Não, não precisa ser até que a morte separe; o legal é ter e poder contar com um verdadeiro amigo, durante a longa jornada de buscas e descobertas que cada um de nós experimenta. Enquanto tiver que ser.
Há os que se dizem avessos ao matrimônio, ou pelo menos a toda aquela coisa ritualística das cerimônias, mas o que normalmente percebo (especialmente nas rodas femininas), é que todos aqueles que estão fora, como diz o ditado, querem se encontrar... digo, entrar!
Falando por mim, confesso que mesmo carregando dentro do peito uma faceta sempre romântica, me pegava confrontando esse tal romantismo e praticidade, o emocional e o racional, procurando me assegurar que estava no controle de tudo (como se fosse possível).
Vivendo hoje bem casadinha, sinto que, por aqui, foram generosos os ares do casamento. Passamos diversas fases. O fácil, o difícil, o encantador. As manias, as coisas engraçadas, as absurdamente irritantes (rs), as que aprendemos a tolerar... e contudo, acho que ganhei um "novo espírito", que me revitalizei depois dos votos de fidelidade. E lá se vai um "bombocado" de anos junto dele...
Promessa de felicidade não temos quando se pensa em vida a dois, mas com certeza ela se torna mais intensa e mais bonita. O dia-a-dia são aquelas velhas e eternas tentativas de equilibrar tudo: filhos, trabalho, o marido... dentro das minhas várias fases e humores. Tentar combinar amor, respeito, cumplicidade e ainda preservar meu eu, minha individualidade. Vira e mexe ouvimos que nós mulheres somos muito complicadas, mas sabemos que não é verdade. Somos sim muito cheias de sentimentos, meio vendaval de emoções (entre tantas outras coisas), que um abraço carinhoso já aquece, já acalma.
De verdade, somente bons parceiros são capazes de se sustentar na hora da dor, de sorrir os sorrisos mais sinceros nas conquistas e de quebra, ainda fazer com que o outro se sinta forte e poderoso para as batalhas que não cessam.

