Falar, falar e falar.
Até que ponto devo falar? Em que momento devo parar?
Até onde posso seguir falando, expondo, divergindo, me impondo e continuar equilibrada, paciente, naquela temperança ideal?
Falamos ( na verdade tentamos), com nossos maridos, pais, filhos na tentativa de abrir um canal de comunicação, uma linha invisível, porém presente para todos, e que através dela se estabeleça o diálogo sempre que necessário, facilitando as relações entre todos, ok?
Mais ou menos...
Alguns pensam diferente, ou pelo menos é o que demonstram... e esses estão fazendo nada menos que desfrutar do que lhes é de direito, fazendo uso de seu livre-arbítrio, de sua liberdade de escolha; talvez seguindo pela estrada mais cheia de curvas, mais acidentada e traiçoeira, mas ainda dentro daquele painel de possibilidades que lhes é oferecido e da mesma forma, à todos nós. (Confesso que naqueles dias em que a paciência bateu asas sabe-se lá pra onde, tenho vontade de abrir a cabeça desses indivíduos e ver o que se passa lá dentro, com a mesma curiosidade que eu tinha de ver o potinho de ouro do final do arco-íris, quando era criança...)
Particularmente, prefiro abrir logo o jogo; sim, por as cartas na mesa e me resolver, penso que assim me ajudo e aos outros quando possível e me é permitido, e por qual razão?
Receio que seja simples e complexa a resposta: Aprendi assim.
Sinto que esse é o certo e o mais razoável e justo, comigo mesma e com os demais. E falando sobre isso, sobre aprender, li em algum lugar que o que crescemos ouvindo, é o que nos programa (reprogramar dá trabalho), difícil fazermos diferente. Sei também que nós mulheres, venusianas que somos (Leiam: Homens são de marte e mulheres são de vênus), temos mais facilidade em dialogar, em pedir e em nos abrir, é da natureza feminina.
Nesse ponto, volto àquela questão do início do post: Até que ponto devo falar?
Pensando bastante, refletindo sobre as relações que já vivi, sobre o que já conquistei e usufrui na minha pequena jornada, sinto que por muito pouco ter ouvido de pessoas que amo muito, até hoje, devo falar aos que me são caros, pelo bem que quero a eles. Em outras palavras: Pelo amor e companheiro de nossas vidas, vale a pena nos desgastarmos falando (ok, meninas, tem horas que é bom silenciarmos um tiquinho, né?), pedindo, mostrando, já que eles tem muuuita dificuldade de enxergar o que está diante de seus narizes, pelos nossos pedacinhos preciosos, nossos filhotes, vale sempre dialogar, se sentar, olhar nos olhinhos, explicar...incansavelmente.
Uma vez ouvi:
Fulano merece tudo isso?
Sei que cada um de nós sabe quem tem ao seu lado e o quanto cada um deles merece atenção, merece palavras...
Obs.: Vendo tantas relações enroscadas pela falta de comunicação eu me inspirei por isso redigi essas linhas, meninas...
Amei também e achei importantíssimos os posts publicados nos blogs abaixo, me inspiraram a abordar de novo a questão do comunicar:
http://mulherdecarneeosso.blogspot.com/2010/05/grego.html esse aqui é da minha amiga Cláudia. Muito legal o texto e divertido também. (Ai como sofremos em nossas relações às vezes, né amiga? Mas no fundo vale a pena, vale porque amamos muito!)
http://blogandreapagano.blogspot.com/2010/07/uma-questao-de-comunicacao.html aqui fala inspiradíssima a linda Andréa. Tudo de bom, também!
Beijão pra todos!











