segunda-feira, outubro 10

O mau...digo, o bom humor nosso de cada dia


Charme, elegância, um tiquinho de classe e muito, muuito bom humor.
Não, não estamos falando da Lady Diana ou de Kate Middleton, mas sim de cada um de nós. Homens e mulheres, graciosos espartanos modernos, e do arsenal zen indispensável para nossas batalhas cotidianas.
Li em algum lugar que o bom humor é conquista diária; que devemos exercitá-lo mudando nossas atitudes e referenciais dentro de determinados contextos ou situações.
Dificil?
Pra mim, super.
O animador é que não é impossível, embora desafiante; E sim, é questão de exercício.
Alguns lançam mão de terapias, práticas alternativas ou religiosas, atividades físicas e tantos outros "artifícios" buscando  este que é hoje, mais que responsável por sorrisos plenos, ambientes menos tensos e saúde  mais equilibrada.
É claro que quando falamos em virtude, receitas prontas ficam de fora e na falta de um manualzinho pronto, que me permitisse alcançar essa visão bem humorada, positiva e entusiasmada daquilo que me cerca, comecei com:
Os tais... Exercícios Físicos: Devem ser diários, preferencialmente. A sensação de bem estar é instantânea. Após um período de adaptação tornam-se bastante prazerosos. Já deu pra fazer umas limonadas dos limões da vida...
Boas noites de sono: Impossível tolerar o trânsito, as manias do marido, os pitacos de uns e outros e a energia infindável dos filhos, sem esticar um pouquinho o tempo na cama. A pele também agradece.
Obviamente as mães que têm bebezinhos dificilmente poderão seguir este ítem da cartilha. Nesta fase o contado com o filhotinho nas mamadas, por exemplo,  paga todo o restante. 
(Fico imaginando as modelos e as misses, especificamente. Vidas monitoradas - inclusive se estão de calcinha ou não -  horários regrados, o laquê, o peso, a maquiagem. A medida da cintura, do busto, o megahair, os saltos altíssimos. Sempre.
Somente uma visão extremamente bem humorada e algum  desprendimento devem amenizar o transtorno. Depois algumas outras coisas devem fazer valer o esforço).
Um Olhor Poético: É engraçado e talvez questionável para alguns, porém uns minutos dedicados a algo que nos preencha, algo simples, que caiba na rotina - umas páginas de um livro ou revista, uma imagem legal, o nascer do sol, um abraço no filho, ou no marido, ou no  melhor amigo, um tempo com você mesmo -  acumulam coisas boas dentro da gente, e têm um efeito transformador no olhar que lançamos sobre  tudo aquilo que nos cerca. São hábitos renovadores e podem nos levar  a transmutar os dias cinzentos e alcançar, definitivamente, uma relação mais positiva e alegre com nosso Eu e com o universo.

E você, é bem humorado?  Já acorda sorrindo?

sexta-feira, outubro 7

Milagres de primavera e o creme de papaya


A estação que "encosta" o inverno enche a todos de ânimo. É bom...
Dá vontade de fazer um tantão de coisas - assistir de novo Casa Blanca, tomar mais água, andar de chinelos -  e as crianças não ficam atrás. Sim, a bateria que eles têm, está sempre carregadinha e  cheia até a tampa pra levá-los para qualquer aventura, mas as tardes quentes da primavera e do verão, dão mesmo ares de novidade até ao que eles normalmente fazem, mas por alguma razão enjoaram, ou  aos que, como o Theo, fazem, porém meio a contra gosto... como é o caso das atividades culinárias. Ele gosta e quando escuta que vem receita ou aulinha que envolva comer e beber, na escola, se empolga e associa logo à diversão, contanto que a brincadeira não envolva frutas ou legumes.
(Essa novela sobre a alimentação dos filhos, normalmente é bem recheada de capítulos, cheia de atritos, bicos e muita manha. Boa parte do que nos preocupa começa nestes episódios. Haja truques e versatildade na hora de preparar as refeições das crianças e muita habilidade na hora de fazer com que o prato atraia a atenção e o apetite deles.
Ok, vocês já conhecem um pouquinho deste drama, contado aqui ).
Como ele já está com 5 anos, algumas situações levo na esportiva e não insisto, outras parto pra conversa. Às vezes rola, outras não. 
É engraçado ver ele todo animado insistindo pra fazermos logo algo gostoso e, em seguida, dando meia volta, com ares de disfarce ao ver a cara dos tomates ou coisas coloridas que fujam muito do marrom chocolate.
Eis que fiquei surpresa há alguns dias quando ele levantou cedinho, sem dar trabalho, pedindo para colocar a bermudinha e  a regata do uniforme, porque teriam futebol e culinária na escola. Parece que ele queria ficar bem a vontade. 
Fiquei bem quietinha imaginando o que viria a seguir. 
Na volta ele me mostrou uma receitinha contendo os seguintes ingredientes:

- 1/2 mamão papaya
-1/2 copo de iogurte natural
- 3 colheres (sopa) de açúcar
- 1 colher (chá) de suco de limão
- 4 colheres (sopa) de leite em pó

Para preparar basta bater tudo no liquidificador. É simplesinho.
A  parte preferida deles foi comer na casca do mamão, relatou a professora.



À mistura podem ser adicionados gelo a gosto, adoçante e ingredientes desnatados para os que preferirem a versão light do creme.

E o Theo provou?

Recebi um recado via agenda onde a professora parecia comemorar mais que eu o feito do pimpolho, já que ele havia, não só ajudado no preparo (encarou mesmo o mamão), mas também comido toda sua parte. 
Cada vez que nossos filhos provam um alimento novo - e aceitam - nos sentimos como vitoriosas de mais uma batalha desta guerra.

E vamos curtindo a primavera... assim, juntinho deles!



Obs.: Luto com o Theo desde bebê nesta questão da alimentação, tentando iniciar desde cedinho, o paladar dele ao que é novo; mas ele resiste.
Na escola, junto de outras crianças a questão parece mais tranquila. Em casa... a luta continua... 

E por aí, a primavera opera "milagres"?


quinta-feira, setembro 29

TIA MAY, TIA NASTÁCIA E... OUTRAS TIAS



Pais, mães, avô, avó, primos, padrinhos e madrinhas, irmãozinhos e as Tias (e tios).
Família, já disse por aqui, é bom demais. Tem coisas engraçadas, mil peculidaridades, tem as estranhezas e as tantas belezas.
O pai é aquele que joga para os leões, que ensina a ser durão, ou durona (com carinho, é claro); mães... bem, estas são capazes  de tudo por suas crias. Atualmente ensinam, protegem, enchem de carinho e geram sustento em todos os aspectos. Acompanhadas de nossos parceiros procuramos, sempre, formar mais uma Família de Incríveis, igualzinha àquela do desenho ( pai fortão, mãe elástica e filhos igualmente poderosos).
Avós dispensam maiores comentários. Cuidam dos netos com tanto doce que carregam a fama de estragá-los. Fora os bolos de fubá, os pães de queijo, etc, etc, etc... que ganham a família toda.
Aí vêm padrinhos, cheinhos de amor, irmãos - puro afeto - e sem mais delongas, as tias. 
Sim, hoje o espaço é para as tias. Responsáveis por mimar seus sobrinhos  e se deliciar infinitamente com eles.
Há quase um mês faço parte deste time. Meu sobrinho Raul, com apenas alguns dias promete ser um rapazinho cheio de bossa e alegrar muito a todos, família afora. Já joga charme, presta atenção nas conversas do pai e faz caras e bocas quando consegue desgrudar um pouquinho do peito da mãe. É pura graça.
E eu, curto essa coisa boa de ser titia, de ficar, junto com o Sandro, só com a parte boa, com a farra, porque a choradeira, as manhas e as broncas isso sobra para os pais (rs).
É bom ser tia.
Quando pensei em falar sobre isso e dividir ideias com quem anda pela blogosfera, lembrei-me de duas tias da ficção... mais que especiais: Tia May - do Peter Parker - faz o estilo mãezona, super preocupada e amorosa. Me ganhou, quando em uma das sequências de Homem Aranha, fortalece a ideia de casamento entre Peter e MJ. E mais, cheia de delicadeza e romantismo, dá ao sobrinho seu próprio anel de noivado. Uma fofa!
E a Tia Nastácia? 
Quem curtia as aventuras do Sítio também não esquece. Era tia dessas do coração. Fez com as próprias mãos a boneca Emília para Narizinho. 

É Raul, vêm por aí muitas brincadeiras, passeios e histórias. Para ensinar e ninar. 
Só não prometo confeccionar algum brinquedo pra você ( a titia é péssima para essas coisas e a única boneca de pano que sua priminha tem, mandei fazer). Quanto ao anel de noivado ainda não consigo imaginar... só desconfio que quando você estiver rapazola, lá pelos seus vinte e poucos, deverá querer algo mais a cara de vocês para o grande dia. Depois a gente vê isso, não é?

sábado, setembro 3

QUANDO CASAR SARA


Alguns textos ensaiamos para postar. Por diversos motivos. Pode ser um assunto muito polêmico, ou muito delicado ou simplesmente enrolado... Este, por exemplo, envolve de tudo um pouco e passa por família e sentimentos.
Quando atravessamos um momento muito difícil - principalmente se ele desafia nossas certezas e referências - é comum sentir que a "encrenca" é maior que nossa capacidade de sustentá-la. Achar a solução então...   E como problemas  costumam andar em bando, segmentá-los e "calculá-los"  friamente, pode ser  trabalho complicado caso não  persistamos no foco. Sem contar a questão emocional. Nestas  horas também é necessário manter as emoções sob controle.  Haja equilíbrio.
Com uma parte das tarefas esperando minha reabilitação total, tive bastante tempo pra pensar nisso tudo.
O acidente que detonou meu tornozelo direito não foi dos mais graves. Foi uma torção, uma lesão  que inspira cuidados e acompanhamento dos ligamentos. Só e apenas isso (entra aqui muuuita  paciência).  Mas  aí vem a dor, o repouso, a fisioterapia... Sobra tempo pra refletir.
Eis que repassei tudo. Não adianta, a cabeça monta e remonta a cena com direito a detalhes.  Depois disso tudo feito, a relação que temos com algumas coisas e a importância que dedicamos a elas, muda. Pode melhorar, ou piorar, ou se tornar nula, mas jamais, ao atravessar um mar revolto, saímos iguaizinhos do outro lado. Os mais espertos nem esperam o mar ficar bravo para  colocar as barbas de molho, mas a teimosa aqui, parece que  tem outro tempo...
Hoje, depois de um mês, meu fisioterapeuta  liberou alguns exercícios leves. Claro que fiquei suuuper feliz... É, tipo pinto no lixo meeesmo!
Assisti ao meu estresse acumulado por ter que me sentar e esperar todos à minha volta resolverem o que costumo cuidar, fazer o que normalmente é responsabilidade e prazer, meus. Por outro lado, foi bom ver meu corpo se reestabelecer, se refazer e  me dizer da força e capacidade de superação que cada um (especialmente as mães, isso é mágico!) possui.
Simples? Aparentemente... porque em ocasiões como esta, percebemos muita coisa envolvida. Entendemos outras várias. E sim, um mês paralisado (menos que isso), é  tempo suficiente para transformar para sempre as cores da sua casa e a aura dos que estão nela, ou pelo menos para que mudemos nossas próprias lentes.
Algumas pessoas não valem lágrimas ou preocupação, outras fazem com que pensemos em passar toda dor novamente, porque seu carinho e sua generosidade são verdadeiramente sublimes.

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