quarta-feira, junho 2

PLANTANDO COM AMOR, PRA COLHER AMOR


Às vezes me sinto velha.
Há um tempo atrás, minha cunhada Fernanda brincou: Quando você não sabe mais as músicas que tocam no rádio, e vive apagando luzes ou verificando quantas estão acesas em casa, você está velha! Nossa rimos muito. Porque o tempo passou mesmo e as preocupações, especialmente com os filhos, povoam a mente sem deixar espaço pra muita coisa.
Como se não bastasse, ainda consigo me sentir meio... fora de moda também. Exato, fora de moda!
Quando ouço as conversas dos adolescentes de hoje, o modo e a naturalidade como lidam com situações que pra nós, em nossa época eram absurdamente conflitantes, quando vejo as habilidades dos meus filhos, tão pequenos, no video game (e sabemos que esses jogos eletrônicos, bem ou mal, são um dos passa-tempos preferidos das gerações de hoje), logo penso (entre risos): Sim, agora é a vez deles! Porém, apesar de me pegar surpresa ainda, com tanta energia e perspicácia, acho que tudo isso segue o curso que deveria seguir.
De tudo, o gostoso é saber que caminhei até aqui, procurando sempre preservar o melhor de mim e me firmar de modo a ser a fonte de amor e sustentação, que a So e o Theo possam procurar quando os pezinhos vacilarem, quando o medo tentar sondar ou a dúvida insistir em perseguir.
Garantias de fortuna e felicidade perfeitas não posso dar a eles, mas acompanhá-los dia-a-dia, ensinando sobre respeito, sobre a natureza e como preservá-la, sobre responsabilidade e amor (principalmente e antes de tudo para consigo próprios), isso quero muito e posso fazer, com imensa alegria.
Mostrar aos nossos filhos o valor da vida, das virtudes e da auto-estima, talvez garanta no mínimo paz, e nela repousa a alegria e os momentos de tranquilidade e felicidade.
Filhos, um beijo e todo amor do coração da mamãe pra vocês.


(Inspirado em "Felicidade" de Içami Tiba)

terça-feira, junho 1

MULHER POSSUÍDA, MAS DE INSPIRAÇÕES


(Este post deveria ter sido publicado no fim de maio, mas como fiquei sem net...
Porém, feitas as devidas alterações, acho que ainda dá pra aproveitar esse texto e dividí-lo com vocês.)

O mês de maio acabou, foi embora o mês das noivas, o mês das MÃES. Pra mim um mês muito, muito especial, porque além de como ele agracia todas as mães, nele comemoro a cada ano, a vida de alguém especial demais pra mim: o Sandro.
Sem contar que todo ano, nessa época, também sou presenteada por outras coisas legais e... poéticas, como o show de cores das flores de maio (aqui em casa minha mãe cultiva algumas, que quando florescem me deixam fascinada). São cores, forma e beleza únicas.
E por tanto falar em mãe, esse post, na verdade foi inspirado por um achado: Um desenho da minha filhota...
Vou contar com detalhes.
Enquanto eu ajeitava as coisinhas na mochila escolar da Sofia (ê que bagunça essa pequena apronta com o material), encontrei um desenho lindo feito por ela: uma bandeira toda colorida de rosa, lilás e vermelho... segundo ela, as cores do nosso amor. No centro trazia nossos nomes, dentro de um coraçãozinho meio torto, visto feito pelas maõzinhas de 6 anos dela.
Observei também, que não era nenhum trabalho de escola, era "coisa dela", dos seus sentimentos, da pequeninês que já transborda amor puro.
Parece simples, mas ver meu nome ao lado do dela, coladinho, me passou uma sensação boa de acolhimento, alegria e endosso (do Alto), de que estou fazendo o certo, de que estou conseguindo ensinar a ela ( e ao Theo) sobre o essencial: Amar, fazer de coração e com confiança e, sobretudo, mostrando com carinho e amizade, contruindo pra nós duas, um chão que poderemos trilhar JUNTAS e para sempre.

VOU PEDALANDO


Acho que essa é a analogia que melhor desenha o "tempo" da minha vida, ou pelo menos aquele que tento praticar. Cansei de altas velocidades, de brigar com as horas, com os minutos do meu dia... (apesar de ter que policiar sempre a ansiedade)
"Pedalando" tenho mais tempo pra pensar, pra sentir o vento bater no rosto, pra observar;
"Pedalar" é ecologicamente correto, consciente e mais prazeroso;
"Pedalar" faz bem pro corpo, é o ideal;
"Pedalando" não vou tão rápido, mas talvez esteja aí a chave mágica (e simples) que me permitirá perceber.
Perceber melhor o que me rodeia, o que vejo todos os dias, mas não enxergo, como um sorriso espontâneo (mesmo que desconhecido), as primeiras letrinhas das crianças na escola, as gargalhadas deles diante da TV assistindo os desenhos preferidos, aquela plantinha que deu flor; é, aquela que esperei tanto, por duas ou mais primaveras seguidas, cultivando ...
Sinto que pra viver de verdade tudo isso preciso parar, ou ao menos reduzir...
Portanto é assim que quero ir pela vida: nem tão devagar, nem tão rápido, quero aproveitar meu fôlego pro melhor, me esforçando, dando tudo de mim nas subidas, pra logo depois curtir a descida, abrindo os braços, agradecendo...
... assim pedalando.

VOLTEI!

Pode ir armando o coreto
E preparando aquele feijão preto
Eu tô voltando
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar
Muda a roupa de cama
Eu tô voltando

Dá uma geral, faz um bom defumador
Enche a casa de flor
Que eu tô voltando
Pega uma praia, aproveita, tá calor
Vai pegando uma cor
Que eu tô voltando
(Da música TÔ VOLTANDO - Simone)

Nossa, após quase um mês sem internet (com sensação de um ano), tô de volta... Infelizmente, nesse período não pude acompanhar meus favoritos, tampouco postar o que gosto e acho interessante, mas vou recuperar o tempo perdido, e como ansiosa convicta vou mandando um post atrás do outro pra vocês (porque nesse meio tempo desconectada do mundo, anotei as principais inspirações pra mais tarde registrá-las aqui).
Beijos a todos!
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