segunda-feira, julho 19

DE BRAÇOS BEM ABERTOS

A vida é mesmo surpreendente. Eu, quando acho que já vi de tudo, consigo me espantar... mais com minhas próprias reações (já que no meu íntimo, acho que lamento não estar ou ter estado preparada para as situações inusitadas, complicadas ou... disparatadas da vida), do que com os fatos em si.
Somos mesmo, eternos aprendizes.
Quando penso que aquela é a estrada certa, única para o meu objetivo, a vida me coloca dentro de saias tão justas, que me vejo obrigada (aqui, pelo bom senso), a dar meia volta; quando imagino ter a maior das certezas, aquela matematicamente exata sobre algo ou alguém, olho nos olhos da vida e  tenho que frear meu carro de ilusões... sim, aquele carro cujo enchi o porta-malas de sonhos, apostas e talismãs.

Ao falar da vida, da nossa caminhada, citar percausos e desilusões, não mal digo minhas vivências, a intenção na verdade, é mostrar à mim mesma, a riqueza que me cerca e a todos nós e como a Divina Grandeza é bálsamo verdadeiro, confiando em nossa bondade e capacidade quando nos põe nas mãos um filho a ser educado, uma doença a ser combatida ou qualquer outro problema a ser transposto, mostrando com amor, que também espera de nós (e acredita que subiremos o monte), tanto quanto esperamos D'ela...
É amigos, e tudo isso, toda essa reflexão, porque passei alguns dias sem meus filhotes  ( eu queria dar  a eles essa oportunidade de provar um pouquinho de independência da mamãe e do papai, ser mais generosa...) e  acabei me surpreendendo com a tristeza que senti. Além da falta (óbvio), falta da diversão na hora do banho, da bagunça pra papar, e outros momentos que somente filhos nos permite provar, fiquei meio perdida em mim mesma (que crise)...
Pensava, repensava, "lavava minha louça suja" na tentativa de me organizar, aproveitar o tempo para rever meus projetos, meus hobbies, ficar de papo pro ar (isso acho até engraçado, porque há séculos não sei o que é  rs).

Porém, nada rolou com muita simplicidade sobre esses trilhos. Meu trenzinho descarrilhou feio. Depois de um dado momento desisti, seria impossível sentir-me uma pessoa normal, sem aqueles pequenos, tããão grandes.

Bom foi reencontrá-los.
Foi... poético! Como se toda minha vida tivesse se transformado em poucos dias. Mas não, o que mudou foi apenas e tão somente o modo como passei a enxergar algumas coisas.

10 comentários:

Albuq disse...

Menina que poético realmente!

Imagino, tudo que você sentiu. Eu tenho 30 anos, meu irmão 27 e quando a gente sai é uma novela, todos nos ligando para saber até os minutos que voltamos.

Entendo plenamente seu amor e entendo o aprendizado que foi esses dias sem seus filhotes, mas, muito feliz que chegaram prá colorir seus dias.
Você combina assim feliz e poética!

bjsssssssss enormes em todos viu, inclusive nos filhotes!

S* disse...

Tens uns textos lindos... sempre poéticos. E essa história... deliciosa.

Deia disse...

Mi, são outros objetivos, perspectivas, olhares que desenvolvemos quando temos nossos filhos. E, quando tomamos consciência de que a vida agora é desse jeitinho mesmo, fica ainda mais gostoso! MORRO de saudade das meninas se elas precisam ficar longe de mim! Como você tão bem descreveu: a casa perde a forma, as horas perdem o rumo! Um beijo, Deia.

Mi Satake disse...

Lindas, amei os comentários!
Amei a visitinha, como sempre, claro!

Amigas, viver sem os filhos, mesmo q poucos dias ou horas é doído demais.
As mães que perderam os seus, são com certeza heroínas por continuarem na luta e muitas vezes fazendo daquilo o tal aprendizado que tentei fazer (e passei apenas um período sem eles,...)

Um beijão e ótima tarde a todas!

Rosi Tonaco disse...

Adorei o blog e vou indicar para os meus amigos!! Estou seguindo você e ficaria muito feliz se você seguisse o meu também!
www.tressebien.com
bjks

Mi Satake disse...

Rosi, seja muitíssimo bem-vinda!
Amei teu blog, tb.

Bjão

Andrea Pagano disse...

Mi,
Entendo-a completamente...Quando raramente aqui em casa temos a oportunidade de ficar uma unica noite assim e ir à um restaurante, bar, qualquer lugar sem a falação da Pietra no banco de trás, relamente é como se uma parte do nosso corpo estivesse faltando... è estranho porque ao mesmo tempo que PRECISAMOS disso, não sabemos como lidar com nossos sentimentos quando isso acontece...
Esses dias falei para o Carlos que estava com muita vontade de ir com ele ao cinema e ficar só nos dois (nçao temos família para ficar com as meninas aqui em Campinas), pois estamos precisando...
Bjs e ótima semana para vcs!!!
Bom tudo voltar ao normal dentro e fora de tí

Ester disse...

Mi, que coisa linda!

Aí está um texto urdido do fundinho dos neuorônios, já não falo do coração porque é retórica já gasta, a razão versus sentimentos, e claro vence o mais forte,

adorei o seu texto, porque a impressão que dá é que vc está inteira nele,


Bjs!

MAILSON FURTADO disse...

Belo blog, bela postagem...

Excelente trabalho!!!

Fiquei feliz em conhecer...

Veja:

http://mailsonfurtado.com

Mi Satake disse...

Queridíssimos, obrigada pelas observações tão generosas e tão bonitas.
Vcs são sem sombras de dúvidas, especiais!

Abraços apertados!

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