quando vocês estão presentes eles até que se comportam, mas quando não, a bagunça é tanta que eu não tenho certeza de qual gêmeo já alimentei..."

(????)

 Alguém indica a número dezoito?


Confesso que tenho sérios problemas nesta questão babá. Meus filhos sempre ficaram ou nas mãos de uma das avós (bjo vovó Márcia, bjo vovó Júlia) ou no espaço Kids do colégio ( que não sei se daria na mesma). Aproveito o post para ouvir a opinião das muitas mães da blogsfera.
Vocês têm babá? Costumam ser condescendentes com suas "proezas"? São mais velhas ou naquele estilão "peituda" do filme Sex and the City?

Bjos e boa semana!

segunda-feira, outubro 10

O mau...digo, o bom humor nosso de cada dia


Charme, elegância, um tiquinho de classe e muito, muuito bom humor.
Não, não estamos falando da Lady Diana ou de Kate Middleton, mas sim de cada um de nós. Homens e mulheres, graciosos espartanos modernos, e do arsenal zen indispensável para nossas batalhas cotidianas.
Li em algum lugar que o bom humor é conquista diária; que devemos exercitá-lo mudando nossas atitudes e referenciais dentro de determinados contextos ou situações.
Dificil?
Pra mim, super.
O animador é que não é impossível, embora desafiante; E sim, é questão de exercício.
Alguns lançam mão de terapias, práticas alternativas ou religiosas, atividades físicas e tantos outros "artifícios" buscando  este que é hoje, mais que responsável por sorrisos plenos, ambientes menos tensos e saúde  mais equilibrada.
É claro que quando falamos em virtude, receitas prontas ficam de fora e na falta de um manualzinho pronto, que me permitisse alcançar essa visão bem humorada, positiva e entusiasmada daquilo que me cerca, comecei com:
Os tais... Exercícios Físicos: Devem ser diários, preferencialmente. A sensação de bem estar é instantânea. Após um período de adaptação tornam-se bastante prazerosos. Já deu pra fazer umas limonadas dos limões da vida...
Boas noites de sono: Impossível tolerar o trânsito, as manias do marido, os pitacos de uns e outros e a energia infindável dos filhos, sem esticar um pouquinho o tempo na cama. A pele também agradece.
Obviamente as mães que têm bebezinhos dificilmente poderão seguir este ítem da cartilha. Nesta fase o contado com o filhotinho nas mamadas, por exemplo,  paga todo o restante. 
(Fico imaginando as modelos e as misses, especificamente. Vidas monitoradas - inclusive se estão de calcinha ou não -  horários regrados, o laquê, o peso, a maquiagem. A medida da cintura, do busto, o megahair, os saltos altíssimos. Sempre.
Somente uma visão extremamente bem humorada e algum  desprendimento devem amenizar o transtorno. Depois algumas outras coisas devem fazer valer o esforço).
Um Olhor Poético: É engraçado e talvez questionável para alguns, porém uns minutos dedicados a algo que nos preencha, algo simples, que caiba na rotina - umas páginas de um livro ou revista, uma imagem legal, o nascer do sol, um abraço no filho, ou no marido, ou no  melhor amigo, um tempo com você mesmo -  acumulam coisas boas dentro da gente, e têm um efeito transformador no olhar que lançamos sobre  tudo aquilo que nos cerca. São hábitos renovadores e podem nos levar  a transmutar os dias cinzentos e alcançar, definitivamente, uma relação mais positiva e alegre com nosso Eu e com o universo.

E você, é bem humorado?  Já acorda sorrindo?

sábado, setembro 3

QUANDO CASAR SARA


Alguns textos ensaiamos para postar. Por diversos motivos. Pode ser um assunto muito polêmico, ou muito delicado ou simplesmente enrolado... Este, por exemplo, envolve de tudo um pouco e passa por família e sentimentos.
Quando atravessamos um momento muito difícil - principalmente se ele desafia nossas certezas e referências - é comum sentir que a "encrenca" é maior que nossa capacidade de sustentá-la. Achar a solução então...   E como problemas  costumam andar em bando, segmentá-los e "calculá-los"  friamente, pode ser  trabalho complicado caso não  persistamos no foco. Sem contar a questão emocional. Nestas  horas também é necessário manter as emoções sob controle.  Haja equilíbrio.
Com uma parte das tarefas esperando minha reabilitação total, tive bastante tempo pra pensar nisso tudo.
O acidente que detonou meu tornozelo direito não foi dos mais graves. Foi uma torção, uma lesão  que inspira cuidados e acompanhamento dos ligamentos. Só e apenas isso (entra aqui muuuita  paciência).  Mas  aí vem a dor, o repouso, a fisioterapia... Sobra tempo pra refletir.
Eis que repassei tudo. Não adianta, a cabeça monta e remonta a cena com direito a detalhes.  Depois disso tudo feito, a relação que temos com algumas coisas e a importância que dedicamos a elas, muda. Pode melhorar, ou piorar, ou se tornar nula, mas jamais, ao atravessar um mar revolto, saímos iguaizinhos do outro lado. Os mais espertos nem esperam o mar ficar bravo para  colocar as barbas de molho, mas a teimosa aqui, parece que  tem outro tempo...
Hoje, depois de um mês, meu fisioterapeuta  liberou alguns exercícios leves. Claro que fiquei suuuper feliz... É, tipo pinto no lixo meeesmo!
Assisti ao meu estresse acumulado por ter que me sentar e esperar todos à minha volta resolverem o que costumo cuidar, fazer o que normalmente é responsabilidade e prazer, meus. Por outro lado, foi bom ver meu corpo se reestabelecer, se refazer e  me dizer da força e capacidade de superação que cada um (especialmente as mães, isso é mágico!) possui.
Simples? Aparentemente... porque em ocasiões como esta, percebemos muita coisa envolvida. Entendemos outras várias. E sim, um mês paralisado (menos que isso), é  tempo suficiente para transformar para sempre as cores da sua casa e a aura dos que estão nela, ou pelo menos para que mudemos nossas próprias lentes.
Algumas pessoas não valem lágrimas ou preocupação, outras fazem com que pensemos em passar toda dor novamente, porque seu carinho e sua generosidade são verdadeiramente sublimes.

sexta-feira, agosto 26

SIM, ACEITO!



Viver a dois é uma das coisas mais gostosas, mais extraordinariamente incríveis e curiosas da vida. O casamento tem o super poder de prender e libertar, de dar e tirar e de tantas outras coisas paradoxais; É um exercício diário de amor, paciência e concessões,  que apesar de tão difícil, pode ser também, surpreendentemente gratificante e enriquecedor.
Não, não precisa ser até que a morte separe; o legal é ter e poder contar com um verdadeiro amigo, durante a longa jornada de buscas e descobertas que cada um de nós experimenta. Enquanto tiver que ser.
Há os que se dizem avessos ao  matrimônio, ou pelo menos a toda aquela coisa ritualística das cerimônias, mas o que normalmente percebo (especialmente nas rodas femininas), é que todos aqueles que estão fora, como diz o ditado, querem se encontrar... digo, entrar!
Falando por mim, confesso que mesmo carregando dentro do peito uma faceta sempre  romântica, me pegava confrontando esse tal romantismo e praticidade,  o emocional e  o racional, procurando me assegurar que estava no controle de tudo (como se fosse possível).
Vivendo hoje bem casadinha, sinto que, por aqui, foram generosos os ares do casamento. Passamos diversas fases. O fácil, o difícil, o encantador. As manias, as coisas engraçadas, as absurdamente irritantes (rs), as que aprendemos a tolerar... e contudo, acho que ganhei um "novo espírito", que me revitalizei depois dos votos de fidelidade. E lá se vai um "bombocado" de anos junto dele...
Promessa de felicidade não temos quando se pensa em vida a dois, mas com certeza ela se torna mais intensa e mais bonita. O dia-a-dia são aquelas velhas e eternas tentativas de equilibrar tudo: filhos, trabalho, o marido... dentro das minhas várias fases e humores. Tentar combinar amor, respeito, cumplicidade e ainda preservar  meu eu, minha individualidade. Vira e mexe ouvimos que nós mulheres somos muito complicadas, mas sabemos que não é verdade. Somos sim muito cheias de sentimentos, meio vendaval de emoções (entre tantas outras coisas), que um abraço carinhoso já aquece, já acalma.
De verdade,  somente bons parceiros são capazes de se sustentar na hora da dor, de sorrir os sorrisos mais sinceros nas conquistas e de quebra, ainda fazer com que o outro se sinta forte e poderoso para as batalhas que não cessam.

quinta-feira, agosto 18

PLANEJAR OU DEIXAR ACONTECER?

- Mamãe, eu vou cantar uma música pra você!

- Bom dia, mamãe! Te amo!!

- Mamãe, senti sua falta... sonhei com você.

Ah, vida de mãe é bonita, não é? Todo dia a gente da o banho, a comidinha, olha os deveres da escola, tira caca do nariz, corre, corre... mas isso tudo é cheio de poesia, alegra nossos dias; Tira um monte de coisas do lugar e também encaixa tantas outras. Maiores e melhores.

Às vezes paro e fico avaliando e reavaliando o que fiz, o que quero, se vai dar tempo, se são coisas viáveis... Sempre fiz isso. Não sei com quem aprendi, nem se é algo tão importante para o desenrolar de nossos planos e acontecimentos pessoais. O que sinto com mais certeza é que, muito do que nos está reservado, nem sempre depende de uma ou outra atitude em particular. É complicado isso. Envereda para aquelas questões de livre-arbítrio X destino e isso é crença de cada um; o bacana é saber que quando menos esperamos a vida nos presenteia, surpreende, e acho que é assim que ela nos ensina. 

Comigo foi assim ao me perceber dentro do universo das fraldas, mamadeiras, das cólidas, das dúvidas. Enquanto eu ia "me preparando para ser adulta", nunca planejei (nunca mesmo) algo tão grandioso, deixava sempre para pensar em filhos, mais tarde. Eis que hoje eles são inspiração para todos os projetos, me ensinam a amar, a perdoar, a reciclar. São tão pequenos e tão perfeitos.
Vivo cheia de incertezas, meio preocupada, sobrecarregada... porém muito mais motivada e, paradoxal  e estranhamente (rs), mais recarregada. E é bom. Demais.
Com tudo isso, penso que o resto que me cerca pode ser mais leve. Aquelas pequenas agonias do cotidiano ficam mais fáceis de contornar. Continuo tendo que atravessá-las e seguir em frente, certa de que é mesmo a família, este ciclo sem fim, quem nos guia.


terça-feira, agosto 9

RECEITAS


Cozinhar e colecionar receitas não é das coisas que mais curto (ou sei) fazer. Fico, por assim dizer, no time dos admiradores dos artistas culinários.
O máximo que  arrisquei escrever sobre o assunto, foi um post de título Receita de Felicidade que era, na verdade, mais um registro de um trabalho escolar dos meus filhos - desses que mãe babona adora ficar olhando e olhando - que um texto puramente meu. De qualquer forma é uma das coisinhas mais especiais que o blog carrega sobre o Theo e a Sofia.  Quem quiser esse passo a passo completinho, tá tudo aqui.

Há algumas semanas sem postar nada, confesso que me derreti (de novo) ao reler sobre  os doces ingredientes citados na receitinha dos pimpolhos e o modo simples  como seus coraçõezinhos reuniram tudo o que faz (ou deveria fazer)  felicidade.
Crianças são assim. Cheias  desse belo que sempre falamos - e ouvimos -  que  também deveríamos ter. E é bom... Tanto a ideia em si, quanto a possibilidade de podermos adquirir ao menos um pouco dessa beleza, todos os dias. Acho que é aquela história de  eternos aprendizes; o que não fiz ontem posso realizar hoje e o que não alcancei hoje, pode perfeitamente ficar para amanhã, um dia que ainda não está pronto, que se abrirá como uma chance nova  para ensinamentos e aprendizados.
Felicidade é algo que nos toma o pensamento... estamos sempre querendo ser feliz, nos preocupamos com mil coisas chatésimas (que não cabem aqui), sem nos atentar às tais chances.
Chance é felicidade pura, e compõe cada minuto, cada instante do dia novo que recebemos.
Obviamente aquelas incertezas, as probabilidades matemáticas que uma coisa tem ou não de acontecer, e que vêm junto das tantas oportunidades, freiam muito do que gostaríamos de arriscar... ao mesmo tempo contornam a vida de uma emoção que é praticamente combustível para o que pretendemos construir.
É, felicidade não tem mesmo receita ( uma máquina do tempo talvez ajudasse... Programar dia e hora pra desembarcar no futuro só pra dar uma espiadela e voltar).
No máximo é possivel colocar um punhadinho a mais de açúcar aqui ou ali, um sorriso no rosto... no mais é ficarmos atentos às fases lindas dos nossos filhos, curtir os bons momentos ao lado dos amigos e do amado, comer um doce. Lembrar que bonito mesmo é o simples da vida e é ele quem nos completa e faz feliz de verdade.
 

Este mês fiz aniversário (fica meu obrigadããão aos amigos pelo carinho, pela pilha de recados no facebook, pelos telefonemas e outros tantos mimos), passei por momentos cheios de alegria, já comi o que deveria e com certeza o que não deveria, senti muita falta dos amigos daqui...
O que a montanha de afazeres não permitiu, o pezinho imobilizado vai dar, que é mais tempo para o blog. bjks.



quarta-feira, junho 22

DO EU FEMININO

Certa vez, li que nós mulheres somos generosas. Que a generosidade é uma de nossas maiores virtudes. 
Não ouso descordar.
Nos doamos aos maridos, incondicionalmente aos filhos, nos dedicamos no trabalho.
Dando uma espiadela aqui e ali é fácil nos recordarmos de mulheres notáveis, como Madre Tereza e Zilda Arns (e tantas outras), que não somente deixaram gravados seus ensinamentos sobre amor e solidariedade, como também falaram muito sobre generosidade. De tantas formas. E quando paramos e  observamos seus feitos - e aos nossos -  da uma satisfação enorme ao perceber como nos entregamos e somos capazes de dedicar atenção integral ao outro. De corpo e alma. É algo nosso, do Eu feminino.
Ao mesmíssimo tempo, queremos ainda cuidar de nós. Conseguir tomar três litros de água por dia, fazer, ao menos, trinta minutos de exercícios diários, ver um bom filme, viajar, fazer compras... Sim, queremos fazer compras (rs)...
Hoje, nossa rotina é deveras atribulada, e para que nosso "desfile" diário tenha aquela cadência perfeita, muitas vezes é necessário resgatar estas pequeninas coisas que nos compõem, que compõem nosso universo e, juntamente com carreira, casamento e filhos, completa nosso mosaico, deixando-o pleno.
É... desacelerar, separar dentre aquela fila de afazeres um tempo para si, para se refazer e se reconhecer. Mesmo que para isso, seja preciso reike, psicanálise ou qualquer outro caminho mais exótico.
Armas para não deixar a peteca cair, certamente temos. E neste trajeto, nos cuidarmos e nos amarmos também é fundamental.


Amigos e leitores, obrigada pelo carinho e presença constantes. Um blog é, acima de tudo, feito disso!
Um bom dia e um excelente feriado a todos!


domingo, maio 22

COM UM POUQUINHO DE FRIO




Ainda não estamos no inverno, propriamente, mas o friozinho já se mostra todas as manhãs. Eu, particularmente, não curto muito. Fico meio preguiçosa e sofro de pena das crianças quando chega a hora de ir para escola. Tirá-los da cama logo cedo é quase um pecado, rs... Depois parece que o dia assume seu ritmo e vamos tocando; Mais por hábito que por vontade, porque se depender desta última, nestes dias, prefiro me embrulhar nos cobertores e ficar mais um pouquinho na cama.
Mas São Paulo, como toda grande metrópole (olha eu viciada no tal ritmo, na loucura dos grandes centros), tem muita coisa bacana, também nesta época. Nem que seja  um simples chá num lugar badaladinho, ou um jantarzinho gostoso  naquele cantinho aconchegante do seu restaurante preferido.
Nestes dias também adoro me enfiar nos cafés das livrarias, folhear as publicações que curto e comprar um montão de livros (e depois arranjar tempo para ler todos). 
As crianças também aproveitam. A maioria destes espaços tem um cantinho todo atraente para eles; O Theo e a Sô adoram os contadores de histórias da Fnac e as oficinas da Livraria da Vila. O entretenimento segura a pimpolhada por um bom tempo e eles se divertem de verdade.
E em casa?
Minha mãe costuma mimá-los (e eu aproveito), fazendo aqueles famosos bolinhos de chuva, cobertos com muuito açúcar e canela, os dois amam e ainda ajudam na hora de preparar; e essa coisa de levá-los pra cozinha também é gostoso, não importa quantas vezes façamos, tem sempre cara de novidade pra eles.  
E comer é bom... Nestas horas esqueço aquela história de que no frio engordamos...
Tem coisa mais gostosa que escolher um lugar pra almoçar já pensando na sobremesa? Parece que até os doces tem mais sabor, no frio. Ainda tem os vinhos, foundues, capuccinos (minha sogra tem uma combinação mais que especial para preparar essa bebidinha. Depois que provei o dela, os outros perderam a graça.).
Logo mais entram também as guloseimas juninas (pinhão, canjica, pipoca). Da pra resistir?
E as cidades que são a cara do inverno?

É, muita coisa boa vem juntinho da estação fria. O vento gelado deixamos por conta de um bom cardigan e um cachecol quentinho.

Hoje ainda deu pra ver a carinha do sol pela Av. Paulista...

Beijos e boa semana a todos!
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