quarta-feira, julho 21

ELIS...

 (Nos dava em suas interpretações seu furor ou seu candor, suas farpas ou seu lirismo, conforme fosse seu estado de espírito, de humor de mulher naquele instante).


Elis... Sempre amei. Sempre vou amar, e ouvir e redescobrir a cada momento. Isso não apenas por ter sido uma das maiores e melhores intérpretes de todos os tempos ( referência vocal para muitos, quando o assunto é MPB/Bossa, apesar de nosso amado e vasto Brasil, carregar incontáveis talentos), mas especialmente porque sua voz em canções das mais diversas, embalou minha infância. Contei um episódio engraçado sobre isso neste post.
Lembro-me ainda, de mim  meninota andando pelas ruas largas do centro de São Paulo, de mãos dadas com meu pai, procurando pelos vinis da Elis. E andávamos que só pra pesquisarmos os preços; minha mãe brinca que sair pra comprar com meu pai significava gastar as solas dos sapatos (rs). Mas era pra lá de divertido, eu comia pipoca doce e às vezes ganhava aquelas  fitas cassete pout-pourri de músicas infantis, e achava o máximo.
Em  casa, ouvíamos as músicas preferidas dele, talvez as que lhe trouxesse recordações, ou as que o ajudasse a passar para o meu coração de criança curiosa, as lições que ele desejava me ensinar... 
Elis... Cresci junto dela, me emocionando com Como Nossos Pais (não sei se meu emotivo ou meu racional é que sente o que ela canta nesses versos, mas pra mim é uma das mais lindas referências à vida, amor e sonhos), cantarolando Casa no Campo, me imaginando num novo rumo, adentrando novidades ensolaradas, com  Nada Será Como Antes...
E o tempo passou. Muitos domingos, ventanias, descanso, anseios...
Hoje ouço Elis com emoção, com sabor de infância, segurando ainda as mãos dos meus pais, embalando com a outra, as mãos dos meus filhos.

segunda-feira, julho 19

DE BRAÇOS BEM ABERTOS

A vida é mesmo surpreendente. Eu, quando acho que já vi de tudo, consigo me espantar... mais com minhas próprias reações (já que no meu íntimo, acho que lamento não estar ou ter estado preparada para as situações inusitadas, complicadas ou... disparatadas da vida), do que com os fatos em si.
Somos mesmo, eternos aprendizes.
Quando penso que aquela é a estrada certa, única para o meu objetivo, a vida me coloca dentro de saias tão justas, que me vejo obrigada (aqui, pelo bom senso), a dar meia volta; quando imagino ter a maior das certezas, aquela matematicamente exata sobre algo ou alguém, olho nos olhos da vida e  tenho que frear meu carro de ilusões... sim, aquele carro cujo enchi o porta-malas de sonhos, apostas e talismãs.

Ao falar da vida, da nossa caminhada, citar percausos e desilusões, não mal digo minhas vivências, a intenção na verdade, é mostrar à mim mesma, a riqueza que me cerca e a todos nós e como a Divina Grandeza é bálsamo verdadeiro, confiando em nossa bondade e capacidade quando nos põe nas mãos um filho a ser educado, uma doença a ser combatida ou qualquer outro problema a ser transposto, mostrando com amor, que também espera de nós (e acredita que subiremos o monte), tanto quanto esperamos D'ela...
É amigos, e tudo isso, toda essa reflexão, porque passei alguns dias sem meus filhotes  ( eu queria dar  a eles essa oportunidade de provar um pouquinho de independência da mamãe e do papai, ser mais generosa...) e  acabei me surpreendendo com a tristeza que senti. Além da falta (óbvio), falta da diversão na hora do banho, da bagunça pra papar, e outros momentos que somente filhos nos permite provar, fiquei meio perdida em mim mesma (que crise)...
Pensava, repensava, "lavava minha louça suja" na tentativa de me organizar, aproveitar o tempo para rever meus projetos, meus hobbies, ficar de papo pro ar (isso acho até engraçado, porque há séculos não sei o que é  rs).

Porém, nada rolou com muita simplicidade sobre esses trilhos. Meu trenzinho descarrilhou feio. Depois de um dado momento desisti, seria impossível sentir-me uma pessoa normal, sem aqueles pequenos, tããão grandes.

Bom foi reencontrá-los.
Foi... poético! Como se toda minha vida tivesse se transformado em poucos dias. Mas não, o que mudou foi apenas e tão somente o modo como passei a enxergar algumas coisas.

domingo, julho 18

IR E VIR


Passei esse final de semana no interior (outro post que estou prometendo desde já pra vocês, contando as peculiaridades e delícias desses dias fora da Selva de Pedra), foi bom  demais (obrigada Elton, obrigada Fernanda pelo carinho e atenção)...
Sabe aquele doce que a gente come de lamber os dedos depois? Pois é, foi gostoso assim; mas como já disse por aqui uma vez, viajar é demais, pra mim é mesmo uma das delícias mais saborosas da vida, especialmente se eu puder trazer umas "lembrancinhas" do lugar rs... mas voltar pra casa é uma sensação única, que dura atééé a vontade de arejar bater na porta de novo. 
Adoro pisar meu chão, reintegrar-me à energia das minhas coisas, remexer minhas gavetas, retomar minha rotina... então cá estou, foram somente uns dias, mas senti falta de tudo e de todos. Saúdo-os com alegria, meus amigos...

sexta-feira, julho 16

O PEZINHO DE FEIJÃO


Esta semana a Sofia e o Theo plantaram seus primeiros feijões (essa experiência toda criança passa), junto com seus tios Elton e Fernanda. Adoraram a experiência e estão ansiosos pra ver crescer!

-Mamãe hoje eu plantei feijão, me contou a Sofia, toda prosa...
-Poxa filha, que legal. Foram muitos?
-Sim mamãe. Plantei um do lado, outro do outro lado e outro do outro lado e um em cima... 
-Então agora é só esperar nascer, disse para ela.
-É sim mamãe, vou esperar e comê-los no natal!
Mas mamãe tá chovendo muito, acho que eles estão se afogando...
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