quarta-feira, julho 7

FALAR DE FALAR


Falar, falar e falar.
Até que ponto devo falar? Em que momento devo parar? 
Até onde posso seguir falando, expondo, divergindo, me impondo e continuar equilibrada, paciente, naquela temperança ideal?
Falamos ( na verdade tentamos), com nossos maridos,  pais, filhos na tentativa de abrir um canal de comunicação, uma linha invisível, porém presente para todos, e que através dela se estabeleça  o diálogo sempre que necessário, facilitando as relações entre todos, ok?
Mais ou menos...
Alguns pensam diferente, ou pelo menos é o que demonstram... e esses estão fazendo nada menos que desfrutar do que lhes é de direito, fazendo uso de seu livre-arbítrio, de sua liberdade de escolha; talvez  seguindo pela estrada mais cheia de curvas, mais acidentada e traiçoeira, mas ainda dentro daquele painel de possibilidades que lhes é oferecido e da mesma forma, à todos nós. (Confesso que naqueles dias em que a paciência bateu asas sabe-se lá pra onde, tenho vontade de abrir a cabeça desses indivíduos e ver o que se passa lá dentro, com a mesma curiosidade que eu tinha de ver o potinho de ouro do final do arco-íris, quando era criança...)
Particularmente, prefiro abrir logo o jogo; sim, por as cartas na mesa e me resolver, penso que assim me ajudo e aos outros quando possível e me é permitido, e por qual razão?
Receio que seja simples e complexa a resposta: Aprendi assim.
Sinto que esse é o certo e o mais razoável e justo, comigo mesma e com os demais. E falando sobre isso, sobre aprender, li em algum lugar que o que crescemos ouvindo, é o que nos programa (reprogramar dá trabalho), difícil fazermos diferente. Sei também que nós mulheres, venusianas que somos (Leiam: Homens são de marte e mulheres são de vênus), temos  mais facilidade em dialogar, em pedir e em nos abrir, é da natureza feminina.
Nesse ponto, volto àquela questão do início do post:  Até que ponto devo falar?
Pensando bastante, refletindo sobre as relações que já vivi, sobre o que já conquistei e usufrui na minha pequena jornada, sinto que por muito pouco ter ouvido de pessoas que amo muito, até hoje, devo falar aos que me são caros, pelo bem que quero a eles. Em outras palavras: Pelo amor e companheiro de nossas vidas, vale a pena nos desgastarmos falando (ok, meninas, tem horas que é bom silenciarmos um tiquinho, né?), pedindo, mostrando, já que eles tem muuuita dificuldade de enxergar o que  está diante de seus narizes, pelos nossos pedacinhos preciosos, nossos filhotes, vale sempre dialogar, se sentar, olhar nos olhinhos, explicar...incansavelmente.
Uma vez ouvi:
Fulano merece tudo isso?
Sei que cada um de nós sabe quem tem ao seu lado e o quanto cada um deles merece atenção, merece palavras...

Obs.: Vendo tantas relações enroscadas pela falta de comunicação eu me inspirei por isso redigi essas linhas, meninas...
Amei também e achei importantíssimos os posts publicados nos blogs abaixo, me inspiraram a abordar de novo a questão do comunicar:

http://mulherdecarneeosso.blogspot.com/2010/05/grego.html esse aqui é da minha amiga Cláudia. Muito legal o texto e divertido também. (Ai como sofremos em nossas relações às vezes, né amiga? Mas no fundo vale a pena, vale porque amamos muito!)

http://blogandreapagano.blogspot.com/2010/07/uma-questao-de-comunicacao.html aqui fala inspiradíssima a linda Andréa. Tudo de bom, também!

Beijão pra todos!

2 comentários:

Andrea Pagano disse...

Bom dia Miiiii!
Hoje consegui acordar cedo porque ontem fui dormir cedo, porque o blog tava maluco, achei bom ambos descansarem...rsrrs

Obrigadíssimo pela referência, ando desabafando bastante porque percebo que as coisas andam indo tão rápido e sinceramente acho que as pessoas não estão se dando conta o quanto é essencial conversarmos uns com os outros...

Sinto falta de gente para conversar, com disposição e tempo. Outro dia um amigo me convidou para almoçar e metade do tempo ficou no Nextel e olhando no relógio, enfim as pessoas vivem sem tempo para o outro....

Além disso os textos andam muitos complexo mostram que as pessoas estão cada vez mais sim vestindo fantasias para que possam ser vistas,como se o natural e o comum não tivesse mais vez...

Não sei onde isso vai parar porque a concorencia tá brava até para um simples bate papo...

Saudade de gente comum, de conversa fiada...essas coisas...

Bjs amiga, bom vir aqui!

Mi Satake disse...

Amiga, sou muito parecida com vc, primo pelas coisas simples da vida, sabe. E essa coisa das mascaras, das fantasias é verdade, e como é difícil bater um simples papo, hj em dia, né?

Bjão pra ti!!

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