quarta-feira, outubro 27

DE MÃE PRA FILHA

Meu relacionamento com minha mãe nunca foi lá um mar de rosas (cresci ouvindo essa definição para as coisas boas da vida: Mar de Rosas. Porém a sensação que esse termo me trazia nunca era boa... (rs). Mar de Rosas... Não que eu não goste de flores, muito pelo contrário,  mas penso que muuuitas delas juntas,  como numa onda, logo despertariam minha rinite e tudo o mais que vem junto com ela. Se uma ou outra tivesse escapulido com espinhos... bom, eu nem preciso dizer, não é?).
Mas ok. Resumindo eu e minha mãe nunca fomos de longos papos, nem muitos laços; ela nunca foi muito preocupada com aquelas questões que as mães normalmente encanam. Tudo sempre foi muito tranquilo entre nós duas, eu diria (até demais). Mas mãe é mãe e aprendi a respeitá-la. Ela me ensina, e eu a ela e vamos seguindo.

Entretanto, para mim e para a Sofia, quero tudo diferente. Muito diálogo, muitas brigas (porque até certo ponto são mais que saudáveis e sei que com ela crescemos), muita troca, amizade e amor.
Uma vez ouvi uma frase, e ela veio de uma amiga que prezo demaaais, dentro de um contexto que também não pude deixar de considerar: O FILHO QUE FOMOS PARA NOSSOS PAIS, É O FILHO QUE TEREMOS PRA GENTE... algo desse tipo. 
Embora a frase tenha me metido um medinho, me fez  refletir... depois deixei pra lá. Mas independentemente de algum viés que ela possa carregar, quero construir um caminho firme, certo pra trilharmos, minha filha e eu (hoje estou falando especificamente sobre relação de mães com filhas. Por que as vezes é tão difícil, tão diferente de nossa relação com filhos?), até onde nos for permitido chegar.

Até aqui posso me dizer feliz com o que temos construído. Sim, estou feliz. 
Às vezes ela chega em mim e diz: Mamãe, te amo. Eu me emociono. Outras vezes ela faz um desenho, pinta e me dá de presente. Também curto como o mais valioso dos mimos. Parece bobagem, ou comum entre mães e filhas nesta idade, mas como eu disse, nunco tive essa chance com minha mãe, ela se afastou um pouco antes, sempre muito reservada, meio distante...

Postei alguns desenhos da So. As imagens falam mesmo, mais que mil palavras que eu procure pra dizer de tudo isso.
Dá  pra resistir? 
Beijinho, filhota!

Ah, esse é do Theo. É a casinha encantada, segundo ele.
Já assina suas obras, rs.
Bjo filho!

Por último aquele jardinzinho fofo,
que nenhuma criança passa a infância sem fazer.
Pelo menos as meninas, né?
Lindo!
A mamãe adorou, So!

Fica também mais uma diquinha de livro para os kids. Esse foi o Theo quem trabalhou durante esse ano.

É o Jogo Jogado, da Regina Rennó.
Um joguinho super divertido com as palavras, tendo como tema central as brincadeiras de antigamente - aquelas que nós aproveitamos bastante e que não são mais tão presentes na vidinhas dos nossos pequenos.

O Theo adorou ver as pipas e bolas de gude. A Sofia curtiu o jogo do  passa anel.
E pensar que nós brincamos disso.

Fico por aqui. E vocês mamães, como se relacionam com suas filhas? Será que é lenda ou existe mesmo entre elas e os papais, um "q" de doçura mais caramelado do que conosco?

Beijos

27 comentários:

Tatiana disse...

Mi querida!!
Bom...eu, como so tenho 2 meninos, estou carente desses mimos e delaraçoes de amor..rsrs!!
Principalmnete agora na adolescencia...vixie!!!
Agora quanto a mim e a minha mae..hummm...estou mais do tipo que: falamos muito e brigamos muito..rs, principalmente depois que casei, tive a minha casa e morei longe.Ficou mais dificil,eu aceitar muito pitaco sem pedir...tenho que aprender a ser um pouco mais tolerante!(Mesmo pelo telefone).
Mi, voce me tocou bastante quando comentou que preferia diálogos e brigas á ausencia,eu tambem nao tenho a menor duvida disso, deve ter sido bem dificil crescer em uma relaçao assim. O bom de tudo isso é que saiu essa mulher forte, maravilhosa e super maezona!!!
Que desenhos mais delicados e sensiveis, principalmente os da sua filha(rsrs...como sao diferentes dos meninos).
Beijocas e parabens pelo lindo texto!!!

Chica disse...

Que lindo depoimento.Adorei essa dica de livro e o mais de tudo, os lindos desenhos que são pra serem guardados pra sempre!beijo,chica

Juliana Dalzoto disse...

Oi Mi!!!
Que desenhos lindos!!! Ai, eu adoro essa fase dos desenhos! Minha mana sempre faz para mim! E eu guardo todos, com muito carinho!

Eu náo tenho filhas entáo náo sei o que te dizer, mas acho que vc está no caminho certo, principalmente por se dar conta da sua própria relação com a sua mãe...

E eu sempre fui da minha mãe, então acho que sou um caso a parte, mas ao me tornar mãe tb, passamos por uma fase bem complicada e reveladora, e isso que eu tive um menino!!!

De qq forma, boa sorte, Mi! Eu acredito muito no amor! E isso vc tem de sobra, então, certamente vc está plantando boas sementinhas :-)

Beijão
Ju

Deia disse...

Oi Mi!! Na correria mas sempre que posso visitando os amigos! Tive uma relação incrível com minha mãe, tenho admiração, carinho e respeito pela mulher forte e determinada que ela é. Ela só não é muito de dengos, sabe como é? Mas eu e minhas filhas somos um dengo só! Muitos beijos estalados, roubados, dados, abraços, gargalhadas, uma farra deliciosa. E muita conversa, como minha mãe sempre teve comigo! Tê-los e não saber aproveitá-los é o maior prejuízo que adicionamos no saldo de nossas vidas!! Beijocas amiga lindaaaa! Deia.

Cristina João disse...

Oi Mi,
Que bom que a cada geração podemos rever novos conceitos e melhorar aquilo que pode ser melhorado, parabéns pela franqueza.
Estou aguardando as biografias dos pequenos pra série EU POR MIM MESMO lá no RECOMADRES e um texto da mamãe para a série TRICOTANDO COM AS RECOMADRES, afinal, comadre é pra essas coisas, né?
Beijos,
Cris João.

Mi Satake disse...

Amigas, confesso q qdo postei esse texto, imaginei: será que exagerei? Compliquei...
Mas não. Como vcs sentiram e me passaram coisas tão lindas com os recadinos que deixaram. Eu que me emocionei, agora!
Adoro demais esse circulo que criamos e alimentamos com tanto carinho!
Um beijo sem tamanho
Mi

Flávia disse...

Oi Mi!
Eu não acredito na frase que diz que nossos filhos serão como fomos para os nossos pais.
Tô lascada!!! rsrs

Mas falando sério, não acredito nisso mesmo! Até porque a geração é outra, tudo muda. A não ser que você mesma faça questão de que tudo se repita na geração dos seus filhos. Aí tudo bem, pode ser tudo igual ou parecido.

Eu e a minha mãe também não somos muito de trocar altos carinhos. Sinto falta sabe.
Por isso quero transformar isso em muitos chamegos com meus futuros filhos. Não quero que eles sintam a falta que sinto hoje.

Meu marido até diz que tenho que tomar cuidado para não sufocá-los! rsrs

Adorei seu texto querida.
Um beijão!

ONG ALERTA disse...

Amiga filhos são nosso maior tesouro na vida, apenas ame...ame todo dia só isso...com amor se constrói vida...
Beijo Lisette.

Malu disse...

Mi ,

Mais que lindo , maravilhoso seu post.
Texto , desenhos , tudo !


Quando fala em filhos , sou toda emoção ,...Rsrs
Mãe mais que coruja .



BjO Imenso e um Dia Lindo feito Você !

Rosi Tonaco disse...

Oi Mi!!
Quando meu sobrinho era mais novo ele adorava esse joguinhos. Mas agora não tem criança mais na família, o caçula já tem quase 13 anos :O

Sobre suas dúvidas: Adoro quando vocês perguntam, sério mesmo. Para mim é um prazer poder falar um pouco dessas coisas que fui aprendendo. Pergunte sempre que quiser!
bjks

Mariana disse...

oi, te achei finalmente, obrigada pelo carinho e a visita no blog. adorei o teu tb, adoro o audrey.
beijos, mariana

Pérola Anjos disse...

Lindos os desenhos e os sentidos deles.

O teu blog, além de legal e poético, é um encanto!

Obrigada por soltar as linhas pelos meus ares. Volte sempre!

Beijos!

Expe disse...

oieee

adorei seu blog,estou te seguindo.Siga-me tb.

beijoss

http://antene-semakeup.blogspot.com/

Nutrição e Cia disse...

Mi relacionamento de mãe com filha, só tendo pra saber. Hoje sou mãe e quero ser diferente da minha que nem me criou, foi minha avó paterna que o fez. Tenho contato com ela como se fosse uma tia, mas quero ser uma boa mãe pra minha linda. Faço o que posso por ela, gosto de cuidar de suas roupas e fico péssima quando ela não quer comer minha comida. VOu ser mãe e ela filha, depois conto como foi tudo, tá?! Hahahah!
Bjs

chrisccorcino disse...

Nem me fale em relação mãe porque virei mãe da minha hahahaha. Minha vontade é colocar no colo o tempo todo. E na verdade, do meu pai também.
Obrigada pelo carinho no blog.
Beijos.

Betty Gaeta disse...

Oi Mi,
Eu adoro minha filha, mas vou contar uma coisa, é impossível (é isto mesmo que vc leu: IMPOSSÍVEL)passar impune pela adolescência de uma filha.
Eu fui mãe muito cedo e minha filha já é adulta, mas minhas amigas estão vivenciando hj a adolescência de suas filhas e eu fico de certa forma revivendo o que passei. Só posso dizer que passa, mas não é fácil!
Curta muito a Sophia hj, pois mais hr, menos hr, sua criança vai virar crionça, e se vc tiver bons momentos para recordar, vai ficar mais fácil para passar por esta fase terrível.
Bjkas e uma ótima noite para vc.

http://gostodistonew.blogspot.com/

Isadora disse...

Oi Mi sempre tive uma relação muito bacana com a minha mãe: muito carinho, muita troca, preocupação, conselhos.
Ela é o meu amparo, o meu porto seguro sempre. Muitas vezes, eu corro para seu colo, pois sei que embora seu amor seja imenso, ela sempre será justa e me fará ver com clareza as situações, até as que por ventura eu esteja errada e essa mesma relação que busco com a pequena.
Sou mãe, mas sou amiga e sempre estarei por perto para o que der e vier.
Essa abertura é fundamental para uma relação de amizade e saudável.
Fico feliz por saber que você e sua pequena estão trilhando e construindo também uma relação regada a amor, carinho e daqui a um pouquinho conselhos.
Um beijo

Ioly a dona do verdades... disse...

Mi,muitas vezes, as pessoas que nos cercam, mais precisamente os familiares, são espíritos com os quais temos contas a acertar, nossos devedores ou credores de outras vidas.
O convívio é para aprendermos a amarmos. Sei que às vezes achamos que não dá, mas com o tempo, e esforço, percebemos que é possível.
Sabe eu e meu pai sempre vivemos no limite do stress, discutindo até quando concordávamos em algum assunto.
Hoje tento relevar e dar mais importância ao lado positivo dele. Todos nós temos.
Em outra encarnação esse sentimento estará construído. Pense que ela precisa de sua ajuda.
Sabe daquela história que quando alguém não te dá um sorriso é naquele momento que está precisando do seu?
Bjkas mil

Shuzy disse...

Ainda não tenho filhos, mas viajei pro futuro com esse post. Lindos desenhos!

c r i s disse...

Mi, que coisa boa teu cantinho, adorei demais conhecer!!
Eu e minha filhota de 13 anos, somos muito amigas, temos uma troca bem legal, brigamos também, off course...mas geralmente nos grudamos nas coisinhas de menina!! Também às vezes, me enrolo na educação dos dois (tenho um casal), e realmente é tão diferente menino de menina!! Acho mesmo que tem um doce a mais com papais e filhotas, mas quando a relação é bem construída dá prá levar na boa!! Tô aí, vivendo e aprendendo!! Bjo!!!

AC disse...

Um belo post, Mi!
É comovente a relação que tem com seus filhos.

beijo :)

Maricota by Marianne disse...

Ai...amei esse post! amo ilustrações, tenho uma pasta repleta de desenhos do Theo guardo todos e desenho muito com ele também!Eu e o Theo somos um grude só, ele é mais apegado comigo e temos muito em comum!
Ai como é bom!
Bjks.
Mari

Micheli disse...

Oi, amiga!
Bem, eu perdi minha mãe muito cedo, nem tenho recordações dela. Meu pai era super fechado, nunca foi de abraçar, conversar. E é assim com a neta também, quando muito, observa e pronto. Parece sempre distante.
O que procuro ser com a Clara é muito diferente: somos companheiras. Dou o máximo de carinho, afeto, atenção e claro, limites sempre que preciso. Procuro educar de uma forma diferente de como eu cresci. Por hora, apesar das birrinhas da idade, sinto-me feliz na relação com ela. A gente se entende - muito.
Amei seu texto e os desenhos das crianças.
Beijo grande!

Vanessa Souza Moraes disse...

Eu tenho mãe.

Mas não sou - mãe.

Psicanaliticamente falando, mães e filhas tem sempre uma relação mais complicada que mães e filhos homens. Não impossível, mas de convivência mais difícil.

adri disse...

é amiga vamos seguindo a vida tentando não repetir os erros de nossas mães e com isso vamos criando nossos proprios erros (piso na bola direto...mas graças a Deus não tenho nenhum problema em pedir desculpas, quando perco a paciência solto meia duzia de palavrões fico p da vida dai....5 minutos depois quando vejo os biquinhos das minhas criaturas me arrependo e ai vem meia hora de desculpas e papo cabeça....ninguem merece...)
Tenho uma caixa cheia de desenhos que vou juntando, de vez em quando abro e fico dando mil risadas sozinha vendo os desenhos da Karina quando ela mal sabia segurar um lapis, são momentos muito especiais!!!!!

Alessandra disse...

Oi Mi, adorei seu post !
Apesar de ter uma relação legal com minha mãe, acho que gostaria de fazer um tantinho diferente com meus principes, que por si só já é uma relação diferente (mãe de meninos).
Tenho certeza que com tanto amor vc vai fazer uma historia linda com seus pequenos.
Um beijo

Maria Dias disse...

Engraçado estou passando os olhos muito rápido por tudo e estou adorando e tendo muita vontade de ler com calma e comentar mas como estou no meio da arrumação do q será meu futuro escritório e li vc falar do mar de flores e tb tenho riniti e por incrivl q pareça nao tenho crise com elas...rs...

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