(Nos dava em suas interpretações seu furor ou seu candor, suas farpas ou seu lirismo, conforme fosse seu estado de espírito, de humor de mulher naquele instante).
Elis... Sempre amei. Sempre vou amar, e ouvir e redescobrir a cada momento. Isso não apenas por ter sido uma das maiores e melhores intérpretes de todos os tempos ( referência vocal para muitos, quando o assunto é MPB/Bossa, apesar de nosso amado e vasto Brasil, carregar incontáveis talentos), mas especialmente porque sua voz em canções das mais diversas, embalou minha infância. Contei um episódio engraçado sobre isso neste post.
Elis... Sempre amei. Sempre vou amar, e ouvir e redescobrir a cada momento. Isso não apenas por ter sido uma das maiores e melhores intérpretes de todos os tempos ( referência vocal para muitos, quando o assunto é MPB/Bossa, apesar de nosso amado e vasto Brasil, carregar incontáveis talentos), mas especialmente porque sua voz em canções das mais diversas, embalou minha infância. Contei um episódio engraçado sobre isso neste post.Lembro-me ainda, de mim meninota andando pelas ruas largas do centro de São Paulo, de mãos dadas com meu pai, procurando pelos vinis da Elis. E andávamos que só pra pesquisarmos os preços; minha mãe brinca que sair pra comprar com meu pai significava gastar as solas dos sapatos (rs). Mas era pra lá de divertido, eu comia pipoca doce e às vezes ganhava aquelas fitas cassete pout-pourri de músicas infantis, e achava o máximo.
Em casa, ouvíamos as músicas preferidas dele, talvez as que lhe trouxesse recordações, ou as que o ajudasse a passar para o meu coração de criança curiosa, as lições que ele desejava me ensinar...
Elis... Cresci junto dela, me emocionando com Como Nossos Pais (não sei se meu emotivo ou meu racional é que sente o que ela canta nesses versos, mas pra mim é uma das mais lindas referências à vida, amor e sonhos), cantarolando Casa no Campo, me imaginando num novo rumo, adentrando novidades ensolaradas, com Nada Será Como Antes...
E o tempo passou. Muitos domingos, ventanias, descanso, anseios...
Hoje ouço Elis com emoção, com sabor de infância, segurando ainda as mãos dos meus pais, embalando com a outra, as mãos dos meus filhos.



