...E assim deve ser na vida... quando o tristeza sorrateira e gélida, tentar arrodear-te de ti, tomando-lhe o corpo e as vontades, empurra-a com a força de teu coração, com a luz do íntimo do teu ser, dando espaço aos raios de sol encobertos pela massa pesada de tais nuvens e segue. Caminha sentindo a areia morna que teus pés tocam agora...Na grande escola da vida, tudo são conquistas, inclusive as tentativas.
quinta-feira, julho 15
quarta-feira, julho 14
O ENCONTRO COM DIANA
Frio. Fim de tarde cinzento, desses de outono. Pela falta de cores no céu, a noite chegaria gelada, pensava Ana olhando para o alto.
Sempre agitada entre seus afazeres, parecia correr atrás das horas, no afã de dar primeiro a volta no relógio. Apesar disso dizia-se equilibrada; toda agitatação era circunstancial... tola ela, na tentativa de enganar-se.
Respirou.
Ainda agitada, passava os olhos em tudo que a esperava fora do lugar. Incomodava-se. Organizava seu espaço, como se organizasse a própria vida, correndo incessantemente, inutilmente. Tentava ocupar-se da leitura que arrastava há meses. Lá fora, o tum tum tum da obra vizinha e os cães que latiam em coro, somavam-lhe mais inquietação.
Ainda agitada, passava os olhos em tudo que a esperava fora do lugar. Incomodava-se. Organizava seu espaço, como se organizasse a própria vida, correndo incessantemente, inutilmente. Tentava ocupar-se da leitura que arrastava há meses. Lá fora, o tum tum tum da obra vizinha e os cães que latiam em coro, somavam-lhe mais inquietação.
Na cabeça ocupada de Ana, cuja mente estava há léguas do livro aberto em vão, eram muitos os pensamentos, as vontades embaralhadas, as inseguranças. Nesses momentos o sono entorpeci-lhe como remédio eficaz.
Porém naquela tarde, uma voz aguda cortara o silêncio de suas angústias:
- Ana, tem visita. Era sua mãe, que andava pelos corredores da casa.
Espantou-se.
Diana veio ver-lhe...
Um sorriso ansioso ocupou o lugar da feição preocuda.
Diana era uma amiga de muito tempo.
-Bom ver-te, disse Ana! Pensando na supresa que os ventos frios do dia, haviam lhe preparado.
Sentaram-se.
Olhavam-se. Os sorrisos alegres colocavam brilho nos olhares contentes, ainda meio sem graça.
Conversaram entusiasmadas como que quisessem aproveitar aquele fiapo de tarde, e naquelas poucas horas, falar tudo o que não falavam há muito. Assim, contaram da vida, dos filhos, do fortuito...alegraram-se com as conquistas, esperançaram-se para o dia que as acordaria dali a algumas horas.
Contaram as rugas de seus sorrisos, que insistiam em participar do diálogo. Aquilo era mais que novidade para ambas, um detalhe que preferiam encarar como atributo do tempo e da vida, nada mais.
A noite caiu leve,contrariando as previsões de Ana.
Abraçaram-se calorosamente, despedindo-se ainda tímidas uma da outra, contudo carregadas de felicidade, como se os momentos há pouco trocados tivessem sido o que procuravam, sem sequer imaginarem, e mais que isso, como algo que deixaria os portões abertos para aquela amizade pura de sempre.
Ana sorria...
terça-feira, julho 13
FAMÍLIA Ê, FAMÍLIA A, FAMÍLIA...
Falar de domingo me remete logo aos encontros na casa da minha avó confraternizando com tios e primos. Quando a tínhamos entre nós, isso era frequente e muito, muito gostoso.
No fim do dia, imagino que tomados pela energia das crianças (Leo, Thi, Sofia e Theo, juntos, conseguem jogar nintendo, bola e navegar pela internet rs, tudo ao mesmíssimo tempo e interagindo entre si, haja fôlego), fomos assistir Toy Story 3 (Theo chorou com alguns dos personagens novos, ficou com medo do ursão cor-de-rosa... mas aguentou firme), e aproveitar pra curtir mais um tempo juntos, nós todos. Aff, que esse post enchi de parênteses hein...
Foi demais de bom... E quando ouvimos aqui e ali que as boas coisas da vida são as mais simples, é a mais pura das verdades.
Tenho grandes homens na minha vida, e nesse dia curti com três deles: o marido (esse me inspira os dias), meu irmão ( amigo do coração) e meu filhote (pãozinho de queeeeijo da mamãe).
No que se refere ao equilíbrio delicado dessa farra, meus beijos e flores vão pra Clau e, com todo o carinho do muundo, pra minha doce Sofia.
Família nos preocupa, sim, muitas vezes cansa, nos faz questionar tantas coisas, contudo, muito antes disso nos cerca de proteção e carinho, e foi nesse clima que aproveitamos esse final de semana.
Enfim, to aqui agradecendo cada minutinho que dividimos, que em cada gesto e sorrisos nos ensinou um pouco mais sobre generosidade e amizade.
segunda-feira, julho 12
MINHA AURA COLORIDA
Tanto na vida nos inspira poesia, nos enche de graça, emoção e alegria; a aura festeja colorida, radiante, decidida...
Meus filhos me inspiram assim, me deixam vibrante, imune... sinto-me pronta, forte, cheia de coragem e certeza.
Por vezes me vejo tão pequena e tão indefesa, fragilizada por esse sentimento de amor imenso, tão puro. Ao mesmo tempo sinto-me tão forte, tão sabida de mim e da vida, tão pronta desde sempre para guiá-los!
Nos olhinhos, os olhos dele,
nos coraçõezinhos, o meu, agitado e festeiro
nas mãozinhas dadas, nossas almas entrelaçadas desde muito!
THEO E SOFIA, pequenos da mamãe!!!
THEO E SOFIA, pequenos da mamãe!!!
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